segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O tilt eléctrico, resolvido

A falta de luz não me permitia circular com a segurança necessária na via pública e, se nalguns pormenores facilito e não deveria - pneus já mais carecas do que o desejável, bateria nas couves, pastilhas de travão frontal gastas - para a durabilidade e fiabilidade que quero da minha Vespa, neste caso era pior, pois poderia causar danos mais graves. Não só em mim ou na Vespa, mas nos demais.

Durante algumas semanas andei com a Vespa a perder as luzes indicadoras no guiador, a ficar sem piscas, ora um, depois o outro, a mandar flashadas com as luzes da frente... Pensava eu que era o efeito das chuvadas, da água em demasia que ia apanhando nos percursos do dia-a-dia. A Vespa estava a ressentir-se. Até que fiquei mesmo sem qualquer luz e o reles e rotineiro caminho diário, tornou-se num percurso tenebroso, feito após um dia de trabalho, mais uma vez, com muita chuva à mistura e já de noite.

Depois de ter experimentado tudo o que, achava eu, tinha lógica para tentar resolver este problema, com um misto do pouco que sabia, tive que me socorrer do Manel das Vespas. E, num instante o problema estava resolvido. Hip hip hurra para quem sabe!

Afinal o problema estava no rectificador. Afinal o problema estava profundamente enraizado na sucata que tenho na garagem. Eu explico...

Na pouca experiência que tenho de problemas em Vespas mais evoluídas, com mariquices como rectificadores, fusíveis e baterias e em que a fiabilidade é o prato do dia - longe vão os tempos e os anos dourados da 50S, pura e dura - mudei o rectificador, é certo. O problema é que mudei por um usado que estava ainda pior do que o primeiro. Resultado: o aproximar do dia seguinte e o pânico de não ter luzes na única Vespa que posso considerar para o meu dia-a-dia... Estão a ver...

As ligações do rectificador de origem.
No LML, com o rectificador na mesma posição, são exactamente as mesmas: preto, vermelho e branco, vermelho, azul e verde + branco.
A "caixinha verde" é o relé dos piscas...

Ao contrário do que afirmei no post anterior sobre o mesmo assunto, dificilmente o problema poderia ser do fusível. O fusível se fundido, corta a bateria e consequentemente ficaria sem arranque eléctrico e buzina, nunca sem luzes, nunca com lâmpadas fundidas acabadinhas de trocar, etc.

Sabendo vós que a Vespa, PX, direi, a última e única Vespa dos dias de hoje ou de um passado recentíssimo, acabou, temos o problema das peças. Temos, ponto e vírgula que a Piaggio continua a embalar peças a avulso, em lindos saquinhos de plástico - e acabaram com a PX, por ser poluente - com os seus logos, como peças de origem e de qualidade que deveriam ser. Mas não são! Com a agravante de serem sobre taxadas com as impressões dos saquinhos e da utilização glamorosa da marca Piaggio, seus logos e universo extinto de fiabilidade.

Como marcas e saquinhos com logos não fazem Vespas andarem novamente, nem atestam da qualidade das peças, nem têm dó nem piedade das nossas carteiras, aconselhado pelo Manel, fui à Originalvespa pedir um, pasmem-se os mais incrédulos, revoltem-se os mais puristas, rectificador de LML Star Deluxe!

Por cerca de metade do preço e provindos da mesma fábrica donde saem os (rectificadores) Piaggio, antes de ensacados nos saquinhos bonitos, fez-se a brincadeira e a minha Vespa ficou de novo sem problemas e com a luz que sempre a dotou; forte, viva e branca. Felicidade! O problema estava resolvido e poderia, no dia seguinte e como sempre desde há uns anos, ir trabalhar gloriosa e felizmente montado na minha Vespa.

Agora a parte mesquinha...

A PX 200 de origem, dizem as especificações, debitam 80 Watts. A minha estava de origem, por isso fazendo fé no que a Piaggio diz, debitaria, à saída do rectificador, os tais 80W. Nunca os tendo medido, creio, não andariam longe da verdade.

Como alguns saberão e outros desconhecerão, a PX Millenium - nome bonito para as PX "travão de disco" - traz de origem uma lâmpada H4 de 12 Volts, 35/35 W (médios, máximos) que, em conjunto com uma óptica inovadora, fez maravilhas em relação à iluminação das Vespas mais antigas; em vez da vulgar luz mortiça e amarelada, finalmente as Vespas eram dotadas de luz forte, branca e potente!

