terça-feira, 2 de setembro de 2008

As razias, essa arte em expansão

Se há coisa que me irrita e me entristece ao mesmo tempo quando circulo na estrada enquanto condutor, seja de veículo de duas ou mais rodas, são as razias. Aqueles artistas que se julgam donos da estrada e só porque circulamos um pouco mais devagar do que aquilo que eles acham aceitável... Toma lá uma (razia)!

Acontece que por vezes, mesmo circulando mais devagar que eles, já vamos acima do permitido. Sim, não sou obcecado pelos limites e também acabo por não os respeitar, muitas das vezes. Como todos nós.

Acontece ainda que por vezes têm toda a faixa contrária para executar aquilo que se chama ultrapassagem, em segurança, “calma” e sem razias desnecessárias. Mas não. Devem pensar que é mais giro razar os outros. Que mostra bem quem manda ali, quem é o dread dono daquele segmento de alcatrão. Só pode.

Nunca lhes ocorreu (desconfio que já...) que põem em risco a segurança de quem vai calmamente e descansado da vida? Se for um veículo de duas rodas, por ventura o veículo mais apetecido por estes artistas, ainda mais; mais exposição ao impacto, mais exposição ao acidente, mais exposição ao alcatrão. E os gestos depois da razia que alguns fazem indicando a berma? Uns para porem à prova as suas capacidades de pugilistas de fim-de-semana, desafiando-nos para um combate. Outros a indicarem-nos que o local indicado para nós é a berma (por circularmos mais lento que eles?). Ou por outra qualquer razão, sentem necessidade de gesticular, esbracejar, mostrar em gestos a sua... indignação?

Também não tenho qualquer pretensões de aqui afirmar cegamente a ingenuidade e santidade dos motociclistas nas razias que se fazem, por vezes, no meio das filas de transito. Mas reparem; quem sofrerá mais em caso de embate, nesta situação? A chapa do carro ou o condutor da moto?

É por estas e por outras, por todos os movimentos “artísticos” que se praticam nas estradas, por condutores de carros e motos, que temos limites de velocidade ridiculamente baixos. Que temos multas pesadas por transgressões não assim tão graves. Que temos a polícia, em certos momentos, em autenticas caças à multa. Que somos dos condutores com mais sinistros. Que temos os seguros mais caros (e ineficazes). Que sofremos com a incúria e falta de civismo dos nossos congéneres.

Por isso, deixo um conselho: se tens problemas na vida, se o dia te correu mal ou se achas que és dono deste mundo e do outro só porque conduzes um veículo numa via pública, não conduzas. Utiliza os transportes públicos!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Em férias, cuidados redobrados

Nem sempre as Vespas estão envolvidas em histórias e nos pormenores mais deliciosos da nossa vida. Sim, considero que o saldo é positivo. Pelos amigos, pelas viagens, pelos momentos inesquecíveis que muitos de nós já obtivemos por sermos donos de uma Vespa, das imagens que se agarram na memória, por teimarmos em fazer viagens nelas, em andar com elas no dia-a-dia e sermos sobretudo diferentes na atitude e fazermos a diferença por onde passamos, no país ou estrangeiro. Estes ficam cá, ninguém nos poderá tirar!

Mas desta feita, escrevo por um mau momento...

Andrea Pininfarina (sim esse mesmo, o presidente da famosa empresa italiana de design automóvel e neto fundador, Battista Pininfarin) morreu aos 51 anos num acidente de viação, enquanto guiava a sua Vespa.

Andrea Pininfarina seguia tranquilamente na sua Vespa, em Trofarello, na região deTurim, quando foi atingido por um carro, um Ford Fiesta, que fazia uma ultrapassagem ilegal. Como acontece na maioria das vezes em acidentes que evolvem motos e em que os condutores das mesmas são totalmente isentos de responsabilidades, o motorista do carro, um homem de 78 anos, saiu ileso.

