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quarta-feira, 24 de maio de 2017

20º Iberovespa - São Pedro do Sul


http://iberovespa2017.vespaclubelisboa.pt/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Vespa Primavera Fest, 2015

E depois das fortes emoções da Prova do Litro, veio o jantar. E depois do jantar veio o (espera-se, o primeiro de muitos) Vespa Primavera Fest.

Ficaram em casa, nem sabem o que perderam!







terça-feira, 26 de maio de 2015

Prova do Litro, 2015

A Prova do Litro já é um evento que pessoalmente gosto bastante. E esta Prova do Litro ainda teve mais sabor. Realizou-se nos antigos estaleiros da Lisnave - Margueira, em Cacilhas o que já de si era suficiente mas, para mim, é um espaço do qual eu ouvi tantas histórias durante os trinta anos que o meu Pai lá trabalhou. Primeiro como soldador, depois como projectista. Histórias de camaradagem, histórias de trabalho, histórias menos boas mas sempre com o brilho nos olhos de quem vestia a camisola e sentia o que fazia e o sítio onde estava. E eu não pude deixar de construir a minha Lisnave que nestes tantos anos apenas consegui ver de fora do portão que me bloqueava o acesso a esse mundo maravilhoso de imaginário de criança.

Lisnave - Margueira - pórtico

É certo que a Lisnave desses tempos não é a Lisnave dos nossos dias e que me assaltou um misto de tristeza, por ver que o que resta daquele meu mundo sempre resplandecente e a fervilhar, está hoje abandonado, vazio e triste mas, ao mesmo tempo, alegria porque finalmente estava ali, da parte de dentro do portão, com amigos, numa coisa que adoro a passar bons tempos que me obrigaram a apagar a mágoa. O resultado? Mais que positivo! Mágico quase!

Lisnave - Margueira - panorama

E vêm os agradecimentos ao Vespa Clube de Lisboa. São da praxe sim, mas estes, por tudo o que escrevi antes, são mais sentidos que nunca. Aos meus bons amigos, aos amigos que vou fazendo e a outros que vou conhecendo, muito, muito obrigado!




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

60 anos



Foi a 14 de Agosto de 1954 que o Vespa Clube de Lisboa foi fundado.

Assentou a primeira sede na Praça do Marquês do Pombal, nº15.

Os primeiros estatutos datam de 1955. Foram discutidos e aprovados em Assembleia Geral realizada a 10 de Janeiro e redigidos a 15 de Fevereiro.

O Alvará nº9/1955 foi-lhe atribuído, pelo Governo Civil de Lisboa a 17 de Março do mesmo ano.

Nesses tempos, os sócios efectivos e auxiliares tinham quotas, estabelecidas estatutariamente, de 10$00 e 5$00 mensais, respectivamente.

Por tudo isto e muito, muito mais que cabem nos seus repletos 60 anos de existência, podemos considerar o Vespa Clube de Lisboa o avô de todos os clubes. Nenhum outro em Portugal tem uma idade sequer aproximada. Se calhar poucos no mundo.

Poucos terão momentos tão altos como o Lisboa - Faro em Vespa em 1955, a criação do Iberovespa em 1995, o Eurovespa em 2004, entre tantos, tantos outros momentos que "se esquecem" nos arquivos e nas memórias dos sócios que há mais tempo acompanham o seu clube. Histórias que alguns de nós já ouvimos sem as saber reproduzir correctamente: as passagens de ano na sede, as viagens aos Vespa Clubes estrangeiros com grande representação, as bases para o surgimento do Vespa Clube de Portugal, etc, etc, etc e etc.

É por tudo isto que, acredito, a direcção do Vespa Clube de Lisboa decidiu incluir, nos festejos deste 60º aniversário, uma tertúlia. Porque a história é bem comum, de todos os sócios, amigos e simpatizantes.

Se têm uma Vespa juntem-se, filiem-se, participem. Festejem. A vida, a Vespa e o Clube.

60 anos só se fazem uma vez!