Muitos contentaram-se com isso. Era de facto uma maravilha. Para mim, foi. A partir de certa altura, quis mais e apesar de todas as recomendações contra, decidi experimentar as lâmpadas H4 de 12V mais vulgares: 55/65W.

Apesar de tudo ter funcionado sempre sem problemas, notava-se uma falta de capacidade eléctrica do sistema para alimentar este aumento de consumo que em máximos, atingia cerca de 30W mais do que os valores origem. Quando ligava os piscas, notava as restantes luzes fraquejarem ao ritmo com que as luzes amarelas, piscavam. Normal: 55W da lâmpada da frente, em médios, mais 0,5W da presença da frente (está sempre acesa), mais 5W da luz de presença traseira, mais 21W dos piscas (como piscam alternadamente, só podemos contar um de cada vez) dá a linda soma de 81,5W. Se estivesse numa subida e a travar ao mesmo tempo, adicionem a tudo isto outros 21W – 102,5W. Se tudo estivesse de origem, o resultado seria 82,5W.

Posso estar a dizer barbaridades, por isso alguém que saiba mais que me corrija o engano, se o houver.

Com este novo rectificador LML, são esperados 96W de potência eléctrica disponível! Superior ainda aos 90W que os manuais dizem debitar de origem, a Vespa mais potente em termos eléctricos: a PX 125 T5. E eu que andava atrás de um rectificador de T5... Estão a imaginar o sorriso na minha cara? Quase proporcional à intensidade superior das minhas luzes!

Com a minha insanidade é furiosa, tenho lâmpadas XPTO que apregoam mais 50% de intensidade luminosa com o mesmo consumo e potência. Fiz um teste... Parece-me ser mais intensa qualquer coisa a luz da lâmpada que a deveria ter, sim, mas a fiabilidade do processo é lamentável: Vespa acelerada até a luz ficar estável (hei o rectificador está lá para limitar a corrente sim, isto não é nenhuma 50S ou Sprint que quanto mais se acelera, mais luz dá) e vai de fotografar...

H4 55/65W "normal

H4 55/65W "50% plus"

A mim parece-me não só mais branca, como mais intensa. Dentro dos limites do método descrito, tirando a minha tendência tendenciosa em querer ter mais luz, mais branca, mais intensa, com mais alcance...

Mas ainda não estou satisfeito! O ser humano é insatisfeito. E os relatos épicos de uma PK com um rectificador de 120W, não me deixam consolado com o que tenho actualmente e têm-me tirado noites de sono: como é que pode andar alguém numa Vespa mais luminosa que a minha?!? Tenho que melhorar.

A história dessa PK é verídica mas a origem do rectificador em questão, desconhecida. Mesmo que fosse conhecida, os rectificadores de PK apenas têm três ligações contra as cinco de um rectificador de PX (ver imagem). Não me serviria de muito a não ser averiguar se na marca fariam rectificadores igualmente pujantes para PX ou semelhantes.

P.S. - se alguém discordar do que aqui disse ou achar que sou um perfeito idiota mas que me pode ajudar, mande mail ou comente...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Pufff

A PX200 ficou sem luz STOP
Vim de Lisboa completamente "apagado" STOP
Um condutor dos TST avisou-me que vinha às escuras STOP
Espero que seja apenas do fusível STOP
As Vespas não gostam de água STOP

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Os meus votos, opticamente confirmados

Faço meus os votos do Instituto Óptico e da Óptica Modelo.

Publicidade

Fácil, fácil a receita desta mensagem: pega-se numa moda, em crescente de popularidade, agarra-se numa imagem sobejamente conhecida do Pai Natal a acelerar numa Vespa cheia de presentes natalícios e espeta-se na publicidade à nossa firma.

Depois espera-se que algum aficionado ou familiar de um ex-proprietário de Vespa, se cruze com a publicidade, a ache engraçada e a acabe por reter, mais ou menos inconscientemente, passando a outros.

Com sorte, um tontinho que tenha um blogue que verse sobre Vespa e tal vai-se cruzar com o outdoor e pode ser que se lembre de colocar esta imagem e divulgue a mensagem publicitária a mais uns quantos cidadãos que acedam ao blogue.

(não tenho nada a ver com esta óptica, apenas passei por ali)

Um grande, bom e feliz 2009!

domingo, 23 de novembro de 2008

A história do conta-quilómetros que servia numa P

Aqui há uns tempos, muito tempo, num terreno vago mesmo ao lado de casa dos meus pais, apareceu uma motorizada, penso que uma Sachs, já meio desmontada e com algumas peças em falta. Sem motor, etc.

