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sábado, 6 de março de 2010

Viagem molhada, viagem abençoada

(ou o Passeio à Serra da Estrela do Vespa Clube de Lisboa, edição de 2010)

Este ano estive quase vai não vai. Acabei por optar pelo vai e fui. Confesso que este tempo de chuva, muita chuva, demasiada, chuva, me esteve quase a embrulhar num fim de semana caseiro, rotineiro, em frente à televisão, de mantinha pelas pernas, a ver programas desinteressantes e a pensar nos malucos que tinham ido com este tempo para a Serra da Estrela, de Vespa. Apesar do alerta amarelo, apesar da chuva, apesar de tudo.

VCL @Penhas da Saúde
Alerta amarelo e ventos fortes = Vespas na "garagem" da pousada
Juntei-me a eles, quis ser como eles; doido ao olhos do mundo que não percebe que de Vespa, não chegam os dias do dia-a-dia, nem as estradas, nem nada e que, o fim do mundo afigura-se perto, quando sentimos o formigueiro de mais uma viagem, de rever amigos, de partilhar momentos imperdíveis. Não há chuva que nos impeça, nem frio que nos demova! E não me arrependi. Muito...

A chuva ininterrupta que apanhamos desde Lisboa até às Penhas da Saúde, de noite, depois de mais um dia de uma semana inteira de trabalho, acho que me fez pensar em avariar a Vespa e chamar a assistência em viagem, no Domingo, à volta para Lisboa. Mas resisti a tal pensamento macabro. A alegria e calor humano extremo sentido na recepção com palmas com que nos brindaram à entrada na pousada, ajudaram e derem alento e força: depois de cerca de 5 horas em cima da Vespa a levar com chuva, primeiro e depois chuva e frio, chegar gelado e ser saudado desta forma, soube pela vida!

O resto da sexta-feira foi passado na conversa. Conversa mais um bocadinho, pouco que o cansaço aperta e o sono obriga a recolhimento, descanso e clama pelo quentinho dos cobertores. Sexta-feira is over.

Como o tempo no Sábado não nos deu o gosto de melhorar e, adivinharam, esteve todo o dia a chover, teve que se alugar um autocarro, tipo excursão, à pressa (e com muita sorte de se ter conseguido tão em cima) onde todos fomos reapreciar e comprovar as delícias e pançadas gastronómicas proporcionadas pelo nosso querido “O Albertino”, em Folgosinho. Pelo meio e como o autocarro era demais só para nós, ainda demos um charme vespista para cima de uns (e umas) ocupantes da Pousada das Penhas da Saúde que nos acompanharam e racharam despesas de aluguer. Curtiram, acho eu, nós também e isso é que se quer. E depois ainda nevou!

Ainda no autocarro, já no regresso à pousada, um interessante diálogo com alguém que se apoderou do microfone do veículo e que a cada segundo nos informava que estava a nevar. Alguém replicava que era chuva e assim foi desde a Covilhã até às Penhas da Saúde. E não é que nevava mesmo! Primeiro pouco, depois mais e já de noite ainda deu para escorregar em sacos de plástico e guerrear pacificamente com bolas de neve feitas à pressa que a guerra não perdoa e há que replicar a todo o custo.

Que me lembro mais do Sábado? Dormiu-se à lareira, conversou-se à lareira, percebeu-se o funcionamento dos recuperadores de calor, fez-se muito calor com a lareira, enxugou-se sapatos, roupa, luvas, derreteu-se botas (eu avisei!), comeu-se uma sopa quentinha e boa, bebeu-se vinho, com gasosa ou só vinho, comeu-se, conversou-se e acabou a noite. Achei que cedo demais, mas acabou.

(perto de) Monsanto(perto de) Monsanto
O regresso, no Domingo, foi feito, via Monsanto. Mas antes ainda tivemos tempo para experimentar andar de Vespa sobre a neve e o gelo que tinham caído. Da pousada, até à estrada Covilhã – Torre. Foi pouco mas deu para sentir o que é escorregar... Deu também para tirar umas deliciosas fotos tendenciosas que nos colocam no meio de uma qualquer altura em que aquela estrada ficou cortada pelos nevões.

Das Penhas da Saúde a Monsanto, fomos poupados e o sol até espreitou a espaços. De Monsanto a Lisboa, fomos regados e nada mais a não ser chuva. E que grande cargas!

Fiquei contente com o meu "novo" fato de chuva e as galochas pelo bom trabalho na retenção da chuva e por me terem permitido chegar, a ambos os destinos, quase seco. Desejaria mais quentinho, mas nem com os collants, calças e fato de treino, três pares de meias, 2 t-shirts, camisa, camisola, casaco de lã e casaco de mota, mais fato de chuva por cima de tudo isto, me senti muito confortável, termicamente falando.

E, no final, foi mais uma que adorei!

Fotos aqui, aqui, aqui e por aí...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vespa Ads





(clique para ampliar)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

E esta, heim?

Uma breve, apenas para vos dar conta que a SIP scootershop anda de olho em Portugal... ou melhor, nas fotos dos portugueses... ou melhor ainda, atento ao que os seus parceiros portugueses andam a fazer... ou nada disto!

Na última newsletter da SIP saiu uma foto de um dos passeios do Vespa Clube de Lisboa, à Serra da Estrela, tendo com protagonista o Manel das Vespas, o homem por trás da Oldscooter (e parceiro da SIP em Portugal).



Boa!