Parabéns ao Vespa Clube de Lisboa!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

18º Iberovespa, 2014 - o teaser

18º Iberovespa, 2014 - Pamp'it up



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Iberovespas

Eu gosto dos Iberovespa. Não apenas por ser o evento "grande" do meu clube mas porque o espírito é diferente. Como nos idos anos em que me iniciei nisto das Vespas: informal, amistoso, cordial, simpático, simples, acolhedor, pessoal.
Dir-me-ão que os outros eventos assim são e provavelmente têm razão.
Mas os anos criam amigos e momentos. Uns passam outros não se esquecem.
O momento deste 17º Iberovespa 2013 - Tomar em que todos começaram a entoar espontaneamente o Que viva España na entrega das lembranças aos nosso amigos espanhóis... serve para ilustrar aquilo de que os nossos iberovespas são feitos: de pessoas, com amigos, alguns separados por muitos quilómetros mas que nunca se esquecem, para todos.
Ficou o momento como tantos tantos outros, deste e doutros eventos e dos quilómetros feitos com o prazer de saber que vamos reencontrar os nossos.



E viva (e obrigado a)o Vespa Clube de Lisboa!

P.S. - dentro de momentos segue a programação sem lamechiches...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O meu 15º Iberovespa

Tive a sorte de pertencer à equipa que organizou este 15º Iberovespa 2011 - Armamar. E tive a sorte de pertencer a uma equipa vencedora. E ainda tive a sorte de, pertencendo a esta equipa, conseguir fazer o gosto ao dedo e tirar umas fotos que podem contar outras tantas histórias. E outros momentos que não conseguiram ser registados, mas que são igualmente importantes e dignos de referência.


OS «PRIMEIROS»

Os Iberos ou quaisquer outros eventos organizados fora da nossa cidade, são sempre mais complicados. As deslocações, as dormidas, a alimentação, o "quartel general", tudo isto foge da nossa rotina, do nosso meio e é mais um elemento desestabilizador para toda a organização. Mais coisas a tratar extra evento. Mas saiu-nos a sorte grande! O nosso Presidente tem família em Armamar e assim conhecemos a Cecilia e o José que nos receberam como se fôssemos da família e nos fizeram sentir confortáveis, seguros, apoiados. Basicamente, em casa. E ficamos a saber que batatas fritas com hortelã é muito, mas mesmo muito bom!


OS «SEGUNDOS»

E não posso esquecer os nossos anfitriões que, dentro das possibilidades e disponibilidade de cada um, tornaram este evento possível: Presidente da Câmara Municipal de Armamar, Sr. Hernâni Almeida, ao Vereador Sr. Pedro Santos, ao Arquitecto Sr. Renato. Pela paciência a amabilidade.


A DIVULGAÇÃO

Festa do emigrante?
Ah... A bela Festa do Imigrante a ombrear com o Iberovespa...


Quando chegamos a Armamar, vimos alguns cartazes, dos que tínhamos enviado, colocados em sítios estratégicos. Eis um deles, exactamente ao lado do cartaz da Festa do Emigrante... Outro vimos na porta do Minipreço. Mas ficava escondido quando a porta automática estava aberta. E como em Armamar fazia um calor que rondava os 40º e o espaço parecia não ter ar condicionado, a porta estava sempre aberta e o cartaz, sempre escondido.


O PASSEIO DE SÁBADO

.:::. ..
O café e um Sr. pouco disposto a diálogos (ou com vontade de dormir a sesta)...



«... depois sobe para cima...»
... e em frente as entusiásticas explicações, com as indicações preciosas como «sobe para cima» ou «tem pouco interesse, são só castanheiros e curvas» ou ainda o «vão pela estrada nacional que é mais rápido»





Já alinhavado, mas feito de carro, tivemos que refazer novamente os passeios, de Vespa, à velocidade que mais ou menos os cortejos circulam. Chegados a São João de Tarouca, fomos refrescarmo-nos a um café local. "Então, vêm aqui passear?" E foi o mote para uma conversa que nos fez aperfeiçoar o caminho de regresso, por uma estrada sem interesse que só tem castanheiros, é lenta e tem muitas curvas. Conseguimos também o contacto do Sr. que fez a visita à igreja do mosteiro, mas que de nada valeu, porque tivemos que lá voltar para falar com ele.


AS REFEIÇÕES

tss tss
Habitué na sombra à porta do restaurante, nas tardes de calor de Armamar



Há que trabalhar, mas também há que comer! E foi o que fizemos e bem (!), apadrinhados pela D. Lurdes e pelo Sr. António do Restaurante Misarela Gostos e Temperos. Ah, não me posso esquecer das simpáticas empregadas também. Forneceram os caldos verdes das refeições que servimos no parque de campismo. As restantes foram fornecidas pelo Catering - Pequenas Delícias.


