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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mudança de pastilhas travão, Vespa PX

Há coisas que tornam as Vespas 2T baratas. Durabilidade (já tiveram mais, mas mesmo assim continuam a sê-lo comparadas com as scooters plásticas de hoje). Baixo consumo (no entanto comparadas com outras scooters, gastam muito). Manutenção escassa (peças de desgaste reduzidas face às concorrentes). Etc (há sempre um). E posso acrescentar tarefas de manutenção acessíveis.

Nem todos gostamos ou temos jeito ou queremos ou achamos que devemos mas independentemente "das desculpas" para não o fazermos, podemos fazê-lo. Porque não só é facil como existe inúmera informação de como o fazer. E fóruns para esclarecimento de dúvidas. E blogs.

E cá vai: como mudar as pastilhas de travão (de disco), de uma Vespa PX. Em imagens, cronologicamente ordenadas. E que tal fazerem as legendas vocês? Vamos a isso?

Mudança pastilhas travão, Vespa PX - ferramentas necessáriasImagem 1
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - tirar o pneuImagem 2
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - retirar / colocar  «guarda pó»Imagem 3

Mudança pastilhas travão, Vespa PX - retira / coloca freio de segurançaImagem 4
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - retirar pernoImagem 5
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - sem perno, sai mola e calços ficam soltosImagem 6
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - alivia calços, com chave de fendasImagem 7
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - retirar calçosImagem 8
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - assegurar que pistons estão recolhidosImagem 9

Mudança pastilhas travão, Vespa PX - colocar os novos calçosImagem 10
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - pormenor mola mais perno Mudança pastilhas travão, Vespa PX - pormenor mola mais perno mais freio

Mudança pastilhas travão, Vespa PX - colocar mola, perno e freio de segurançaImagem 11
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - colocar «guarda pó»Imagem 12
Mudança pastilhas travão, Vespa PX - colocar janteImagem 13
E agora vamos lá colocar as mãos à obra para fazer as legendas como deve de ser? Sempre conseguem poupar uns trocos e ajudar, no futuro, outros Vespistas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Porque reciclar é

Pensem em completar o título...

Já está?

Pronto reciclar é isso para vocês. Para nós há-de ser outra coisa. Pouco relevante para o caso.

Podíamos ter ido facilmente comprar daqueles vasilhames bonito que se vendem nas lojas da especialidade e que permitem que, colocado por baixo do motor, todo o óleo lá caia sem sujar nada. Podíamos até ter depois e já que estávamos na loja, ter adquirido outro recipiente para armazenar o óleo usado até o conseguirmos entregar no ponto de reciclagem mais próxima.

O que utilizamos por aqui quando se muda o óleo do motor da Vespa - dica, de 5000 em 5000 quilómetros, pelo menos a vossa embraiagem agradece - é uma garrafa de água cortada, um garrafão de lixívia e, para evitar que se suje (muito) o chão, a propaganda publicitária que nos entope a caixa do correio - aqui o autocolante "Publicidade não endereçada, não obrigado" não funciona -  depois de devidamente consultada e desactualizada.



E se forem daqueles tipos mesmo mesmo hardcore ainda utilizam uma seringa grande e não uma almotolia como aqui os meninos.

Não se esqueçam, de 5000 em 5000 quilometros...

O Vespa Clube de Lisboa pode ajudar-vos nessa tarefa se nunca o fizeram. Aqui.

P.S. - livrem-se de usar luvinhas de latex!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Como funcionam as ignições electrónicas das Vespas

Desde sempre, ou com menos inverdade, desde os tempos em que as Vespas ainda se trasaccionavam em centenas de contos, nos dias em que fiquei a saber que as Rally 200, tinham um grande ponto fraco que era a inovadora ignição electrónica Femsatronic, selada, revistida a resina XPTO que impedia de vislumbrar o conteúdo da mesma.