A minha vontade foi logo de atacar a sucata e desmontar e recolher o que achava interessante e reaproveitável. Mas controlei-me, deixei passar uns dias a ver o que acontecia; afinal tal como misteriosamente lá foi parar, misteriosamente poderia também desaparecer ou ser desmontada por quem a levou ou... Os dias passaram e tudo continuava na mesma, ninguém rondava o destroço. Enchi-me de coragem e lá fui desmontar!

Um depósito, uns guarda-lamas (Alguém se lembra do lindo guarda-lamas da frente, home made da minha Rally 200? Veio de lá.), uns amortecedores, mais umas sucatas e, preciosidade das preciosidades, um conta-quilómetros que me pareceu quase imaculado.

Um pequeno teste com um berbequim e mostrou que contava, pelo menos, a velocidade. Se a medição era correcta ou não, não sei, mas mexia-se o que significava que hipoteticamente se poderia dali fazer alguma coisa de proveitoso. Para Vespa, claro!

Lá arrecadei tudo. Sempre com o pensamento no "um dia isto ainda vai dar jeito"... Com o tempo e com o acumular de outras peças, sucatices para o comum dos mortais, bens preciosos para os amantes das Vespas, duas rodas e DYI em geral, acabei por me esquecer do que tinha desmontado e foram ficando no fundo da garagem, esquecidos, até que um dia, já não sei porque artes, acabei por dar de caras com o referido conta-quilómetros. E resolvi experimentar. Será que serve numa Vespa? Dado o formato redondo, só poderia servir, sem transformações maiores, numa PX ou P.

A PX foi a primeira cobaia. Desilusão, não serve. É muito pequeno para o buraco da tampa do guiador. Bem, pensei, posso sempre mandar ajustar com fibra... Mas já agora experimento num de P.

Lá fui às prateleiras vasculhar e sai uma tampa de guiador de P. Vai de experimentar... Ena, ena, encaixa na perfeição! Nem largo, nem apertado; parecia que tinha sido feito para ali!

Claro que o sorriso se iluminou na face e o pensamento de "um dia isto ainda vai dar jeito" voltou-me à ideia e alargou ainda mais o sorriso. Ah, como gosto de recolher sucata! Tinha razão. Vá meia razão, porque ainda não está implementada a ideia e concretizada a profecia. Pode dar jeito, mas pode não dar.

Meti logo mãos à obra e toca de desmontar.

Realmente, tirando um pouco de ferrugem que tem por fora, na zona em que entrava o fio da iluminação interna, por dentro está impecável. O problema das desmontagens de conta-quilómetros é que se tem que forçar o aro que segura o vidro no sítio e mais tarde nem sempre se consegue que o mesmo fique tão direito e ou justo como de origem ou, pelo menos, como desejamos. Logo se vê.

Para já estava preocupado com a relação voltas roda, voltas conta-quilómetros que corresponderá à contagem da velocidade instantânea e dos metros / quilómetros percorridos. Sabendo que o conta-quilómetros era de um modelo com um diâmetro de roda bem superior ao da Vespa, isto era realmente um problema. Resolvi tirar o modelo e referência e ir pesquisar na Internet.

Tudo se encontra! A Internet é realmente um mundo inesgotável de informação. Ao inserir os dados que tinha escrito num papel, encontrei este PDF com explicações detalhadas de como o desmontar integralmente (não tinha pensado ir tão longe) e como o calibrar para que as medições da relação voltas roda, voltas conta quilometro, correspondam a valores reais. Ainda melhor! Está-se tudo a compor...

Por agora está feito. Desmontado e aguardar pela chuva do Inverno. No Inverno passado também não choveu e por isso alguns projectos atrasam-se e permanecem na garagem meio fantasmagóricos e incompletos. Sem chuva e com o sol que tem feito, sempre dá para dar umas voltas de Vespa e desfrutar das excelentes paisagens de final de Outono, em que o verde já começa a despontar nos campos.

Restam as largas horas de triste noite, para ir adiantando qualquer coisa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

44444

À coisa de três meses no meio de um passeio de fim de tarde pela marginal com o PE, Mago Manel e Filipa deparei que o meu conta km estava no belíssimo número 44444.