O PASSEIO DE DOMINGO

serpente de asfalto
Eisxx chavalleeeeeeeee :)


«Acho que ainda não é nesta...»
Nem sempre foi fácil descobrir o caminho pelas melhores estradas municipais



Goujoim
Goujoim, as suas duas escolas e a casa do tabaco



O passeio de Domingo foi o melhor de fazermos. Primeiro porque era mais ao nosso gosto, com um pequeno fora de estrada, na parte da manhã e estradas de serra, na parte da tarde. Depois porque era para ser feito por mapa, da parte da tarde. O que nos permitiu largar as velocidades de passeios em cortejo e fazer o percurso a velocidades normais e curtir as curvas.

Neste dia tínhamos duas alternativas para a parte da tarde e da primeira vez que fomos a Armamar fazer os percursos, só tivermos tempo para fazer uma delas. A estrada era boa, mas o caminho... normal. Demasiado normal. Já com as Vespas, resolvemos ir experimentar a outra alternativa que... depressa passou a definitiva! As estradas e a passagem por Goujoim, uma das aldeias mais interessantes do Concelho de Armamar, valeu o stress de alterar e imprimir o mapa do passeio à última da hora.

15º Iberovespa 2011

Obrigado e parabéns a vocês todos que participaram e estiveram no espírito e fizeram com que tudo isto se tornasse no final, em mais um Iberovespa memorável!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vespaniada 2011 - os mapas

Ora então, pegamos nas Vespas e fomos ali e viemos. Quase todos. Infelizmente um teve que vir de avião. Mas está a compor-se.

Entretanto e no seguimento do meu último texto e das medições GPS, quilómetros e outras medidas métricas que permitem fazer cálculos e mais cálculos... E para, aproveitando as medições, desmistificar o facto que as Vespas de origem não andam nada... E para acabar com a sensação de cá chegar cheio de intenções de assinalar o caminho feito no Google Maps e, bolas, já me esqueci. E por pura... vá porque me apeteceu, instalei uma aplicação gratuita no telemóvel de seu nome: Sports Tracker. Quem é que sabe, quem é? O Pedro 42, outro ilustre autor deste blogue, que me deu a dica da aplicação!

Direccionada mais para desporto, corridas, bicicleta e tal, serve perfeitamente para viagens de Vespa, motos, carros, carroças, naves espaciais, desde que, requisito imprescindível, tenham um telemóvel compatível, com GPS e ligação estabelecida aos satélites.

on the road to Vespaniada 2011

Bom, ide lá ver estes mapas catitas e cheio de informações:

Mapa #1
Mapa #2
Mapa #3

Reparem nas velocidades máximas alcançadas. Em todos eles a aplicação registou velocidades máximas acima do 100 km/h!

Reparem no tempo que demoramos, nestes percursos que, conjugado com as boas velocidades (estamos a falar de Vespas), denotam tempos elevados de paragem.

Reparem também, no Mapa #1, a velocidade máxima que a PX200 alcançou (dica, naveguem nas páginas seguintes que aparecem no vosso lado esquerdo, por baixo das indicações do percurso)... 123 km/h medido por GPS! Anda pouco?

Reparem também que muito andamos por auto-pistas (não foi só, mas acabei por medir apenas estes troços, a razão a seguir), mas tinha que ser, o tempo era pouco para tantos quilómetros.

Super espectacular é o que vos tenho a dizer e que podem também com facilidade comprovar ao consultar os dados. Só um contra; devido às consultas constantes aos satélites, a bateria do telemóvel vai-se num ápice... E esta nem estava viciada.

Próximo melhoramento na PX: ficha de isqueiro!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pura matemática

Sendo que no percurso normal de casa – trabalho – casa, faço uns rigorosos 47,2 quilómetros, medidos com a precisão exacta do conta-quilómetros da minha PX200, multiplicando pelos 227 dias que se espere que trabalhe – aos 252 dias úteis previstos para 2010, retirei os 25 de férias que terei direito – neste ano de 2010, farei cerca de 10714,4 quilómetros só neste trajecto.

Tendo em conta que o consumo médio actual da minha Vespa é de 4,37 litros aos 100 quilómetros percorridos, gastarei 468,2 litros de gasolina sem chumbo 95 octanas.