Nesses tempos muitos optavam, face à desconfiança da magia oculta mas, publicidade da época, mais regular, fiável e precisa que a ignição electrónica proporcionava às velas, que davam melhor faísca e fazia mover melhor as partes mecânicas, dizia, optavam por alterar as ignições electrónicas para os fiáveis mas desafináveis platinados. Já conhecidos de há muito. E sempre se conseguia o jeitinho, mesmo com um platinado quase destruido de fazer a Vespa funcionar. Mal mas funcionava e sempre se conseguia deixar a Vespa noutro sítio que não a beira da estrada nacional.

O Femsatronic não; estava bom andava, estava estragado encosta (e nesses tempos pagava-se e bem a assiatência em viagem ou então conheciam alguém com uma carrinha que vos fazia o favor de ir buscar a Vespa).

Já em tempos mais recentes descobriu-se que afinal o velho e problemático Femsatronic poderia ser revesado por uma ignição de PK ou PX, mais recente, sem grandes alterações, trocando uns fios, ligando-as nas cores erradas e umas coisas... mas funcionava.

Mas... que diabo porque é que Femsatronic... bom, deixemos de bater no Femsa, as ignições electrónicas simplesmente "deixavam de funcionar"? Ainda por cima sem aviso?

Ah, porque sim, dizem uns, ah porque não ou talvez ou, ou... Não, para mim não serve. Muito menso depois de a ignição da PX ter ido ao ar assim mesmo: on -> off!

Nos tempos dos contos ainda remendei uma, Femsatronic entenda-se que afinal só tinha um fio partido. O método usado? Muito pouco ortodoxo mas descrevo; partir o canto do Femsatronic onde o fio que saía para a vela entrava, descobrir que afinal o problema era o fio partido, comprar fio novo, soldar, aproveitar os pedacinhos partidos, colá-los com supercola, depois mais supercola para preencher os espaços que faltavam, reconstruir tudo, limar os excessos com grosa, montar tudo, ligar os fios, ignição, rezar, dar ao kick e fazer fumo: reparado!

Como não existem Femsatronics a pontapés e me custa ainda assim destruir coisa que sei que em principio não funcionará mais mas... sempre é uma peça antiga e entre uma antiga que não hipoteticamente funciona e uma nova que igualmente sobre hipotese funcionará ou não, perde a nova: destruir uma ignição de PX.

Ignição PX #1Ei-la aqui toda satisfeita por se doar "à ciência"!
A intenção era ver o que estava lá dentro. "Ah mas é selado"! Pois, pois, Alguma coisa se deve conseguir ver.

E do pensar ao fazer...

Ignição PX #2

Bolas afinal é mesmo selada!

Ignição PX #3

Em nome "da ciência" declaro que as ignições electrónicas das Vespa PX são seladas e que não se consegue ver nada. Com sorte ainda conseguem serrar um componente ou outro, mas mesmo assim só perceberão que ele lá está, adivinhar o resto ou mesmo o tipo de componente, é mesmo só isso, adivinhar.

Mas ide lá serrar as ignições maradas que fazer é a meio caminho de saber!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pastilhas de travão

Gostavam de saber como se mudam as pastilhas de travão de disco, das Vespas PX? Sabem um pouco de línguas estrangeiras?

Estes links são para vocês!





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Técnica - carburadores

Se são dos que gostam de sujar as mãos e ou tentar perceber um pouco mais de como a vossa Vespa funciona, vão gostar deste link: http://www.webercarburatori.com/?p=handbook.


LEGENDA

1 - Agulha
2 - Boia
3 - Despersor
4 - Gigleur médias
5 - Gigleur altas
6 - Gigleur baixas
7 - Regulação combustível / ar
8 - Regulação ralenti
9 - Guilhotina
10 - Gigleur arranque ("ar aberto")
11 - Abertura do ar

Os princípios físicos, explicações técnicas ou outras informações, está lá tudo, não podem é fazer um simples copy + paste deste conhecimento para os carburadores das vossas Vespas. Mas... se eu fizesse o trabalho todo... era como irem a uma oficina e pagar ao mecânico, certo?