Como não tenho máquina fotográfica digital cravei ao PE a dele para tirar uma foto ao conta quilómetros. Algum tempo depois recebi a foto e um pedido para escrever qq coisa sobre os quilómetros percorridos em cima da Vespa e o seu significado para mim... se eu soubesse tinha deixado o conta quilómetros passar lentamente dos 44444 para os 44445 e depois 44446 "and soi on and soi on" e não tinha de ter de estar a puxar pela mona a pensar no que teria de escrever... três meses depois... sobre os km's passados em cima da Vespa e o seu significado para mim. Ainda por cima a foto saiu uma... menos boa, saiu menos boa... Nunca mais peço uma máquina fotográfica emprestada para tirar fotografias ao meu conta quilómetros!

Quando era um adolescente prestes a tirar a licença para poder ter uma mota, o meu pai deu-me a escolher entre uma Vespa ou uma Casal Boss... escolhi a Vespa. Uma 50s toda fanada. 80 contos na altura a um gajo que eu conhecia. Ganda roubalheira, eh, eh... mas tinha uma Vespa.

Fiz-me sócio do VCL, ainda fui lá umas quintas, fiz um curso de mecânica dado pelo Zé João, copiei no teste final pelo Sérgio, e lentamente fui-me afastando do VCL. Uma das principais razões foi o facto de a minha 50s não fazer mais de 30 km seguidos com sol e mais de 10km com chuva (isto se não me esquecesse de estar sempre a acelerar a fundo nos semáforos para ela não ir abaixo). Uma vez que parte da integração no ambiente do VCL residia em ir às concentrações e a vespa não fazia mais de 30 km's seguidos sem chuva e 10kms com chuva, obviamente não podia ir a nenhuma sem causar incómodo a alguém, coisa que eu não queria.

Andei com a 50 de orige nestas condições quase dez anos, altura em que comprei uma T5 e veio o EuroVespa 2004. Acabadinho de acabar o curso dei o primeiro e mais significativo passo na minha vida de vespista. Dei-me como voluntário para ajudar o pessoal no EuroVespa2004. Em que é que esse passo foi significativo? Bom no facto de ter começado a conhecer muito boa gente e penso que foi isso que me fez continuar. Depois do EuroVespa em LX, veio a vontade de ir a outro, para ver como é que era. Rodagem para preparar a mota... almoço em Lagos. Começa bem.

Eurovespa Itália-Turim 2006, com pessoal que mal conhecia e que se tornaram grandes amigos. Com isso conhecemos uns espanhóis Ruben e a Sónia. Eles vieram ao nosso IBEROVESPA em Portalegre, e nós fomos ao Vespania 2007 Toledo mais amizades que se travaram. Mais passeios em Portugal, Trás os Montes, Douro, Beiras, Costa Alentejana, Algarve. Passeios em Espanha, Serra de Gadalupe, Toledo, Serra da Gata, Lago de Sanabria. As melhores estradas e paisagens que já vi, de Vespa na companhia de grandes amigos! Não se pode dizer que tenha sido tempo mal passado!

O grupo de viagem foi-se afinando e surgiram vários conceitos interessantes.

MRP - Mudança Repentina de Planos - Estado de espírito existente em certos grupos de malta que viaja de Vespa e que consiste em não ter planos delineados para a viagem. Bastando para isso ter tempo, dinheiro para a gasosa e vontade de fazer Km. Não é necessário mapa. Convém tenda e saco cama que nunca se sabe onde temos de passar a noite.

PEB - Passeio da Estrada Branca - Consiste em escolher aquilo que são normalmente consideradas as piores estradas do país. Estradas brancas cheias de curvas normalmente associadas a paisagens deslumbrantes. Ter em atenção o abastecimento de combustível, ou então estar preparado para uma MRP e dormir onde calhar.

BDDPCCN - Brincas durante o dia e pagas com o corpo à noite - Conceito que nos levou a fazer infindáveis km até às quatro e cinco da manhã porque durante o dia ficávamos a bezerrar num sítio qualquer e os km têm de se fazer. Sobre isto ainda me lembro nas vésperas da partida para o EuroVespa o Conde a dizer: "O Zé João é maluco vê lá tu que só pára para encontrar um parque de campismo às nove da noite!" o que é facto é que na primeira noite de viagem arranjámos quarto em Madrid às duas da manhã.... e deve ter sido dos dias em que fomos dormir mais cedo! Eh, eh....

Depois desta palha toda queria dizer que melhor que andar de Vespa, fazer quilómetros atrás de quilómetros, passar frio, calor e mais frio e estar encharcado e com frio e essas cenas, melhor que isso tudo é fazer esses quilómetros todos na companhia de bons amigos e conhecer pessoas no decorrer desses passeios que se tornam bons amigos!

E é isso que me motiva e dá força para continuar a fazer rodar o conta km.

Até aos 55555km!