Sabendo que o padrão de produção de CO2 anda à volta de 1 litro consumido origina 2,36 quilogramas de CO2 – pressupondo que a mistura ar / combustível está "perfeita" – vou contribuir com cerca de 1105,1 quilogramas deste famigerado gás, para o terrível efeito de estufa e consequente aquecimento global.

Em termos de impacto nas minhas finanças, a preços correntes da gasolina 95 – 1,425 euros por litro, com tendência a aumentar – gastarei 667,1 euros em combustível, apenas neste percurso.

Temo que estes resultados se venham a agravar, até porque:

- irei andar mais do que os quilómetros revelados nos cálculos em cima, pois não ando ou andarei com a Vespa apenas no percurso casa – trabalho – casa;

- o valor do consumo médio, com a maior distância percorrida diariamente em AE e consequentemente – mesmo que se tente muito muito resistir – aumento da velocidade média de circulação, tende a crescer (e tem crescido!);

- o valor de produção de CO2 por litro, na Vespa, temo que seja maior do que os 2,36 kg/l, não só pelo facto de ter carburador e nem sempre se conseguir "acertar" na mistura de ar / combustível ideal, mas também pela ausência de catalisador;

- acrescente-se também o consumo de óleo.

Ufa, tantas contas... fiquei cansado...

Para desanuviar um bocadinho, vou ali ao Iberovespa 2010, em Albufeira, e venho já.



Vemo-nos lá ou vemo-nos por aí...

P.S. - acabou de me ocorrer um outro cálculo: tendo em conta que com 1 depósito percorro em média 153,7 quilómetros, irão ser necessários 69,7 depósitos, para os percorrer os estimados 10714,4 quilómetros. Sessenta e nove, curioso número esse...

sábado, 6 de março de 2010

Viagem molhada, viagem abençoada

(ou o Passeio à Serra da Estrela do Vespa Clube de Lisboa, edição de 2010)

Este ano estive quase vai não vai. Acabei por optar pelo vai e fui. Confesso que este tempo de chuva, muita chuva, demasiada, chuva, me esteve quase a embrulhar num fim de semana caseiro, rotineiro, em frente à televisão, de mantinha pelas pernas, a ver programas desinteressantes e a pensar nos malucos que tinham ido com este tempo para a Serra da Estrela, de Vespa. Apesar do alerta amarelo, apesar da chuva, apesar de tudo.

VCL @Penhas da Saúde
Alerta amarelo e ventos fortes = Vespas na "garagem" da pousada
Juntei-me a eles, quis ser como eles; doido ao olhos do mundo que não percebe que de Vespa, não chegam os dias do dia-a-dia, nem as estradas, nem nada e que, o fim do mundo afigura-se perto, quando sentimos o formigueiro de mais uma viagem, de rever amigos, de partilhar momentos imperdíveis. Não há chuva que nos impeça, nem frio que nos demova! E não me arrependi. Muito...

A chuva ininterrupta que apanhamos desde Lisboa até às Penhas da Saúde, de noite, depois de mais um dia de uma semana inteira de trabalho, acho que me fez pensar em avariar a Vespa e chamar a assistência em viagem, no Domingo, à volta para Lisboa. Mas resisti a tal pensamento macabro. A alegria e calor humano extremo sentido na recepção com palmas com que nos brindaram à entrada na pousada, ajudaram e derem alento e força: depois de cerca de 5 horas em cima da Vespa a levar com chuva, primeiro e depois chuva e frio, chegar gelado e ser saudado desta forma, soube pela vida!

O resto da sexta-feira foi passado na conversa. Conversa mais um bocadinho, pouco que o cansaço aperta e o sono obriga a recolhimento, descanso e clama pelo quentinho dos cobertores. Sexta-feira is over.

Como o tempo no Sábado não nos deu o gosto de melhorar e, adivinharam, esteve todo o dia a chover, teve que se alugar um autocarro, tipo excursão, à pressa (e com muita sorte de se ter conseguido tão em cima) onde todos fomos reapreciar e comprovar as delícias e pançadas gastronómicas proporcionadas pelo nosso querido “O Albertino”, em Folgosinho. Pelo meio e como o autocarro era demais só para nós, ainda demos um charme vespista para cima de uns (e umas) ocupantes da Pousada das Penhas da Saúde que nos acompanharam e racharam despesas de aluguer. Curtiram, acho eu, nós também e isso é que se quer. E depois ainda nevou!