Boa leitura, mãos à obra e bom trabalho!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E ao Sábado, desmontou-se.

Uma Vespa PX 125 T5.

Para ver se se restaura qualquer coisa que já vão uns anos sem fazer nada, a não ser andar de Vespa sem problemas de maior. Chatice (toc toc toc)!

De entre os muitos parafusos com um altíssimo teor de imaginação ou o poder do desenrasca com capacidade fora do normal sobre os parafusos desta Vespa, ressalta este fusível eterno que resolve problemas eléctricos com fusíveis que fundem com muita facilidade e frequentemente.

Vespa PX125 T5

E o terminal de ligação?

Podia fazer uma longa lista exaustiva das sucatices encontradas e ter tirado tantas mas tantas fotos. Mas agora não me apetece e também não me apeteceu no Sábado, além de que poderia ferir as susceptibilidades do anterior dono, independentemente de achar que ele já não se lembra de mim porque eu também já não me lembro de quem era esta Vespa.

Mas nunca fiando...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Guia de desmontagem dos balons

Ora hoje pela fresquinha, deixo-vos uma receita caseira de fácil concepção. Imaginem que, ao estacionar a vossa Vespa, roçaram um pouco numa parede. Ou, estando no descanso mas periclitante, que caiu para o lado. Ou ainda que passado uns anos e muita utilização, desejam eliminar as pequenas marcas do tempo e manter o aspecto semi-novo da vossa Vespa. Então, este DIY é para vocês!

Para mandar pintar os balons (para os mais duros, para pintarem os balons) há que retirar uma série de coisas que estão lá montadas. Claro que sempre podem fazer a técnica "rabanholas" do "isolar com jornal e fita e pintar apenas o que se vê", mas... não é a mesma coisa.

Bem, primeiro agarrem numa Vespa – este guia foi feito com uma PX, mas serve para todas as Vespas com balons, eliminando os passos desnecessários – retirem os balons e vamos lá começar.

Primeiro começamos por desligar os piscas – se os tiverem – conforme a imagem que se segue, puxem a borracha que protege a extremidade do pisca e desliguem o terminal.



Depois, do lado de fora do balon, retirem o vidro do pisca, com o auxílio de uma chave estrela / philips, desapertando os dois parafusos. Se o vidro, mesmo desapertado continuar no sítio, dêem-lhe um jeitinho que se soltará.



Ao retirarem o vidro, retornando ao lado interior do balon, vêm dois parafusos. Um mais escondido, encostado a um dos pernos do balon e outro facilmente visível. Desapertem-nos, com o auxilio de uma chave de bocas 8 e deverão ficar com o pisca na mão.



Vamos agora ao fio que alimenta o pisca.

Reparem que está preso ao longo do balon por uma pecinhas de plástico.



Desencaixem o fio dessas pecinhas, com o auxílio de uma chave de fendas e de um puxão suave com a outra mão disponível, repetindo esta operação para quantas pecinhas existirem.




O fio deve agora estar pendurado apenas num dos pernos do balon.

Para o soltar desta extremidade, mais uma vez com o auxílio de uma chave de fendas, entre o perno e o isolamento de plástico, forçar um pouco, empurrado, ao mesmo tempo, o fio com a outra mão, para cima.

Com paciência e calma, devem conseguir algo do género.



Agora retirem as pecinhas de plástico.

Apertando com um alicate, do lado de onde tiraram há pouco o fio e empurrando. Se mesmo assim não quiserem sair, adivinharam, com o auxílio de uma chave de fendas nas que mais resistirem, mas a maioria, deve sair bem.



Ao todos são sete pecinhas destas.



Agora, falta apenas retirar a borracha do outro perno e ficam com o balon completamente livre, apenas chapa e os símbolos.