Esta notícia trágica, serve apenas para vos recomendar, aconselhar, martirizar com isto: cuidado na estrada quando andarem com a vossa Vespa! Ainda mais nesta altura de maior calor, férias, praia e banhos em que muitos de nós circulam de calções e chinelo na Vespa. Com o aumento do tráfego nas estradas, com as levas de emigrantes que voltam às suas terras natais e a maior “descontracção” na condução, grande parte devidos ao período de férias...

Tenham cuidado, boas curvas e boas férias: que voltem cheios de boas histórias e momentos positivamente marcantes e inesquecíveis para partilhar com todos nós!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Children's Vespa Scooter

Na senda das velhinhas Vespas da Chicco, esta nova e moderna Vespa (GT ou GTS?) para crianças entre os 3 e os 7 anos, vem equipada com duas velocidades, rodas laterais (vulgo rodinhas) amovíveis, com buzina, piscas...

Tudo por $450.

Para mais informações:
http://www.vivre.com/control/product/~category_id=176/~product_id=38732

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vespa ET4 + iPod

Jovem, tens uma Vespa automática? Adoras gadgets e outras modernices e não falhas a aquisição de uma nova tecnologia? Aprecias ser notado enquanto passas na rua e que todos reparem que ali vais? Gostas de mimar a tua Vespa com inovações tecnologicamente evoluídas? Então este DIY é para ti: Vespa ET4 iPod Speaker System!

Passo a passo o autor descreve a instalação de um sistema de som, baseado no famoso iPod, numa Vespa ET4 (servirá também para as LX e GT?).

Diz ele que esta ideia lhe ocorreu, porque achou louca a ideia de andar no transito de auscultadores a ouvir o som do seu iPod. Consultando os fóruns, descobriu um compartimente “secreto”, por trás do porta-luvas e daí à execução e a este artigo, foi um tirinho.

Se quiserem abreviar passos:
Não somos responsáveis por qualquer dano que possam inflingir às vossas Vespas, na execução deste DIY.

Acho que o autor do mesmo também não se responsabilizará por isso.

Ele próprio, não se responsabilizou a ele mesmo!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Vespa S squareheads

Por motivo da comercialização da recente Vespa S, por sinal a automática mais bem conseguida esteticamente por esta marca que todos nós gostamos, a DENTSU criou uma campanha inovadora.

O artista Dan Bergeron / Fauxreel foi chamado para criar 324 silhuetas Vespa Squarehead (pessoas com cabeça guiador de Vespa S), com cerca de 2 metros de altura, para publicitar o novo modelo por todo o Canadá.







Para mais informações basta ir ao site da DENTSU, navegar por “Our work” e escolher Vespa-S. Depois deliciem-se com o vídeo ou as imagens da campanha ou mesmo com as notícias publicadas em vários meios de comunicação social e que estão disponíveis para consulta via .PDF

Também por lá estão mais algumas campanhas Vespa...

domingo, 18 de maio de 2008

Medidor de compressão do motor

Há uns tempos atrás, andava a navegar pelo meu blog de Vespa / scooter português favorito, Horta das Vespas, e descobri um apetrecho qualquer para medição da compressão do cilindro e, consequentemente da vitalidade do mesmo.

http://hortadasvespas.blogspot.com/2007/12/agarrou.html

Num dos comentários vinha um link para um site de carochas brasileiro, com um DIY de um dispositivo amador. Bastava uma vela usada (ok, tenho cá muitas), um pouco de mangueira de alta (?!?) pressão e um manómetro. Epá, vamos já às compras!

Por poucos euros comprou-se o que faltava, resumido ao essencial do manómetro. A mangueira, como era um pedaço irrisório, foi oferecida pelo velhote da drogaria com um sorriso. Não sei se de troça (sim expliquei-lhe o que queria fazer), se de benevolência ou compreensão ou de recuperação momentânea das boas memórias passadas em cima da Vespa que já teve.