UPDATE
Ao que parece a foto foi tirada pelo autor da Horta das Vespas e ninguém lhe pediu autorização para a usar. SIP scootershop, shame on you!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Prendinhas

Apesar de não achar muita piada aos contornos consumistas desta época do natal, não resisto a deixar umas sugestões.

Se estão a pensar remodelar o vosso escritório, têm uma mão cheia de euros e mais do que idolatram a vossa scooter italiana (existem também outros veículos), eis a solução.



Para mais detalhes: http://www.belybel.com/

Se por outro lado, já estoiraram o orçamento todo em kits e outros melhoramentos ou mariquices para a vossa scooter e ainda vos faltam uns brinquedos para a vossa prol...



Vejam em http://referindo.blogspot.com/2009/12/vespa-de-balanco-cavalinho-de-balanco.html mas não liguem ao que lá diz de reaproveitar uma Vespa e tal porque facilmente se repara que não é o caso. Resta-vos a imaginação para conseguirem alguma coisa semelhante.

Que tenham um santo natal!

UPDATE
Entretanto, chegou-me via email mais uma hipótese original de presente, relacionada com Vespas. Não sei bem para que serve, mas vejam vocês: http://www.etsy.com/view_listing.php?listing_id=25083997&ref=fp_feat_4

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lojas e oficinas

OldScooter - nos dias calmos...
Para os mais atentos, já não é novidade a inauguração em Agosto passado da OldScooter. O "Manel das Vespas" evoluiu, saiu de Caneças e veio para a Rua Vale Formoso de Cima, em Lisboa.

Epá, Caneças é longe... Queria uma oficina na zona de Lisboa – leia-se, mesmo à minha porta... Acabaram-se as desculpas!

Originalvespa - LMLs
Originalvespa - querem uma LML? A côr não é problema!
Juntem ao novo, amplo e moderno espaço, a mesma paciência e dedicação de sempre e têm uma excelente oficina para a vossa scooter, diria, a oficina. Agora também com acessórios, peças e outros artigos à vossa disposição.

E como já é sabido, porque alguns que ainda lêem estas linhas, com a realização da Prova do Litro em Tróia, alguns SC, nomeadamente eu, deixaram de ter desculpa para ainda não terem ido oservar a nova Originalvespa de Setúbal.

Congratulem-se aqueles que habitam por terras mais a sul porque têm uma loja toda gira à vossa disposição, com a variedade e qualidade que a original Originalvespa em Caneças sempre nos habituou, mais a simpatia e know-how do nosso amigo João Serra.

Com sorte, vieram aqui parar através de uma pesquisa no Google e encontraram algo que até está relacionado com a vossa pesquisa. Se assim foi, deixaram de ter desculpa: não continuem a dizer que não sabiam onde levar a vossa scooter para fazer a revisão ou onde comprar aquela peça que tanto precisavam...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um litro ou zero vírgula trinta e três?

Prova do Litro - Cartaz

Foi no dia 14 de Novembro de 2009, quase à uma semana, que não quis falhar a prova do litro, mais uma organizada pelo nosso Vespa Clube de Lisboa. Mais um ano também, como quase já manda a tradição, na zona de Tróia e compreende-se: a estrada com pouco movimento e mais ou menos recta tem poucas alternativas, na área da grande Lisboa.

A maioria da malta juntou-se no ferry. Este ano conseguiu-se que mais ou menos todos os participantes fizessem a travessia juntos. A previsão de chuva para esse Sábado, fez que com muitos desistissem da ideia de alinhar e contaram-se "apenas" uns cinquenta destemidos e pouco hidrofobos vespistas.

Este ano fomos levados mesmo para Tróia, onde antigamente desembarcavam os ferry que nessa altura custavam metade do preço, pela mesma travessia para a margem contrária a Setúbal, do mesmo Rio Sado. Depois de algumas voltas lá foi encontrado um local que pareceu indicado para pararmos e assim se fez: Vespas estacionadas, condutores e passageiros apeados, começou-se a preparar o assador das castanhas e a água-pé e o costumeiro e salutar convívio que já se tinha iniciado no ferry, perpetuou-se. E a nova Tróia estava bonita!

Prova do Litro - Tróia

Enquanto uns já tiravam a gasolina dos depósitos, outros conversavam, outros apanhavam os raios do pouco sol que ainda trespassava as nuvens e outros ainda, nada disto, um carro patrulha aproxima-se do local, abeira-se do grupo e... tínhamos que sair dali!

Civilizadamente o Sr. Agente lá nos explicou que Tróia, esta nova Tróia, é privada na sua totalidade e, aquela rua que julgámos do domínio público, tinha dono e esse dono não nos queria ali. Depois do pedido de desculpas pelo nosso desconhecimento aceite, o Sr. Agente, sempre amável, indicou-nos algumas alternativas de paragem e rogou que saíssemos assim que possível.

Confesso que notei uma ponta de vergonha, talvez apenas embaraço, por toda esta situação. Da nossa parte pelo desconhecimento da nova realidade e das novas regras. Da parte do Sr. Agente pelo bizarro de tal pedido, pela imposições de regras com as quais ele também não concorda. Pessoalmente não compreendo como é que interesses privados se podem sobrepor... a tudo. Tróia privada, apesar de bonita e muito segura – elementos de empresas de segurança presentes a cada esquina – nunca mais, decidi ali!

Belmiro / Sonae - zero, Agente / Autoridade - um.