Os símbolos podem ser desencaixados e ou descolados facilmente...

Então vá, bom trabalho!



NOTA PERFECCIONISTA

Ao montar os balons, depois da pintura já feita, é importante verificarem este pormenor; o fio dos piscas, passa por baixo da mola dos balons e não por cima.





NOTA "DE ORIGE"

Estão a ver esta letrinhas bonitas?



Para que não chorem porque o vosso letring PX-cilindrada, ficou fora do sítio, ficam imagens com as medidas de origem verificadas na desmontagem.






quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Culpa da «hom'idade»

Desde há muito tempo que a minha Vespa não gosta(va) de piscar. Muito mesmo. Ora era o pisca do lado esquerdo que parava, resolvia-se per si, passava o da direita a ficar com problemas, sem nunca ter conseguido perceber os porquês: quer da avaria quer da sua resolução espontânea.

Ultimamente era o pisca do lado direito. Menos mal, porque considero que, nas mudanças de direcção, o do lado esquerdo é mais importante, pela localização manete das mudanças, pelo facto de ter que atravessar outra faixa de rodagem ou encostar-me ao eixo da via, etc.

Fartei-me: tinha que resolver isto de uma vez por todas!

Já em tempos tinha desmontado o depósito para conseguir aceder aos contactos dos piscas (onde o perno dos balons encaixam). Naquela altura e por alguma razão, os fios tinham-se soltado. Ligados de novo, tudo ficou a funcionar, mas não por muito tempo. Poderia ter acontecido de novo...

Despistada esta hipotética origem do problema, desmontei o balom todo e ficou provada a culpa da humidade. Além de ter originado um óxido estranho e esbranquiçado, à volta do casquilho da lâmpada, o ponto de contacto do balom com a restante Vespa - aquele perno com mola que se situa mais ou menos a meio do balom - também estava meio ferrugento. Apesar de já o ter limpo N vezes... mais vale prevenir...

Limpa a lâmpada, limpo o perno, nada; nem uma piscadelazita. Ó diabooooo, a humidade não era a única culpada nesta ocorrência.

Com a ajuda do carregador de baterias lá descobri, com a ajuda do efeito visual de uma faísca de tamanho considerável, que também existia um mau contacto na parte de trás do casquilho da lâmpada. Umas cacetadas com uma chave de fendas e um martelo - a minha consciência diz-me que deveria ter posto um bocadinho de estanho - lá resolvi a coisa e, voilá, Vespa PX200 (quase) como nova: pisca em ambas as direcções!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O tilt eléctrico, resolvido

A falta de luz não me permitia circular com a segurança necessária na via pública e, se nalguns pormenores facilito e não deveria - pneus já mais carecas do que o desejável, bateria nas couves, pastilhas de travão frontal gastas - para a durabilidade e fiabilidade que quero da minha Vespa, neste caso era pior, pois poderia causar danos mais graves. Não só em mim ou na Vespa, mas nos demais.

Durante algumas semanas andei com a Vespa a perder as luzes indicadoras no guiador, a ficar sem piscas, ora um, depois o outro, a mandar flashadas com as luzes da frente... Pensava eu que era o efeito das chuvadas, da água em demasia que ia apanhando nos percursos do dia-a-dia. A Vespa estava a ressentir-se. Até que fiquei mesmo sem qualquer luz e o reles e rotineiro caminho diário, tornou-se num percurso tenebroso, feito após um dia de trabalho, mais uma vez, com muita chuva à mistura e já de noite.

Depois de ter experimentado tudo o que, achava eu, tinha lógica para tentar resolver este problema, com um misto do pouco que sabia, tive que me socorrer do Manel das Vespas. E, num instante o problema estava resolvido. Hip hip hurra para quem sabe!

Afinal o problema estava no rectificador. Afinal o problema estava profundamente enraizado na sucata que tenho na garagem. Eu explico...

