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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Sobre os parquímetros (não me alongando muito)

Quê mas as motos já pagam parquímetro?!! Calma, calma, isto é sobre parquímetros mas as motos ainda não pagam. Ainda.

E ainda porque no início dos parquímetros foram afectados os centros urbanos das (grandes) cidades para que o ordenamento do pouco estacionamento existente pudesse ser feito. Ou tentado. Com a sempre omnipresente assumpção do “utilizador pagador” e com a dissuasão que se esperava com este sistema. Afinal, pensava-se, muitos dos automóveis que por ali parqueavam não precisavam de ali estar, eram luxos supérfluos de quem queria utilizar o automóvel no dia-a-dia.

Veio-o a provar que não. Os automóveis, mesmo a pagar, continuaram por ali. O estacionamento, nalgumas artérias, piorou porque alguns veículos que estacionavam apenas para recados rápidos dos seus donos, passaram a ser estacionados em segunda ou terceiras filas, prejudicando ainda mais o tráfego já de si lento e engarrafado dos centros urbanos.

Crédito Pedro Catarino/Correio da Manhã

Mas creio que o factor dissuasor de “levar o carro para a porta de onde quero ir só porque não o posso levar lá para dentro mesmo” até assumo que funcionou e com o tempo os hábitos alteraram-se e já todos mais ou menos interiorizamos que não podemos levar o carro e foram-se arranjando alternativas e, nas maiores caminhadas entre estacionamento gratuito e centros urbanos, até fomos ficando a conhecer ruas e percursos que doutro modo nunca conheceríamos.

Á distância de uns anos, confesso, fui inicialmente céptico mas, nos centros urbanos e a esta data, reconheço os benefícios destas medidas.

A questão passa a menos entusiasmante quando, assumindo o que disse em cima, se percebe facilmente que muitas vezes se tem que recorrer aos transportes públicos ou outros. E por tal, é necessário a nossa deslocação de automóvel até à periferia dos centros para que possamos depois apanhar os transportes. E é aqui que começamos a perceber a falácia do ordenamento do estacionamento e do favorecimento da utilização dos transportes públicos em detrimento do veículo privado.

Não é aceitável que nas periferias surjam também parquímetros. Não é compreensível que para se apanhar um transporte para os centros – que funcionam mal e são caros, mas isso daria matéria para outro texto – seja tenha que pagar ainda o parque. E depois o transporte, ida e volta. Não é compreensível.

Sabemos que muita da expansão urbana do nosso país se compõe de grandes centros urbanos nas periferias das cidades. Não, nem falo dos centros. Por exemplo, Lisboa, muitas das pessoas que diariamente se deslocam para os seus trabalhos, vivem nos Concelhos da margem sul – Almada, Seixal, Barreiro, etc, ou nos de Oeiras, Cascais, Sintra, etc, etc, etc. E sabemos também que muitos dos transportes que operam na cidade não chegam a essas periferias.

A solução dessas pessoas passa por apanhar vários transportes para aí chegar – e aumentar de alguns minutos para horas e percurso que têm que fazer todos os dias! – ou deslocar-se no seu veículo para que possam suprir alguns dos transportes que têm que apanhar e desse modo “acelerar” o seu percurso. Ora se os parquímetros são alargados cega e ineficazmente até onde essas pessoas deixavam os carros...

As pessoas perdem qualidade de vida, aumentam o tempo de viagem e o stress de saltar de transporte público em transporte público, correr para apanhar um porque o outro só vem dali a não sei quantos minutos e tenho que ir buscar as crianças à escola e ainda passar no supermercado...

E os parquímetros que aí são colocados fomentam as ruas vazias de carros onde outrora estariam os automóveis de quem ia apanhar os transportes. Provam por si só o desajuste da sua colocação e o desastre na amortização do investimento feito na sua colocação. Mais, provam a avidez de quem os coloca e o desfasamento que têm da realidade que julgam dourada porque todos, acham, podem como eles ter carros de serviço e lugares de garagem concedidos pelas empresas onde ocupam cargos de direcção.

Fonte Emel

É pena. Eu, não sendo um utilizador diário de um automóvel, acho triste e sinto-me incomodado com esta cegueira, com esta indiferença, com este desprezo pelo tempo pessoal que cada um poderia reservar para si e para as suas famílias. Não é só o dinheiro não, é a qualidade de vida que está em causa.

Com tudo isto, quem sai a ganhar são as motos. Maioritariamente as scooter pelo seu caracter mais citadino. Nas zonas onde vão sendo criados as zonas fantasma de estacionamento pago, nota-se um aumento de pessoas que adoptam estes veículos diariamente. Originando outro constrangimento: apesar de terem aumentado os parques para motos, os mesmos, em certas zonas, já não conseguem dar resposta a este aumento de veículos de duas rodas. “Procurem outro que esteja próximo”, dizem-nos mas o que acontece muito mais vezes é um estacionamento em cima dos passeios, depois de dois ou três parques próximos igualmente cheios.

Já em tempos escrevi sobre mais ou menos esta temática.