Abraço

Pedro 42 Ferreira

terça-feira, 2 de setembro de 2008

As razias, essa arte em expansão

Se há coisa que me irrita e me entristece ao mesmo tempo quando circulo na estrada enquanto condutor, seja de veículo de duas ou mais rodas, são as razias. Aqueles artistas que se julgam donos da estrada e só porque circulamos um pouco mais devagar do que aquilo que eles acham aceitável... Toma lá uma (razia)!

Acontece que por vezes, mesmo circulando mais devagar que eles, já vamos acima do permitido. Sim, não sou obcecado pelos limites e também acabo por não os respeitar, muitas das vezes. Como todos nós.

Acontece ainda que por vezes têm toda a faixa contrária para executar aquilo que se chama ultrapassagem, em segurança, “calma” e sem razias desnecessárias. Mas não. Devem pensar que é mais giro razar os outros. Que mostra bem quem manda ali, quem é o dread dono daquele segmento de alcatrão. Só pode.

Nunca lhes ocorreu (desconfio que já...) que põem em risco a segurança de quem vai calmamente e descansado da vida? Se for um veículo de duas rodas, por ventura o veículo mais apetecido por estes artistas, ainda mais; mais exposição ao impacto, mais exposição ao acidente, mais exposição ao alcatrão. E os gestos depois da razia que alguns fazem indicando a berma? Uns para porem à prova as suas capacidades de pugilistas de fim-de-semana, desafiando-nos para um combate. Outros a indicarem-nos que o local indicado para nós é a berma (por circularmos mais lento que eles?). Ou por outra qualquer razão, sentem necessidade de gesticular, esbracejar, mostrar em gestos a sua... indignação?

Também não tenho qualquer pretensões de aqui afirmar cegamente a ingenuidade e santidade dos motociclistas nas razias que se fazem, por vezes, no meio das filas de transito. Mas reparem; quem sofrerá mais em caso de embate, nesta situação? A chapa do carro ou o condutor da moto?

É por estas e por outras, por todos os movimentos “artísticos” que se praticam nas estradas, por condutores de carros e motos, que temos limites de velocidade ridiculamente baixos. Que temos multas pesadas por transgressões não assim tão graves. Que temos a polícia, em certos momentos, em autenticas caças à multa. Que somos dos condutores com mais sinistros. Que temos os seguros mais caros (e ineficazes). Que sofremos com a incúria e falta de civismo dos nossos congéneres.

Por isso, deixo um conselho: se tens problemas na vida, se o dia te correu mal ou se achas que és dono deste mundo e do outro só porque conduzes um veículo numa via pública, não conduzas. Utiliza os transportes públicos!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Em férias, cuidados redobrados

Nem sempre as Vespas estão envolvidas em histórias e nos pormenores mais deliciosos da nossa vida. Sim, considero que o saldo é positivo. Pelos amigos, pelas viagens, pelos momentos inesquecíveis que muitos de nós já obtivemos por sermos donos de uma Vespa, das imagens que se agarram na memória, por teimarmos em fazer viagens nelas, em andar com elas no dia-a-dia e sermos sobretudo diferentes na atitude e fazermos a diferença por onde passamos, no país ou estrangeiro. Estes ficam cá, ninguém nos poderá tirar!

Mas desta feita, escrevo por um mau momento...

Andrea Pininfarina (sim esse mesmo, o presidente da famosa empresa italiana de design automóvel e neto fundador, Battista Pininfarin) morreu aos 51 anos num acidente de viação, enquanto guiava a sua Vespa.

Andrea Pininfarina seguia tranquilamente na sua Vespa, em Trofarello, na região deTurim, quando foi atingido por um carro, um Ford Fiesta, que fazia uma ultrapassagem ilegal. Como acontece na maioria das vezes em acidentes que evolvem motos e em que os condutores das mesmas são totalmente isentos de responsabilidades, o motorista do carro, um homem de 78 anos, saiu ileso.

Esta notícia trágica, serve apenas para vos recomendar, aconselhar, martirizar com isto: cuidado na estrada quando andarem com a vossa Vespa! Ainda mais nesta altura de maior calor, férias, praia e banhos em que muitos de nós circulam de calções e chinelo na Vespa. Com o aumento do tráfego nas estradas, com as levas de emigrantes que voltam às suas terras natais e a maior “descontracção” na condução, grande parte devidos ao período de férias...

Tenham cuidado, boas curvas e boas férias: que voltem cheios de boas histórias e momentos positivamente marcantes e inesquecíveis para partilhar com todos nós!