Ainda no autocarro, já no regresso à pousada, um interessante diálogo com alguém que se apoderou do microfone do veículo e que a cada segundo nos informava que estava a nevar. Alguém replicava que era chuva e assim foi desde a Covilhã até às Penhas da Saúde. E não é que nevava mesmo! Primeiro pouco, depois mais e já de noite ainda deu para escorregar em sacos de plástico e guerrear pacificamente com bolas de neve feitas à pressa que a guerra não perdoa e há que replicar a todo o custo.

Que me lembro mais do Sábado? Dormiu-se à lareira, conversou-se à lareira, percebeu-se o funcionamento dos recuperadores de calor, fez-se muito calor com a lareira, enxugou-se sapatos, roupa, luvas, derreteu-se botas (eu avisei!), comeu-se uma sopa quentinha e boa, bebeu-se vinho, com gasosa ou só vinho, comeu-se, conversou-se e acabou a noite. Achei que cedo demais, mas acabou.

(perto de) Monsanto(perto de) Monsanto
O regresso, no Domingo, foi feito, via Monsanto. Mas antes ainda tivemos tempo para experimentar andar de Vespa sobre a neve e o gelo que tinham caído. Da pousada, até à estrada Covilhã – Torre. Foi pouco mas deu para sentir o que é escorregar... Deu também para tirar umas deliciosas fotos tendenciosas que nos colocam no meio de uma qualquer altura em que aquela estrada ficou cortada pelos nevões.

Das Penhas da Saúde a Monsanto, fomos poupados e o sol até espreitou a espaços. De Monsanto a Lisboa, fomos regados e nada mais a não ser chuva. E que grande cargas!

Fiquei contente com o meu "novo" fato de chuva e as galochas pelo bom trabalho na retenção da chuva e por me terem permitido chegar, a ambos os destinos, quase seco. Desejaria mais quentinho, mas nem com os collants, calças e fato de treino, três pares de meias, 2 t-shirts, camisa, camisola, casaco de lã e casaco de mota, mais fato de chuva por cima de tudo isto, me senti muito confortável, termicamente falando.

E, no final, foi mais uma que adorei!

Fotos aqui, aqui, aqui e por aí...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Litro 2009 parte dois... a parte húmida...

Pois claro que tinha de haver uns xonés que decidiram não bazar por causa da chuva. Os suspeitos do costume (SC) que estavam presentes...

Havia um festival da sardinha escorchada e havia a loja do Serra para visitar.
Acabou o almoço e um dos SC lembrou-se de ir ver a praia que não conhecia.
Ainda com bastante pessoal fomos ver a praia.
Depois o mesmo SC lembrou-se de ir do Carvalhal para a Comporta pelo mesmo caminho de onde tínhamos vindo. "Dá para levar o atrelado das castanhas na boa!!! E é giro que vemos cegonhas e tudo!!"

Duas questões importantes estavam no ar:

O SC que sugeriu não sabia bem o caminho.
Estava a escurecer depressa portanto se calhar não se via cegonhas nenhumas.
Não era na boa levar o atrelado das castanhas...

Três questões....não duas....estavam lançados os dados para uma mini aventura.

E fomos. E não dava para o atrelado que teve de sair assim que pôde daquele caminho que ia virando entretanto.
E o SC que sugeriu estas coisas ia malhando e já estava escuro e não se viu cegonhas nenhumas, a somar à chuva de mosquitos que entretanto começou a cair (não prevista inicialmente… faz-me lembrar um almoço no Algarve em 2006…acho que está no VespaGang) e à lama que encontrámos por não ir no caminho correcto... fixe....

Lá regressámos ao alcatrão. Barco com eles. Tivemos de esperar uns minutos para abrirem o guichet. Depois de comprar os bilhetes entre o arranca e não arranca vimos como as pessoas ficam stressadas para comprar bilhete e passar a perigosamente a abrir no meio das motas para chegarem o mais rapidamente possível ao... ao... não ao mas à
bicha de carros que estava parada à espera do barco.
Ainda bem que eles foram a abrir e me puseram em perigo para poderem estar 10 minutos parados. Se tivessem ido mais devagar só tinham ficado 9 minutos parados...como eu os percebo... têm o perfil adequado para comprar uma Vespa, tipo uma Vespa ZX ou CBR ou outra Rexp(R) qq.

Chegados a "Tetúbal" fomos ver a sucursal da OV, mais conhecida por "A loja do Serra", e não, não fomos ver a sucursal de brasileiras frequentada por alguns...