Todos tentamos aceder ao pedido de celeridade no abandono do local e já com os 0,33 litro nos depósitos, lá fomos ver quem percorria mais quilómetros. Relembro que 0,33 é o tamanho de uma cerveja média e que poucos acreditam as distâncias que se conseguem percorrer com tão pouca quantidade de combustível.

As técnicas variam, desde os que vão em mudanças baixas e rotação constante, aos que engrenam uma mudança superior mas tentam manter a Vespa em velocidade baixa, ajudados pelo "empranchamento" para não oferecer tanta resistência, etc. Há os que pegam na Vespa e vão, há os que limpam e afinam carburadores. Não sei se existirá uma técnica mais adequada ou muitas possíveis, a diversão, essa, é garantida.

Os primeiros começaram a parar aos 6 km. A partir daí, foi um festival de dar ao kick, montar, mais uns metros, desmontar, dar ao kick outra vez, montar de novo, pega só mais uns metros, abrir depósito, espreitar, ainda tem qualquer coisinha no fundo, abanar a Vespa, kick ainda pega, montar, kick, já não pega, agora é que já fico mesmo aqui, quantos quilómetros afinal, etc. Os últimos percorreram quase 27 quilómetros!

A minha PX200, fez 9,9 km contagem oficial, mas percorreu 10,1 na contagem dela própria. Com condutor e pendura, 4 engrenada e a rolar à volta dos 30 km/h, tentando nunca deixar bater o motor, dá uma média de consumo de 3,3 l aos 100 km percorridos, o que me deixou satisfeito.

Prova do Litro - 10,1 km...

Ainda tivemos tempo para fazer uns estradões, a caminho do almoço, pelo meio dos arrozais e enfrentar à cabeçada e não só, alguns mosquitos mutantes de tamanho mais do que considerável. Depois foi o costume. Almoço, ó princesa, mais comida, óchefazavore, mais sobremesas, ó Serra olha as castanhas, conversa, conversas, mais um café, cheio, e um cheirinho, despedidas, que não quero apanhar chuva, eu ainda vou para Leiria, tu para ali, eu fico quase aqui e assim se passou mais um belo dia de convívio, máquinas – homens, homens – máquinas e homens – homens*.

Alguns ainda tiveram tempo para apanhar uma monumental chuvada no caminho de regresso, mas isso, dá outro post...

Fotos no site do Vespa Clube de Lisboa: normal | slideshow, no meu flickr: normal | slideshow, outros flickrs, scooterPT, facebooks, picasas, etc.

* mulheres incluídas!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Culpa da «hom'idade»

Desde há muito tempo que a minha Vespa não gosta(va) de piscar. Muito mesmo. Ora era o pisca do lado esquerdo que parava, resolvia-se per si, passava o da direita a ficar com problemas, sem nunca ter conseguido perceber os porquês: quer da avaria quer da sua resolução espontânea.

Ultimamente era o pisca do lado direito. Menos mal, porque considero que, nas mudanças de direcção, o do lado esquerdo é mais importante, pela localização manete das mudanças, pelo facto de ter que atravessar outra faixa de rodagem ou encostar-me ao eixo da via, etc.

Fartei-me: tinha que resolver isto de uma vez por todas!

Já em tempos tinha desmontado o depósito para conseguir aceder aos contactos dos piscas (onde o perno dos balons encaixam). Naquela altura e por alguma razão, os fios tinham-se soltado. Ligados de novo, tudo ficou a funcionar, mas não por muito tempo. Poderia ter acontecido de novo...

Despistada esta hipotética origem do problema, desmontei o balom todo e ficou provada a culpa da humidade. Além de ter originado um óxido estranho e esbranquiçado, à volta do casquilho da lâmpada, o ponto de contacto do balom com a restante Vespa - aquele perno com mola que se situa mais ou menos a meio do balom - também estava meio ferrugento. Apesar de já o ter limpo N vezes... mais vale prevenir...

Limpa a lâmpada, limpo o perno, nada; nem uma piscadelazita. Ó diabooooo, a humidade não era a única culpada nesta ocorrência.

Com a ajuda do carregador de baterias lá descobri, com a ajuda do efeito visual de uma faísca de tamanho considerável, que também existia um mau contacto na parte de trás do casquilho da lâmpada. Umas cacetadas com uma chave de fendas e um martelo - a minha consciência diz-me que deveria ter posto um bocadinho de estanho - lá resolvi a coisa e, voilá, Vespa PX200 (quase) como nova: pisca em ambas as direcções!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Museu Scooter & Lambretta

Em Fevereiro passado, recebo um telefonema de um grande amigo a falar-me de passagens de avião, baratas, baratíssimas, se queria aproveitar. O motivo, entre outros, ir visitar em Setembro a Casa Lambretta e o Museu de Scooter & Lambretta, em Rodano, Itália.

Acedi, claro: reunir bons amigos misturado com alguma cultura scooter, que programa perfeito!

Uma visita vale bem a pena, pelas scooters e, acreditem, há muitas que nunca viram ou que apenas conhecem dos livros da especialidade, recuperadas e ou em estado original, pelo norte de Itália que é magnifico, com lindíssimas paisagens - e belas ragazzas :) - e também pela simpatia de Vittorio Tessera, o anfitrião que nos recebe a todos de braços abertos.

Umas parcas fotos do museu que, espero, vos abra o apetite.





Geolocalização do museu, aqui.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

«usado como novo: Vespa usada»

Foi com este título que cheguei a esta Vespa, numa pesquisa, em nada relacionada com venda de Vespas, no Google.