Na pouca experiência que tenho de problemas em Vespas mais evoluídas, com mariquices como rectificadores, fusíveis e baterias e em que a fiabilidade é o prato do dia - longe vão os tempos e os anos dourados da 50S, pura e dura - mudei o rectificador, é certo. O problema é que mudei por um usado que estava ainda pior do que o primeiro. Resultado: o aproximar do dia seguinte e o pânico de não ter luzes na única Vespa que posso considerar para o meu dia-a-dia... Estão a ver...

As ligações do rectificador de origem.
No LML, com o rectificador na mesma posição, são exactamente as mesmas: preto, vermelho e branco, vermelho, azul e verde + branco.
A "caixinha verde" é o relé dos piscas...

Ao contrário do que afirmei no post anterior sobre o mesmo assunto, dificilmente o problema poderia ser do fusível. O fusível se fundido, corta a bateria e consequentemente ficaria sem arranque eléctrico e buzina, nunca sem luzes, nunca com lâmpadas fundidas acabadinhas de trocar, etc.

Sabendo vós que a Vespa, PX, direi, a última e única Vespa dos dias de hoje ou de um passado recentíssimo, acabou, temos o problema das peças. Temos, ponto e vírgula que a Piaggio continua a embalar peças a avulso, em lindos saquinhos de plástico - e acabaram com a PX, por ser poluente - com os seus logos, como peças de origem e de qualidade que deveriam ser. Mas não são! Com a agravante de serem sobre taxadas com as impressões dos saquinhos e da utilização glamorosa da marca Piaggio, seus logos e universo extinto de fiabilidade.

Como marcas e saquinhos com logos não fazem Vespas andarem novamente, nem atestam da qualidade das peças, nem têm dó nem piedade das nossas carteiras, aconselhado pelo Manel, fui à Originalvespa pedir um, pasmem-se os mais incrédulos, revoltem-se os mais puristas, rectificador de LML Star Deluxe!

Por cerca de metade do preço e provindos da mesma fábrica donde saem os (rectificadores) Piaggio, antes de ensacados nos saquinhos bonitos, fez-se a brincadeira e a minha Vespa ficou de novo sem problemas e com a luz que sempre a dotou; forte, viva e branca. Felicidade! O problema estava resolvido e poderia, no dia seguinte e como sempre desde há uns anos, ir trabalhar gloriosa e felizmente montado na minha Vespa.

Agora a parte mesquinha...

A PX 200 de origem, dizem as especificações, debitam 80 Watts. A minha estava de origem, por isso fazendo fé no que a Piaggio diz, debitaria, à saída do rectificador, os tais 80W. Nunca os tendo medido, creio, não andariam longe da verdade.

Como alguns saberão e outros desconhecerão, a PX Millenium - nome bonito para as PX "travão de disco" - traz de origem uma lâmpada H4 de 12 Volts, 35/35 W (médios, máximos) que, em conjunto com uma óptica inovadora, fez maravilhas em relação à iluminação das Vespas mais antigas; em vez da vulgar luz mortiça e amarelada, finalmente as Vespas eram dotadas de luz forte, branca e potente!

Muitos contentaram-se com isso. Era de facto uma maravilha. Para mim, foi. A partir de certa altura, quis mais e apesar de todas as recomendações contra, decidi experimentar as lâmpadas H4 de 12V mais vulgares: 55/65W.

Apesar de tudo ter funcionado sempre sem problemas, notava-se uma falta de capacidade eléctrica do sistema para alimentar este aumento de consumo que em máximos, atingia cerca de 30W mais do que os valores origem. Quando ligava os piscas, notava as restantes luzes fraquejarem ao ritmo com que as luzes amarelas, piscavam. Normal: 55W da lâmpada da frente, em médios, mais 0,5W da presença da frente (está sempre acesa), mais 5W da luz de presença traseira, mais 21W dos piscas (como piscam alternadamente, só podemos contar um de cada vez) dá a linda soma de 81,5W. Se estivesse numa subida e a travar ao mesmo tempo, adicionem a tudo isto outros 21W – 102,5W. Se tudo estivesse de origem, o resultado seria 82,5W.