Parabéns!!!! Está mesmo catita a sacana da loja!!!

Saímos da loja e já chovia... esquece as sardinhas.
Um dos SC tinha de ir comprar uns ténis para ganhar uma viagem a Roma, lá fomos... continuava a chover... cada vez mais.
E pronto, lá fomos para Lisboa pela autoestrada em obras, com os ténis que irão levar um SC a Roma e a chover cada vez mais.
Autoestrada em obras é chato, porque não há bermas, e estava a chover bastante e íamos a 90, 100 porque estava a chover bastante, a chover tanto que víamos pingas horizontais na nossa direcção e na direcção do farolim.
De repente a mota começa a "falhar". Eu pensei "Bonito, na AE a chover bastante (não sei se já tinha falado nisto), sem bermas, onde não se vê nada, ficar apeado é capaz que não seja assim a melhor maneira de acabar o dia".
"Atelarei" a fundo e passou. Ufa!!!
Um pouco mais à frente outra vez... "Ai tu queres ver...", "atelar"...Ufa!!!
Mas o susto estava para vir. A dada altura começo a ver a estrada muito espelhadinha e muito lisinha. Passado um fósforo uma barulheira de água a bater no chassis (obrigado mesmo assim, que penso que a mota apanhou mais aguinha e foi mais lavadinha por este método indirecto do que qq água com que ela tenha sido banhada nos últimos três anos com esta intenção), e começo a sentir a mota a deslizar e a entortar.... e eu pensei "Oh Diabo! Tu queres ver que é aqui na AE sem bermas onde não se vê uma daquelas unidades de medida que não se podem dizer à frente do nariz que vou fazer uma bela sessão de slide ainda por cima com carga preciosa!!!!"
Bom, felizmente nada disso se passou, mas não obstante o meu batimento cardíaco subiu umas poucas bpm! E sim Bob as unidades não têm plural!

Lá continuámos com chuva, e lá chegámos a casa sem chuva que entretanto passou. Antes fomos ao VCL, entregar quem de direito e depois para casa!

Da minha parte venham mais litros!!!
É verdade, o SC das ideias patetas sou eu e ganhei o meu litro!!! Quer dizer se estivesse num campeonato de emborcar minis ou sumois de laranja era o maior, uma vez que fui o que despachei os 33 mais depressa (4,5 km acho) mas claro, desajustado como sou sempre, fui o pior!!! Faltou o Tostas e a sua Gulosa para o tira teimas!!!!

Agradecimentos aos restantes SC por terem dado boleia às meninas (Sofia, Suzy e Mara), e um valente agradecimento às meninas pela companhia e por se terem aguentado que nem gente grande em situações tão adversas sempre com um sorriso (coisa que muitos homens de barba rija não o fariam)!

Bjs e abraços

Pedro 42

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um litro ou zero vírgula trinta e três?

Prova do Litro - Cartaz

Foi no dia 14 de Novembro de 2009, quase à uma semana, que não quis falhar a prova do litro, mais uma organizada pelo nosso Vespa Clube de Lisboa. Mais um ano também, como quase já manda a tradição, na zona de Tróia e compreende-se: a estrada com pouco movimento e mais ou menos recta tem poucas alternativas, na área da grande Lisboa.

A maioria da malta juntou-se no ferry. Este ano conseguiu-se que mais ou menos todos os participantes fizessem a travessia juntos. A previsão de chuva para esse Sábado, fez que com muitos desistissem da ideia de alinhar e contaram-se "apenas" uns cinquenta destemidos e pouco hidrofobos vespistas.

Este ano fomos levados mesmo para Tróia, onde antigamente desembarcavam os ferry que nessa altura custavam metade do preço, pela mesma travessia para a margem contrária a Setúbal, do mesmo Rio Sado. Depois de algumas voltas lá foi encontrado um local que pareceu indicado para pararmos e assim se fez: Vespas estacionadas, condutores e passageiros apeados, começou-se a preparar o assador das castanhas e a água-pé e o costumeiro e salutar convívio que já se tinha iniciado no ferry, perpetuou-se. E a nova Tróia estava bonita!

Prova do Litro - Tróia

Enquanto uns já tiravam a gasolina dos depósitos, outros conversavam, outros apanhavam os raios do pouco sol que ainda trespassava as nuvens e outros ainda, nada disto, um carro patrulha aproxima-se do local, abeira-se do grupo e... tínhamos que sair dali!