Numa visita rápida ao link, pensando que era mais uma entre tantas outras vendas de Vespas a preços exorbitantes que por aí pululam, dou de caras com uma bela PX125 por "apenas" 750€!





Tendo em conta o estado geral que esta Vespa aparenta na foto, não estava a um mau preço. E tendo também em conta os preços "normais" do mercado e a recente aprovação da lei das 125 (e sendo esta PX uma 125 que todos os encartados da categoria A1 podem conduzir) e ter sido "encontrada" na net, era quase "um achado". Era... já foi vendida: ainda não foi desta que minha longa lista de amigos que querem uma Vespa ficou mais reduzida e consegui tornar um amigo mais feliz.

Prova que Elas continuam por aí. Basta procurar ou estar atento e, mais tarde ou mais cedo, tropeça-se em algo, quase sem querer...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rotundas

Como as rotundas parecem um elemento em vias de expansão nas nossas estradas e como parece que há aí muita gente que AINDA não sabe circular nas mesmas, não é demais (re)lembrar algumas regras de circulação recomendadas.

Tendo em conta uma das muitas revisões do Código da Estrada, esta a de 23 de Fevereiro de 2005, relativamente à circulação em rotundas, os condutores devem adoptar o comportamento descrito em baixo.

O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve: ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve: ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via); aproximar-se progressivamente da via da direita;
Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende uitilizar; mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.

Arranjamos três voluntários para circular numa rotunda, muito parecidos com um conhecido vespista da nossa praça (uma dica: testa LMLs em revistas da especialidade, de calções e chinelos, orgulhoso do seu físico pujante) que nos permitiram fazer esta ilustração, exclusivo aqui no Vespa & Companhia, para demonstrar como se deve circular correctamente nas rotundas.


Fig. 1 - como circular nas rotundas

Nunca é demais aprender e ou relembrar, quem já sabia, das boas regras que devemos ter sempre presentes. Mas, perguntam vocês mentes irrequietas, qual a multa para quem não cumprir?

Pois... nenhuma! É que aparentemente isto não é uma regra é um... conselho (!?!), uma boa prática... A ser cumprida, facilita a vida de todos, a não ser cumprida, dificulta-nos a todos menos a quem não cumpre, além de colocar em perigo quem cumpre, mas temos que nos contentar com isso.

E se por obra do acaso, não do desrespeito desta regras, ocorrer um sinistro, imaginem, a culpa será de quem circula como aconselhado pelo código da estrada e autoridades!

Curioso, não é?

Livrem-se de não aparecerem no 13º Iberovespa 2009 - Arganil!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O tilt eléctrico, resolvido

A falta de luz não me permitia circular com a segurança necessária na via pública e, se nalguns pormenores facilito e não deveria - pneus já mais carecas do que o desejável, bateria nas couves, pastilhas de travão frontal gastas - para a durabilidade e fiabilidade que quero da minha Vespa, neste caso era pior, pois poderia causar danos mais graves. Não só em mim ou na Vespa, mas nos demais.

Durante algumas semanas andei com a Vespa a perder as luzes indicadoras no guiador, a ficar sem piscas, ora um, depois o outro, a mandar flashadas com as luzes da frente... Pensava eu que era o efeito das chuvadas, da água em demasia que ia apanhando nos percursos do dia-a-dia. A Vespa estava a ressentir-se. Até que fiquei mesmo sem qualquer luz e o reles e rotineiro caminho diário, tornou-se num percurso tenebroso, feito após um dia de trabalho, mais uma vez, com muita chuva à mistura e já de noite.

Depois de ter experimentado tudo o que, achava eu, tinha lógica para tentar resolver este problema, com um misto do pouco que sabia, tive que me socorrer do Manel das Vespas. E, num instante o problema estava resolvido. Hip hip hurra para quem sabe!

Afinal o problema estava no rectificador. Afinal o problema estava profundamente enraizado na sucata que tenho na garagem. Eu explico...

Na pouca experiência que tenho de problemas em Vespas mais evoluídas, com mariquices como rectificadores, fusíveis e baterias e em que a fiabilidade é o prato do dia - longe vão os tempos e os anos dourados da 50S, pura e dura - mudei o rectificador, é certo. O problema é que mudei por um usado que estava ainda pior do que o primeiro. Resultado: o aproximar do dia seguinte e o pânico de não ter luzes na única Vespa que posso considerar para o meu dia-a-dia... Estão a ver...

As ligações do rectificador de origem.
No LML, com o rectificador na mesma posição, são exactamente as mesmas: preto, vermelho e branco, vermelho, azul e verde + branco.
A "caixinha verde" é o relé dos piscas...

Ao contrário do que afirmei no post anterior sobre o mesmo assunto, dificilmente o problema poderia ser do fusível. O fusível se fundido, corta a bateria e consequentemente ficaria sem arranque eléctrico e buzina, nunca sem luzes, nunca com lâmpadas fundidas acabadinhas de trocar, etc.

Sabendo vós que a Vespa, PX, direi, a última e única Vespa dos dias de hoje ou de um passado recentíssimo, acabou, temos o problema das peças. Temos, ponto e vírgula que a Piaggio continua a embalar peças a avulso, em lindos saquinhos de plástico - e acabaram com a PX, por ser poluente - com os seus logos, como peças de origem e de qualidade que deveriam ser. Mas não são! Com a agravante de serem sobre taxadas com as impressões dos saquinhos e da utilização glamorosa da marca Piaggio, seus logos e universo extinto de fiabilidade.