Posso estar a dizer barbaridades, por isso alguém que saiba mais que me corrija o engano, se o houver.

Com este novo rectificador LML, são esperados 96W de potência eléctrica disponível! Superior ainda aos 90W que os manuais dizem debitar de origem, a Vespa mais potente em termos eléctricos: a PX 125 T5. E eu que andava atrás de um rectificador de T5... Estão a imaginar o sorriso na minha cara? Quase proporcional à intensidade superior das minhas luzes!

Com a minha insanidade é furiosa, tenho lâmpadas XPTO que apregoam mais 50% de intensidade luminosa com o mesmo consumo e potência. Fiz um teste... Parece-me ser mais intensa qualquer coisa a luz da lâmpada que a deveria ter, sim, mas a fiabilidade do processo é lamentável: Vespa acelerada até a luz ficar estável (hei o rectificador está lá para limitar a corrente sim, isto não é nenhuma 50S ou Sprint que quanto mais se acelera, mais luz dá) e vai de fotografar...

H4 55/65W "normal

H4 55/65W "50% plus"

A mim parece-me não só mais branca, como mais intensa. Dentro dos limites do método descrito, tirando a minha tendência tendenciosa em querer ter mais luz, mais branca, mais intensa, com mais alcance...

Mas ainda não estou satisfeito! O ser humano é insatisfeito. E os relatos épicos de uma PK com um rectificador de 120W, não me deixam consolado com o que tenho actualmente e têm-me tirado noites de sono: como é que pode andar alguém numa Vespa mais luminosa que a minha?!? Tenho que melhorar.

A história dessa PK é verídica mas a origem do rectificador em questão, desconhecida. Mesmo que fosse conhecida, os rectificadores de PK apenas têm três ligações contra as cinco de um rectificador de PX (ver imagem). Não me serviria de muito a não ser averiguar se na marca fariam rectificadores igualmente pujantes para PX ou semelhantes.

P.S. - se alguém discordar do que aqui disse ou achar que sou um perfeito idiota mas que me pode ajudar, mande mail ou comente...

domingo, 23 de novembro de 2008

A história do conta-quilómetros que servia numa P

Aqui há uns tempos, muito tempo, num terreno vago mesmo ao lado de casa dos meus pais, apareceu uma motorizada, penso que uma Sachs, já meio desmontada e com algumas peças em falta. Sem motor, etc.

A minha vontade foi logo de atacar a sucata e desmontar e recolher o que achava interessante e reaproveitável. Mas controlei-me, deixei passar uns dias a ver o que acontecia; afinal tal como misteriosamente lá foi parar, misteriosamente poderia também desaparecer ou ser desmontada por quem a levou ou... Os dias passaram e tudo continuava na mesma, ninguém rondava o destroço. Enchi-me de coragem e lá fui desmontar!

Um depósito, uns guarda-lamas (Alguém se lembra do lindo guarda-lamas da frente, home made da minha Rally 200? Veio de lá.), uns amortecedores, mais umas sucatas e, preciosidade das preciosidades, um conta-quilómetros que me pareceu quase imaculado.

Um pequeno teste com um berbequim e mostrou que contava, pelo menos, a velocidade. Se a medição era correcta ou não, não sei, mas mexia-se o que significava que hipoteticamente se poderia dali fazer alguma coisa de proveitoso. Para Vespa, claro!