As cidades precisam de pessoas. Com a evolução – podemos sempre questionar o seu rumo – as pessoas andam mais de automóvel. Têm mais automóveis, usam-nos mais e há um rácio maior de veículos por família. Tantas vezes porque o investimento em transportes públicos ou outras alternativas não tem tanto empenho como o crescimento e investimento nas zonas de estacionamento pagas.

Nestes anos e com o surgimentos das zonas pagas e parquímetros, deveriam em paralelo ou previamente, ter sido feitos parques GRATUITOS nas periferias e nas interligações com os transportes públicos e antes do alargamento dos parquímetros, para que, com a justiça da existência de uma verdadeira possibilidade de escolha, os que quisessem continuassem a levar os seus automóveis para os centros e os que não quisessem ou não pudessem, os pudessem aí deixar.

Uma cidade só o é se as pessoas a fizerem. Dificultar e bloquear o acesso das pessoas indirectamente aos seus centros... valham os turistas para os encherem e continuarmos com a sensação de cidades vivas e vibrantes. E valham os trabalhadores que têm que obrigatória e diariamente se deslocar para os mesmos. Pagando ou não, perdendo ou não qualidade de vida.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

É natal, é natal, la la la la

É natal, é natal...

Só poque tive ontem um momento com conta-quilómetros (quase) cheio de luzinhas (não fossem os piscas estarem lixados) lembrei-me de que já temos enfeites de natal em tudo o que é superfície comercial, praticamente desde o início de Novembro.

Anseio pelo ano da nossa graça que em Setembro, já teremos anúncios ao natal.

Assim pouparei a viagem à Austrália para passar o natal na praia e encher de selfies na praia e com barrete de pai natal as redes sociais.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Divórcio: pessoas, mobilidade e espaços urbanos

Todas as linhas que se seguem são meros pensamentos. E por tal, podem não fazer qualquer sentido ou exprimir validamente a realidade vivida por outras pessoas. Todos são livres de as ler e comentar, discordar, insultar ou aplaudir. Desde já agradeço.

A evolução dos meios urbanos faz-se exclusivamente à custa de pessoas. Sejam habitantes, visitantes ou de passagem para outros destinos. Depois, conforme a interacção e a sedução que os tecidos urbanos exercem nos indivíduos, estes fixam-se, alargando e fazendo crescer esse urbanismo. De aldeia passa-se a vila, de vila a cidade, de cidade em metrópoles, por cá as áreas metropolitanas. E esta é uma relacção simbiótica: as pessoas ganham em conforto, proximidade, quantidade de tudo e tudo e os tecidos urbanos em dimensão, expansão, mão-de-obra, etc.

Alterar esta equação é encher mais um dos pratos da balança e colocar em risco todo este equilíbrio, toda esta interacção win - win.

Desde há uns anos a esta parte que todos aqueles que habitam em cidades e vilas de alguma dimensão têm sentido esse desequilíbrio, mais pronunciado com a maior dimensão do urbanismo. E onde quero chegar: reduziram-se lugares de estacionamento, os que ficaram tornaram-se pagos, os que foram criados sob a forma de parques subterrâneos, sempre se pagaram. Numa caça ao automóvel, essa peste!

antigo parque de estacionamento na Praça do ComércioAntigo parque de estacionamento na Praça do Comércio.
Copyright Vera Veritas


Bem sei que as condições e facilidade de aquisição e quantidades de automóveis mais que duplicaram se compararmos o período compreendido entre os 80's e os dias de hoje e sim tinham que ser tomadas medidas de gestão e racionalização do mesmo espaço urbano para o aumento de veículos que o utilizam. Mas escorraçá-los completamente, penso e eu nem sou utilizador diário de automóvel, é um erro.

Semear parquímetros a eito, em zonas de estacionamento gratuito e perto de transportes públicos, criar ZER com o pretexto de reduzir emissões poluentes (que continuam a subir na zona Marquês de Pombal - Av. da Liberdade - Baixa / Chiado!), mandar a polícia municipal "varrer" tudo o que é beco à procura de veículos "mal" estacionados, colocar mais inspectores da EMEL nas ruas, não torna Lisboa mais apetecível, ordenada e ordeira. Veja-se o que aconteceu com a área comercial da Baixa lisboeta com o acabar com o parque de estacionamento da Praça do Comércio (sim, muito feio numa das praças mais imponentes de Lisboa mas as pessoas iam para lá e, na "minha altura", já se pagava o parque à CML), com as proibições de circulação, com o aumento de faixas de BUS e ciclovias, roubando o espaço de circulação aos automóveis.

Este é um espaço dedicado maioritariamente a veículos de duas rodas. E neste texto até parece que os estou a atacar. Mas não! Estou a defender que tudo e todos interajam saudavelmente no espaço que cresceu com eles. Com as pessoas que os utilizam, diária ou esporadicamente para se deslocar de e para o trabalho ou simplesmente por lazer, para visitar, ir às compras, passear.

Defendo que para tudo e todos existe uma racionalidade, um equilíbrio, uma convivência possível e saudável, um tempo e um espaço.