Como marcas e saquinhos com logos não fazem Vespas andarem novamente, nem atestam da qualidade das peças, nem têm dó nem piedade das nossas carteiras, aconselhado pelo Manel, fui à Originalvespa pedir um, pasmem-se os mais incrédulos, revoltem-se os mais puristas, rectificador de LML Star Deluxe!

Por cerca de metade do preço e provindos da mesma fábrica donde saem os (rectificadores) Piaggio, antes de ensacados nos saquinhos bonitos, fez-se a brincadeira e a minha Vespa ficou de novo sem problemas e com a luz que sempre a dotou; forte, viva e branca. Felicidade! O problema estava resolvido e poderia, no dia seguinte e como sempre desde há uns anos, ir trabalhar gloriosa e felizmente montado na minha Vespa.

Agora a parte mesquinha...

A PX 200 de origem, dizem as especificações, debitam 80 Watts. A minha estava de origem, por isso fazendo fé no que a Piaggio diz, debitaria, à saída do rectificador, os tais 80W. Nunca os tendo medido, creio, não andariam longe da verdade.

Como alguns saberão e outros desconhecerão, a PX Millenium - nome bonito para as PX "travão de disco" - traz de origem uma lâmpada H4 de 12 Volts, 35/35 W (médios, máximos) que, em conjunto com uma óptica inovadora, fez maravilhas em relação à iluminação das Vespas mais antigas; em vez da vulgar luz mortiça e amarelada, finalmente as Vespas eram dotadas de luz forte, branca e potente!

Muitos contentaram-se com isso. Era de facto uma maravilha. Para mim, foi. A partir de certa altura, quis mais e apesar de todas as recomendações contra, decidi experimentar as lâmpadas H4 de 12V mais vulgares: 55/65W.

Apesar de tudo ter funcionado sempre sem problemas, notava-se uma falta de capacidade eléctrica do sistema para alimentar este aumento de consumo que em máximos, atingia cerca de 30W mais do que os valores origem. Quando ligava os piscas, notava as restantes luzes fraquejarem ao ritmo com que as luzes amarelas, piscavam. Normal: 55W da lâmpada da frente, em médios, mais 0,5W da presença da frente (está sempre acesa), mais 5W da luz de presença traseira, mais 21W dos piscas (como piscam alternadamente, só podemos contar um de cada vez) dá a linda soma de 81,5W. Se estivesse numa subida e a travar ao mesmo tempo, adicionem a tudo isto outros 21W – 102,5W. Se tudo estivesse de origem, o resultado seria 82,5W.

Posso estar a dizer barbaridades, por isso alguém que saiba mais que me corrija o engano, se o houver.

Com este novo rectificador LML, são esperados 96W de potência eléctrica disponível! Superior ainda aos 90W que os manuais dizem debitar de origem, a Vespa mais potente em termos eléctricos: a PX 125 T5. E eu que andava atrás de um rectificador de T5... Estão a imaginar o sorriso na minha cara? Quase proporcional à intensidade superior das minhas luzes!

Com a minha insanidade é furiosa, tenho lâmpadas XPTO que apregoam mais 50% de intensidade luminosa com o mesmo consumo e potência. Fiz um teste... Parece-me ser mais intensa qualquer coisa a luz da lâmpada que a deveria ter, sim, mas a fiabilidade do processo é lamentável: Vespa acelerada até a luz ficar estável (hei o rectificador está lá para limitar a corrente sim, isto não é nenhuma 50S ou Sprint que quanto mais se acelera, mais luz dá) e vai de fotografar...

H4 55/65W "normal

H4 55/65W "50% plus"

A mim parece-me não só mais branca, como mais intensa. Dentro dos limites do método descrito, tirando a minha tendência tendenciosa em querer ter mais luz, mais branca, mais intensa, com mais alcance...

Mas ainda não estou satisfeito! O ser humano é insatisfeito. E os relatos épicos de uma PK com um rectificador de 120W, não me deixam consolado com o que tenho actualmente e têm-me tirado noites de sono: como é que pode andar alguém numa Vespa mais luminosa que a minha?!? Tenho que melhorar.

A história dessa PK é verídica mas a origem do rectificador em questão, desconhecida. Mesmo que fosse conhecida, os rectificadores de PK apenas têm três ligações contra as cinco de um rectificador de PX (ver imagem). Não me serviria de muito a não ser averiguar se na marca fariam rectificadores igualmente pujantes para PX ou semelhantes.

P.S. - se alguém discordar do que aqui disse ou achar que sou um perfeito idiota mas que me pode ajudar, mande mail ou comente...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Os meus votos, opticamente confirmados

Faço meus os votos do Instituto Óptico e da Óptica Modelo.

Publicidade

Fácil, fácil a receita desta mensagem: pega-se numa moda, em crescente de popularidade, agarra-se numa imagem sobejamente conhecida do Pai Natal a acelerar numa Vespa cheia de presentes natalícios e espeta-se na publicidade à nossa firma.

Depois espera-se que algum aficionado ou familiar de um ex-proprietário de Vespa, se cruze com a publicidade, a ache engraçada e a acabe por reter, mais ou menos inconscientemente, passando a outros.