Civilizadamente o Sr. Agente lá nos explicou que Tróia, esta nova Tróia, é privada na sua totalidade e, aquela rua que julgámos do domínio público, tinha dono e esse dono não nos queria ali. Depois do pedido de desculpas pelo nosso desconhecimento aceite, o Sr. Agente, sempre amável, indicou-nos algumas alternativas de paragem e rogou que saíssemos assim que possível.

Confesso que notei uma ponta de vergonha, talvez apenas embaraço, por toda esta situação. Da nossa parte pelo desconhecimento da nova realidade e das novas regras. Da parte do Sr. Agente pelo bizarro de tal pedido, pela imposições de regras com as quais ele também não concorda. Pessoalmente não compreendo como é que interesses privados se podem sobrepor... a tudo. Tróia privada, apesar de bonita e muito segura – elementos de empresas de segurança presentes a cada esquina – nunca mais, decidi ali!

Belmiro / Sonae - zero, Agente / Autoridade - um.

Todos tentamos aceder ao pedido de celeridade no abandono do local e já com os 0,33 litro nos depósitos, lá fomos ver quem percorria mais quilómetros. Relembro que 0,33 é o tamanho de uma cerveja média e que poucos acreditam as distâncias que se conseguem percorrer com tão pouca quantidade de combustível.

As técnicas variam, desde os que vão em mudanças baixas e rotação constante, aos que engrenam uma mudança superior mas tentam manter a Vespa em velocidade baixa, ajudados pelo "empranchamento" para não oferecer tanta resistência, etc. Há os que pegam na Vespa e vão, há os que limpam e afinam carburadores. Não sei se existirá uma técnica mais adequada ou muitas possíveis, a diversão, essa, é garantida.

Os primeiros começaram a parar aos 6 km. A partir daí, foi um festival de dar ao kick, montar, mais uns metros, desmontar, dar ao kick outra vez, montar de novo, pega só mais uns metros, abrir depósito, espreitar, ainda tem qualquer coisinha no fundo, abanar a Vespa, kick ainda pega, montar, kick, já não pega, agora é que já fico mesmo aqui, quantos quilómetros afinal, etc. Os últimos percorreram quase 27 quilómetros!

A minha PX200, fez 9,9 km contagem oficial, mas percorreu 10,1 na contagem dela própria. Com condutor e pendura, 4 engrenada e a rolar à volta dos 30 km/h, tentando nunca deixar bater o motor, dá uma média de consumo de 3,3 l aos 100 km percorridos, o que me deixou satisfeito.

Prova do Litro - 10,1 km...

Ainda tivemos tempo para fazer uns estradões, a caminho do almoço, pelo meio dos arrozais e enfrentar à cabeçada e não só, alguns mosquitos mutantes de tamanho mais do que considerável. Depois foi o costume. Almoço, ó princesa, mais comida, óchefazavore, mais sobremesas, ó Serra olha as castanhas, conversa, conversas, mais um café, cheio, e um cheirinho, despedidas, que não quero apanhar chuva, eu ainda vou para Leiria, tu para ali, eu fico quase aqui e assim se passou mais um belo dia de convívio, máquinas – homens, homens – máquinas e homens – homens*.

Alguns ainda tiveram tempo para apanhar uma monumental chuvada no caminho de regresso, mas isso, dá outro post...

Fotos no site do Vespa Clube de Lisboa: normal | slideshow, no meu flickr: normal | slideshow, outros flickrs, scooterPT, facebooks, picasas, etc.

* mulheres incluídas!

quinta-feira, 19 de março de 2009

13º IberoVespa - Arganil

Mais uma edição do maior evento vespista nacional está já aí ao virar da esquina.

Desta feita o Vespa Clube de Lisboa muda-se, de armas e bagagens, para o centro do país, escolhendo o concelho de Arganil e as suas belas paisagens para receber a 13ª edição do IberoVespa. Podem contar com paisagens de cortar a respiração, passeios inesquecíveis e muita animação.

O evento ficará sediado no Parque de Campismo de Arganil, dando daí acesso aos passeios a zonas tão emblemáticas como Fraga da Pena, Mata da Margaraça ou Piodão.

Contamos com vocês para tornar, mais uma vez, o IberoVespa o maior evento vespista nacional e ibérico.

Mais informações no site oficial do Vespa Clube de Lisboa.