De todo o processo de construção, o mais complicado e moroso foi tirar o pólo da vela. O raio do material isolante é duro como tudo! O martelo tem alguma dificuldade em fazer-lhe moça, mas martelada aqui e outra ali, um atirar para o chão com fúria e um aperto no torno, junto com um escarafunchar com uma chave de fendas fina e lá consegui dar cabo daquilo. Fica-se com uma rosca e um veio oco, boa.

Dos apetrechos de jardinagem amontoados porque “um dia podem dar jeito” (esse dia tarda, mas chega!), saiu um adaptador de mangueira da medida certa, que foi soldado à vela com latão. Porquê? A vela é de ferro, o adaptador de uma liga qq. O latão é o melhor para unir materiais diferentes.

Esta parte da soldadura teria sido eu a fazer, mas como não tinha gás / oxigénio, tive que pedir para mo fazerem. Melhor, ficou impecável! :-)

Vai de encaixar tudo e experimentar. Funciona!

O resto resume-se facilmente; tira-se a vela, insere-se a vela que espatifamos e que agora serve de ligação entre o motor e o conjunto mangueira / manómetro. Aperta-se bem. Dá-se ao kick e tenta-se ler nos breves instantes em que dura a medição, vislumbrar o valor registado.

Acho que o meu deu por volta dos 100 psi, o que segundo consta, é um valor fraco. Bolas. :-(

Tenho esperança que seja da ferramenta ser amadora...

Não somos responsáveis por qualquer dano que possam inflingir às vossas Vespas, na execução deste DIY.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Hoje esteve mau tempo

Pois está! Tem estado...

Por artes mágicas ou pura sorte de quem a não tem noutros aspectos da vida (até me considero um azarado nato, crónico, mas enfrento isso com um “êh” despreocupado, um sorriso ténue e um encolher de ombros conformado), lá me tenho conseguido escapar às bátegas que têm caído. O meu fato de chuva do Lidl tem chegado ao destino apenas húmido e o desumidificador que estabiliza o ambiente cá em casa, dá conta do serviço para que tudo esteja seco, no dia que se segue. Tudo, tudo não, que as luvas teimam em não secar.

Mas como dizia tenho-me conseguido escapar. Até hoje.

Memória de uma molha assim só recuando a 2003, na viagem para a 1ª Concentração de Vespas de Leiria (ou seria a 2ª?), na minha recém recuperada Rally 200.Aliás, foi fazer a rodagem nessa viagem. Percalços vários empurraram-me para o caminho, sozinho, meio perdido e debaixo de um dilúvio, desde Almada até Leiria, que nem o Noé com a sua arca, venceria. Fui andando, percorrendo quilómetros, galgando a distância, com sacrifício confesso, seco nos primeiros metros, meio molhado em poucos quilómetros, encharcado à saída de Lisboa e quando estava prestes a desistir, estava às portas de Leiria, completamente ensopado dos pés à cabeça (quando digo completo é completo mesmo!), sem uma única peça de roupa seca em cima do pêlo ou disponível para vestir e com a Vespa meia de água.

Hoje não foi uma molha completa, mas o fato meteu água, as luvas tiveram que ser torcidas (e estão às voltas no secador de roupa a ver se recuperam para amanhã), as botas escorreram durante uns minutos, a mochila deixou tudo o que continha com bastante mais que mera humidade. A Vespa, apesar de nova, vai ganhando ferrugem, fruto dos belos acabamentos que não lhe deram.

Se tivesse vindo directo para casa, tinha chegado mais seco, mas como achei que ainda conseguiria resistir mais tempo à chuva e fazer um pequeno desvio necessário... Também pelo prazer de percorrer de Vespa o alcatrão (sim, mesmo à chuva!).

Tinha ficado menos molhado e não teria visto coisas que gostaria de não ter visto.

Resultado:

1ª Molha – 2003
2ª Molha – 2008

Lá para 2013, apanho outra...