Com sorte, um tontinho que tenha um blogue que verse sobre Vespa e tal vai-se cruzar com o outdoor e pode ser que se lembre de colocar esta imagem e divulgue a mensagem publicitária a mais uns quantos cidadãos que acedam ao blogue.

(não tenho nada a ver com esta óptica, apenas passei por ali)

Um grande, bom e feliz 2009!

domingo, 23 de novembro de 2008

A história do conta-quilómetros que servia numa P

Aqui há uns tempos, muito tempo, num terreno vago mesmo ao lado de casa dos meus pais, apareceu uma motorizada, penso que uma Sachs, já meio desmontada e com algumas peças em falta. Sem motor, etc.

A minha vontade foi logo de atacar a sucata e desmontar e recolher o que achava interessante e reaproveitável. Mas controlei-me, deixei passar uns dias a ver o que acontecia; afinal tal como misteriosamente lá foi parar, misteriosamente poderia também desaparecer ou ser desmontada por quem a levou ou... Os dias passaram e tudo continuava na mesma, ninguém rondava o destroço. Enchi-me de coragem e lá fui desmontar!

Um depósito, uns guarda-lamas (Alguém se lembra do lindo guarda-lamas da frente, home made da minha Rally 200? Veio de lá.), uns amortecedores, mais umas sucatas e, preciosidade das preciosidades, um conta-quilómetros que me pareceu quase imaculado.

Um pequeno teste com um berbequim e mostrou que contava, pelo menos, a velocidade. Se a medição era correcta ou não, não sei, mas mexia-se o que significava que hipoteticamente se poderia dali fazer alguma coisa de proveitoso. Para Vespa, claro!

Lá arrecadei tudo. Sempre com o pensamento no "um dia isto ainda vai dar jeito"... Com o tempo e com o acumular de outras peças, sucatices para o comum dos mortais, bens preciosos para os amantes das Vespas, duas rodas e DYI em geral, acabei por me esquecer do que tinha desmontado e foram ficando no fundo da garagem, esquecidos, até que um dia, já não sei porque artes, acabei por dar de caras com o referido conta-quilómetros. E resolvi experimentar. Será que serve numa Vespa? Dado o formato redondo, só poderia servir, sem transformações maiores, numa PX ou P.

A PX foi a primeira cobaia. Desilusão, não serve. É muito pequeno para o buraco da tampa do guiador. Bem, pensei, posso sempre mandar ajustar com fibra... Mas já agora experimento num de P.

Lá fui às prateleiras vasculhar e sai uma tampa de guiador de P. Vai de experimentar... Ena, ena, encaixa na perfeição! Nem largo, nem apertado; parecia que tinha sido feito para ali!

Claro que o sorriso se iluminou na face e o pensamento de "um dia isto ainda vai dar jeito" voltou-me à ideia e alargou ainda mais o sorriso. Ah, como gosto de recolher sucata! Tinha razão. Vá meia razão, porque ainda não está implementada a ideia e concretizada a profecia. Pode dar jeito, mas pode não dar.

Meti logo mãos à obra e toca de desmontar.

Realmente, tirando um pouco de ferrugem que tem por fora, na zona em que entrava o fio da iluminação interna, por dentro está impecável. O problema das desmontagens de conta-quilómetros é que se tem que forçar o aro que segura o vidro no sítio e mais tarde nem sempre se consegue que o mesmo fique tão direito e ou justo como de origem ou, pelo menos, como desejamos. Logo se vê.

Para já estava preocupado com a relação voltas roda, voltas conta-quilómetros que corresponderá à contagem da velocidade instantânea e dos metros / quilómetros percorridos. Sabendo que o conta-quilómetros era de um modelo com um diâmetro de roda bem superior ao da Vespa, isto era realmente um problema. Resolvi tirar o modelo e referência e ir pesquisar na Internet.

Tudo se encontra! A Internet é realmente um mundo inesgotável de informação. Ao inserir os dados que tinha escrito num papel, encontrei este PDF com explicações detalhadas de como o desmontar integralmente (não tinha pensado ir tão longe) e como o calibrar para que as medições da relação voltas roda, voltas conta quilometro, correspondam a valores reais. Ainda melhor! Está-se tudo a compor...

Por agora está feito. Desmontado e aguardar pela chuva do Inverno. No Inverno passado também não choveu e por isso alguns projectos atrasam-se e permanecem na garagem meio fantasmagóricos e incompletos. Sem chuva e com o sol que tem feito, sempre dá para dar umas voltas de Vespa e desfrutar das excelentes paisagens de final de Outono, em que o verde já começa a despontar nos campos.

Restam as largas horas de triste noite, para ir adiantando qualquer coisa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

44444

À coisa de três meses no meio de um passeio de fim de tarde pela marginal com o PE, Mago Manel e Filipa deparei que o meu conta km estava no belíssimo número 44444.

Como não tenho máquina fotográfica digital cravei ao PE a dele para tirar uma foto ao conta quilómetros. Algum tempo depois recebi a foto e um pedido para escrever qq coisa sobre os quilómetros percorridos em cima da Vespa e o seu significado para mim... se eu soubesse tinha deixado o conta quilómetros passar lentamente dos 44444 para os 44445 e depois 44446 "and soi on and soi on" e não tinha de ter de estar a puxar pela mona a pensar no que teria de escrever... três meses depois... sobre os km's passados em cima da Vespa e o seu significado para mim. Ainda por cima a foto saiu uma... menos boa, saiu menos boa... Nunca mais peço uma máquina fotográfica emprestada para tirar fotografias ao meu conta quilómetros!