Lá arrecadei tudo. Sempre com o pensamento no "um dia isto ainda vai dar jeito"... Com o tempo e com o acumular de outras peças, sucatices para o comum dos mortais, bens preciosos para os amantes das Vespas, duas rodas e DYI em geral, acabei por me esquecer do que tinha desmontado e foram ficando no fundo da garagem, esquecidos, até que um dia, já não sei porque artes, acabei por dar de caras com o referido conta-quilómetros. E resolvi experimentar. Será que serve numa Vespa? Dado o formato redondo, só poderia servir, sem transformações maiores, numa PX ou P.

A PX foi a primeira cobaia. Desilusão, não serve. É muito pequeno para o buraco da tampa do guiador. Bem, pensei, posso sempre mandar ajustar com fibra... Mas já agora experimento num de P.

Lá fui às prateleiras vasculhar e sai uma tampa de guiador de P. Vai de experimentar... Ena, ena, encaixa na perfeição! Nem largo, nem apertado; parecia que tinha sido feito para ali!

Claro que o sorriso se iluminou na face e o pensamento de "um dia isto ainda vai dar jeito" voltou-me à ideia e alargou ainda mais o sorriso. Ah, como gosto de recolher sucata! Tinha razão. Vá meia razão, porque ainda não está implementada a ideia e concretizada a profecia. Pode dar jeito, mas pode não dar.

Meti logo mãos à obra e toca de desmontar.

Realmente, tirando um pouco de ferrugem que tem por fora, na zona em que entrava o fio da iluminação interna, por dentro está impecável. O problema das desmontagens de conta-quilómetros é que se tem que forçar o aro que segura o vidro no sítio e mais tarde nem sempre se consegue que o mesmo fique tão direito e ou justo como de origem ou, pelo menos, como desejamos. Logo se vê.

Para já estava preocupado com a relação voltas roda, voltas conta-quilómetros que corresponderá à contagem da velocidade instantânea e dos metros / quilómetros percorridos. Sabendo que o conta-quilómetros era de um modelo com um diâmetro de roda bem superior ao da Vespa, isto era realmente um problema. Resolvi tirar o modelo e referência e ir pesquisar na Internet.

Tudo se encontra! A Internet é realmente um mundo inesgotável de informação. Ao inserir os dados que tinha escrito num papel, encontrei este PDF com explicações detalhadas de como o desmontar integralmente (não tinha pensado ir tão longe) e como o calibrar para que as medições da relação voltas roda, voltas conta quilometro, correspondam a valores reais. Ainda melhor! Está-se tudo a compor...

Por agora está feito. Desmontado e aguardar pela chuva do Inverno. No Inverno passado também não choveu e por isso alguns projectos atrasam-se e permanecem na garagem meio fantasmagóricos e incompletos. Sem chuva e com o sol que tem feito, sempre dá para dar umas voltas de Vespa e desfrutar das excelentes paisagens de final de Outono, em que o verde já começa a despontar nos campos.

Restam as largas horas de triste noite, para ir adiantando qualquer coisa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vespa ET4 + iPod

Jovem, tens uma Vespa automática? Adoras gadgets e outras modernices e não falhas a aquisição de uma nova tecnologia? Aprecias ser notado enquanto passas na rua e que todos reparem que ali vais? Gostas de mimar a tua Vespa com inovações tecnologicamente evoluídas? Então este DIY é para ti: Vespa ET4 iPod Speaker System!

Passo a passo o autor descreve a instalação de um sistema de som, baseado no famoso iPod, numa Vespa ET4 (servirá também para as LX e GT?).

Diz ele que esta ideia lhe ocorreu, porque achou louca a ideia de andar no transito de auscultadores a ouvir o som do seu iPod. Consultando os fóruns, descobriu um compartimente “secreto”, por trás do porta-luvas e daí à execução e a este artigo, foi um tirinho.

Se quiserem abreviar passos:
Não somos responsáveis por qualquer dano que possam inflingir às vossas Vespas, na execução deste DIY.

Acho que o autor do mesmo também não se responsabilizará por isso.

Ele próprio, não se responsabilizou a ele mesmo!