Popular ciclovias, não vai por si só fazer as pessoas andar mais de bicicleta. Pintar mais faixas de BUS, não vai fazer ninguém adoptar os transportes públicos. Criar zonas de estacionamento pago isoladamente, não o vai ordenar, nem impedir que os automóveis entrem na cidade.

Os troços dispersos de ciclovias, sem ligação entre si ou com os transportes públicos que ainda proíbem as bicicletas em hora de ponta, não as vão encher de pernas e pedais. O fim dos passes sociais e / ou o aumento do preço dos mesmos, contraria mais a sua utilização de transportes públicos do que fomenta o crescimento do número de faixas de BUS. Nem colocação de parquímetros ou criação de parques de estacionamento pagos em zonas outrora utilizadas para estacionar gratuitamente automóveis de utentes de transportes públicos.

espaço de estacionamento com parquímetro vazio em São Domingos de BenficaEspaço de estacionamento com parquímetro completamente vazio, em São Domingos de Benfica. Perto da estação do metropolitano do Alto dos Moinhos, antes dos parquímetros, havia sempre alguns automóveis aqui estacionados.


Tudo isto para mim parece-me oportunismo. Para ganhar mais uns trocos, com os parques pagos e o bloqueio e reboque de automóveis. Para embarcar na euforia verde expressa nas letras brancas a caixa alta que nos alertam: BUS. Para cavalgar na onda que agora "força" bicicletas em tudo o que espaço, publicidade ou coisa cool, coisa que já aconteceu com scooters clássicas e Vespas que, nos anos 90, triplicaram o seu preço. Eram fixes.

A questão é que o que se construir hoje ou resulta amanhã e depois ou vai ter que ser convertido e repensado, refeito, revisto ou eliminado. O planeamento e ordenamento e racionalismo há muito que foram abandonados. E é disso que eu falo. Faz-se e logo se vê. Não deu, paciência, fazemos outra coisa qualquer.

Os números exagerados de exemplares automóveis por família obviamente que não cabem todos nas cidades e vilas. Não quero isso e mesmo que, depois de terem lido isto tudo ainda há quem ache que o estou a defender: não dá, é espacialmente é impossível e não quero.

Tentou-se uma abordagem. Parece-me que não funcionou. Retirar os automóveis ajudou à desertificação dos centros urbanos. O comércio tradicional também aí, não sendo isto o factor úncio, em muitos casos, fechou. A dificuldade sentida no movimento de pessoas no seu dia-a-dia dentro do espaço urbano aumentou. Bem como o custo do mesmo e o tempo perdido em filas de trânsito, semáforos, rotundas ou outros. E a justificação não é, para quem circula nestes espaços no dia-a-dia, exclusivamente o aumento do número de veículos.

O saudável é educar. Informar. Cooperar. Encontrar compromissos e soluções. Saber conviver com a diferença e propor alternativas. Comportar as limitações, perder e ganhar. Conviver. E o que se tem feito é obrigar; queres estacionar, pagas. Queres circular, ou tens um automóvel novo ou vens fora de horas. Não queres, utiliza os transportes públicos.

Saudável é pensar para fazer e, dentro do possível, deixar escolher.

Viver, circular. Sair para amanhã voltar a entrar.

Acima de tudo, respeitar.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Engarrafamento...de scooters...coisa pouca

Quando fui ao EuroVespa em 2006 fiquei impressionado com Génova.

Foi a única cidade por todas as que passei em que tivemos de dar voltas ao quarteirão para estacionar.

O número de scooters era tão elevado que havia mais parques para motas do que para carros e estavam superlotados. Acabámos por estacionar de uma maneira não muito correcta e fomos almoçar rapidamente antes de pegarmos nas vespas e ir para o "ferrybóte". Sim fiquei impressionado... mas nada me preparou para isto, diz que é em Taiwan, ora pasmem-se:


Ainda que fossem só Vespas.... tenho dificuldades em saber se hei-de considerar isto o Céu ou o Inferno!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Vespa Segway!?!

Então diz que passou o Natal.

E tiveram muitas prendas? Não!?! Este ano tentem portar-se melhor! :)

Caso se tivessem portado bem e porque veio bem a tempo deste Natal, aqui na vizinha Espanha, a Bel&Bel de Barcelona, criou um (ou será uma?) Segway baseado no design da Vespa. Diz inclusive que algumas peças, guiador, guarda-lamas e "avental" são mesmo peças originais!

E saiu isto.

De acordo com o fabricante, que já tinha criado a «cadeira de escritório Vespa», o «Segway Vespa», de seu nome oficial Elite WS, atinge velocidade máxima de 20 km/h, pesa 51 kg e tem capacidade para carregar 180 kg, tendo uma autonomia entre os 30 a 35 quilometros com uma única carga da bateria (sim, é electrico).

Em Espanha custa 2.900 euros e vem com uma garantia de 5 anos.

Diz também que cada exemplar - recordem-se que é feito à mão - demora à volta de 15 dias a ficar pronto.

Alguém teve disto no sapatinho?