Quando era um adolescente prestes a tirar a licença para poder ter uma mota, o meu pai deu-me a escolher entre uma Vespa ou uma Casal Boss... escolhi a Vespa. Uma 50s toda fanada. 80 contos na altura a um gajo que eu conhecia. Ganda roubalheira, eh, eh... mas tinha uma Vespa.

Fiz-me sócio do VCL, ainda fui lá umas quintas, fiz um curso de mecânica dado pelo Zé João, copiei no teste final pelo Sérgio, e lentamente fui-me afastando do VCL. Uma das principais razões foi o facto de a minha 50s não fazer mais de 30 km seguidos com sol e mais de 10km com chuva (isto se não me esquecesse de estar sempre a acelerar a fundo nos semáforos para ela não ir abaixo). Uma vez que parte da integração no ambiente do VCL residia em ir às concentrações e a vespa não fazia mais de 30 km's seguidos sem chuva e 10kms com chuva, obviamente não podia ir a nenhuma sem causar incómodo a alguém, coisa que eu não queria.

Andei com a 50 de orige nestas condições quase dez anos, altura em que comprei uma T5 e veio o EuroVespa 2004. Acabadinho de acabar o curso dei o primeiro e mais significativo passo na minha vida de vespista. Dei-me como voluntário para ajudar o pessoal no EuroVespa2004. Em que é que esse passo foi significativo? Bom no facto de ter começado a conhecer muito boa gente e penso que foi isso que me fez continuar. Depois do EuroVespa em LX, veio a vontade de ir a outro, para ver como é que era. Rodagem para preparar a mota... almoço em Lagos. Começa bem.

Eurovespa Itália-Turim 2006, com pessoal que mal conhecia e que se tornaram grandes amigos. Com isso conhecemos uns espanhóis Ruben e a Sónia. Eles vieram ao nosso IBEROVESPA em Portalegre, e nós fomos ao Vespania 2007 Toledo mais amizades que se travaram. Mais passeios em Portugal, Trás os Montes, Douro, Beiras, Costa Alentejana, Algarve. Passeios em Espanha, Serra de Gadalupe, Toledo, Serra da Gata, Lago de Sanabria. As melhores estradas e paisagens que já vi, de Vespa na companhia de grandes amigos! Não se pode dizer que tenha sido tempo mal passado!

O grupo de viagem foi-se afinando e surgiram vários conceitos interessantes.

MRP - Mudança Repentina de Planos - Estado de espírito existente em certos grupos de malta que viaja de Vespa e que consiste em não ter planos delineados para a viagem. Bastando para isso ter tempo, dinheiro para a gasosa e vontade de fazer Km. Não é necessário mapa. Convém tenda e saco cama que nunca se sabe onde temos de passar a noite.

PEB - Passeio da Estrada Branca - Consiste em escolher aquilo que são normalmente consideradas as piores estradas do país. Estradas brancas cheias de curvas normalmente associadas a paisagens deslumbrantes. Ter em atenção o abastecimento de combustível, ou então estar preparado para uma MRP e dormir onde calhar.

BDDPCCN - Brincas durante o dia e pagas com o corpo à noite - Conceito que nos levou a fazer infindáveis km até às quatro e cinco da manhã porque durante o dia ficávamos a bezerrar num sítio qualquer e os km têm de se fazer. Sobre isto ainda me lembro nas vésperas da partida para o EuroVespa o Conde a dizer: "O Zé João é maluco vê lá tu que só pára para encontrar um parque de campismo às nove da noite!" o que é facto é que na primeira noite de viagem arranjámos quarto em Madrid às duas da manhã.... e deve ter sido dos dias em que fomos dormir mais cedo! Eh, eh....

Depois desta palha toda queria dizer que melhor que andar de Vespa, fazer quilómetros atrás de quilómetros, passar frio, calor e mais frio e estar encharcado e com frio e essas cenas, melhor que isso tudo é fazer esses quilómetros todos na companhia de bons amigos e conhecer pessoas no decorrer desses passeios que se tornam bons amigos!

E é isso que me motiva e dá força para continuar a fazer rodar o conta km.

Até aos 55555km!

Abraço

Pedro 42 Ferreira

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Em férias, cuidados redobrados

Nem sempre as Vespas estão envolvidas em histórias e nos pormenores mais deliciosos da nossa vida. Sim, considero que o saldo é positivo. Pelos amigos, pelas viagens, pelos momentos inesquecíveis que muitos de nós já obtivemos por sermos donos de uma Vespa, das imagens que se agarram na memória, por teimarmos em fazer viagens nelas, em andar com elas no dia-a-dia e sermos sobretudo diferentes na atitude e fazermos a diferença por onde passamos, no país ou estrangeiro. Estes ficam cá, ninguém nos poderá tirar!

Mas desta feita, escrevo por um mau momento...

Andrea Pininfarina (sim esse mesmo, o presidente da famosa empresa italiana de design automóvel e neto fundador, Battista Pininfarin) morreu aos 51 anos num acidente de viação, enquanto guiava a sua Vespa.

Andrea Pininfarina seguia tranquilamente na sua Vespa, em Trofarello, na região deTurim, quando foi atingido por um carro, um Ford Fiesta, que fazia uma ultrapassagem ilegal. Como acontece na maioria das vezes em acidentes que evolvem motos e em que os condutores das mesmas são totalmente isentos de responsabilidades, o motorista do carro, um homem de 78 anos, saiu ileso.

Esta notícia trágica, serve apenas para vos recomendar, aconselhar, martirizar com isto: cuidado na estrada quando andarem com a vossa Vespa! Ainda mais nesta altura de maior calor, férias, praia e banhos em que muitos de nós circulam de calções e chinelo na Vespa. Com o aumento do tráfego nas estradas, com as levas de emigrantes que voltam às suas terras natais e a maior “descontracção” na condução, grande parte devidos ao período de férias...

Tenham cuidado, boas curvas e boas férias: que voltem cheios de boas histórias e momentos positivamente marcantes e inesquecíveis para partilhar com todos nós!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Children's Vespa Scooter

Na senda das velhinhas Vespas da Chicco, esta nova e moderna Vespa (GT ou GTS?) para crianças entre os 3 e os 7 anos, vem equipada com duas velocidades, rodas laterais (vulgo rodinhas) amovíveis, com buzina, piscas...

Tudo por $450.

Para mais informações:
http://www.vivre.com/control/product/~category_id=176/~product_id=38732

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vespa ET4 + iPod

Jovem, tens uma Vespa automática? Adoras gadgets e outras modernices e não falhas a aquisição de uma nova tecnologia? Aprecias ser notado enquanto passas na rua e que todos reparem que ali vais? Gostas de mimar a tua Vespa com inovações tecnologicamente evoluídas? Então este DIY é para ti: Vespa ET4 iPod Speaker System!

Passo a passo o autor descreve a instalação de um sistema de som, baseado no famoso iPod, numa Vespa ET4 (servirá também para as LX e GT?).

Diz ele que esta ideia lhe ocorreu, porque achou louca a ideia de andar no transito de auscultadores a ouvir o som do seu iPod. Consultando os fóruns, descobriu um compartimente “secreto”, por trás do porta-luvas e daí à execução e a este artigo, foi um tirinho.

Se quiserem abreviar passos:
Não somos responsáveis por qualquer dano que possam inflingir às vossas Vespas, na execução deste DIY.

Acho que o autor do mesmo também não se responsabilizará por isso.

Ele próprio, não se responsabilizou a ele mesmo!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Vespa S squareheads

Por motivo da comercialização da recente Vespa S, por sinal a automática mais bem conseguida esteticamente por esta marca que todos nós gostamos, a DENTSU criou uma campanha inovadora.

O artista Dan Bergeron / Fauxreel foi chamado para criar 324 silhuetas Vespa Squarehead (pessoas com cabeça guiador de Vespa S), com cerca de 2 metros de altura, para publicitar o novo modelo por todo o Canadá.







Para mais informações basta ir ao site da DENTSU, navegar por “Our work” e escolher Vespa-S. Depois deliciem-se com o vídeo ou as imagens da campanha ou mesmo com as notícias publicadas em vários meios de comunicação social e que estão disponíveis para consulta via .PDF

Também por lá estão mais algumas campanhas Vespa...

domingo, 18 de maio de 2008

Medidor de compressão do motor

Há uns tempos atrás, andava a navegar pelo meu blog de Vespa / scooter português favorito, Horta das Vespas, e descobri um apetrecho qualquer para medição da compressão do cilindro e, consequentemente da vitalidade do mesmo.

http://hortadasvespas.blogspot.com/2007/12/agarrou.html

Num dos comentários vinha um link para um site de carochas brasileiro, com um DIY de um dispositivo amador. Bastava uma vela usada (ok, tenho cá muitas), um pouco de mangueira de alta (?!?) pressão e um manómetro. Epá, vamos já às compras!

Por poucos euros comprou-se o que faltava, resumido ao essencial do manómetro. A mangueira, como era um pedaço irrisório, foi oferecida pelo velhote da drogaria com um sorriso. Não sei se de troça (sim expliquei-lhe o que queria fazer), se de benevolência ou compreensão ou de recuperação momentânea das boas memórias passadas em cima da Vespa que já teve.

De todo o processo de construção, o mais complicado e moroso foi tirar o pólo da vela. O raio do material isolante é duro como tudo! O martelo tem alguma dificuldade em fazer-lhe moça, mas martelada aqui e outra ali, um atirar para o chão com fúria e um aperto no torno, junto com um escarafunchar com uma chave de fendas fina e lá consegui dar cabo daquilo. Fica-se com uma rosca e um veio oco, boa.

Dos apetrechos de jardinagem amontoados porque “um dia podem dar jeito” (esse dia tarda, mas chega!), saiu um adaptador de mangueira da medida certa, que foi soldado à vela com latão. Porquê? A vela é de ferro, o adaptador de uma liga qq. O latão é o melhor para unir materiais diferentes.

Esta parte da soldadura teria sido eu a fazer, mas como não tinha gás / oxigénio, tive que pedir para mo fazerem. Melhor, ficou impecável! :-)

Vai de encaixar tudo e experimentar. Funciona!

O resto resume-se facilmente; tira-se a vela, insere-se a vela que espatifamos e que agora serve de ligação entre o motor e o conjunto mangueira / manómetro. Aperta-se bem. Dá-se ao kick e tenta-se ler nos breves instantes em que dura a medição, vislumbrar o valor registado.

Acho que o meu deu por volta dos 100 psi, o que segundo consta, é um valor fraco. Bolas. :-(

Tenho esperança que seja da ferramenta ser amadora...

Não somos responsáveis por qualquer dano que possam inflingir às vossas Vespas, na execução deste DIY.