sexta-feira, 5 de agosto de 2022
terça-feira, 26 de outubro de 2021
Roubo da estátua evocativa dos 50 anos do Vespa Clube de Lisboa
Hoje tomámos infelizmente conhecimento do desaparecimento da estátua Vespa GS, evocativa dos 50 Anos do Vespa Clube de Lisboa, que se encontrava desde 2004 junto à nossa antiga sede, na Avenida Infante Santo nº63, tendo sido alertados para esse facto pela Junta de Freguesia da Estrela.
Participámos o desaparecimento às autoridades policiais e solicitamos a todos os que possam ter alguma informação que a encaminhem para a Polícia de Segurança Pública e / ou Vespa Clube de Lisboa, através do endereço info@vespaclubelisboa.pt.
-----Partilhem este apelo do Vespa Clube de Lisboa nas redes sociais, blogs em todo o lado e de todas as formas que estiverem ao vosso alcance!
Vamos todos ajudar, para que a que a Vespa GS volte para casa!
Site
https://www.vespaclubelisboa.pt/News/article.html?sid=231Comunicamos o desaparecimento da estátua Vespa, evocativa dos 50 Anos do Nosso Clube, junto à antiga sede. Já participámos o facto às autoridades policiais e solicitamos a quem possa ter alguma informação que encaminhem para @PSP_Portugal e/ou info@vespaclubelisboa.pt. Obrigado. pic.twitter.com/E3DIaAEodL
— Vespa Clube Lisboa (@VespaLisboa) October 26, 2021
quarta-feira, 7 de julho de 2021
segunda-feira, 15 de junho de 2020
E passados 4 meses de confinamento...
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Primeira molha da temporada
Choveu. Praticamente toda a noite.
Dava uma aberta para o período das 9h. E estava. Com Sol e tudo.
Mas foi de pouca dura. A meio da Ponte 25 de Abril. Chuva. Torrencial!
(olhei para a esquerda e pior estava na foz do Tejo, algures para Carcavelos)
(até estou com sorte, pensei)
Ah já abrandou. Boa. Sigo sem fato, não vale a pena parar, molhado já estou...
Nova rega após a subida da estação de Campolide. Foi até chegar.
Até tive sorte. Mesmo! Foi só o sovaco e pouco mais!

Bom deixar a escrita... parva e falar de coisas sérias.
Noutros textos tenho dito que o Tucano Urbano safa mas não por muito tempo ou debaixo de grave chuva ou durante muito tempo ou percursos mais extra-urbanos.
Hoje tenho que me redimir!
O Tucano safou-me de uma valente molha. O casaco - que ainda é o de Verão - não aguentou e deixou passar principalmente na zona dos sovacos, talvez pelas costuras já terem sido refeitas nesta zona, mas nem o rabo molhei graças ao Tucano. Confesso que nunca me tinha acontecido e pelo menos fico sempre uma ligeira humidade, hoje, tirando os sovacos e um pouco na zona do bolso das calças, ZERO!
Chegado ao destino saquei do meu secador de cabelo, comprado mesmo para este efeito e em 10 minutos estava novinho e sequinho como de costume.
Mas é devido um grande obrigado S. Tucano Urbano! Teria ficado bem mais chateado se estivesse o dia todo com o rabo húmido.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
O campeão voltou (e a Vespa do Eliseu também)
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Sobre a crise de combustíveis fósseis

Uuuh uuhh, safei-me à crise, continuei a rolar por estes dias!
Vou entrar na reserva agora mas com a fezada que vou apanhar alguma bomba ainda ou já com gasolina 95. Ou esperar para depois das festividades da Páscoa porque nestes dias a Vespa vai descansar.
Sobre tudo isto, com algumas motivações políticas também, o que apraz dizer e ressaltar é apenas a incivilidade com que muitos reagiram. As filas para abastecer, o correr doido para as bombas que os meios de comunicação social divulgavam irem ser reabastecidas em breve... Não tem sentido. Ou todos os que engrossaram as largas filas, estavam na reserva? Ou sentem-se muito mais optimistas em ter um carro com o depósito cheio à porta e vários jerrycans para o caso de???
Compreendo que por estes dias muitos vão viajar para as terras natais ou para destinos mais a sul mas isso justifica a corrida cega e a perca de horas e horas nas filas? Para mim não e também irei de viagem.
Primeiro porque para uma viagem de duzentos e alguns quilómetros o computador de bordo dizer que tem combustível para duzentos e muitos... deve chegar! Segundo porque sempre acreditei, desde o início, que antes da Páscoa e no máximo durante a manhã do dia de hoje tudo se resolveria. Não se esqueçam que os camionistas também podem ter terras natais e querer ir a banhos para sul.
Além de que se prolongassem demasiado esta greve, outras consequências mais graves poderiam surgir - como falta de alimentos nos supermercados, medicamentos nas farmácias, etc. - e isso iria virar a pacata e apenas-preocupada-com-o-seu-depósito-cheio-de-gota opinião pública em ferozes atacantes do direito à greve que todos os trabalhadores têm. E à reivindicação que suporta essa greve.
Os políticos também não queriam manchar a sua popularidade nas sondagens, uns e não queriam ser acusados de nova instrumentalização política desta greve, outros.
Portanto estava visto que toda esta celeuma gerada pelo instigado e repetido até à exaustão pânico noticioso do apocalipse em forma de ausência de combustível nos postos de abastecimento, não iria à Celebração da Paixão do Senhor.
Ficai na paz do Senhor - ou dos senhores ou do que seja ou de nada, dependendo da vossa crença ou ramo religioso ou ausencia de - e sede feliz!
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Na busca incessante por um pneu para a Vespa

Michelin S1, à esquerda
Michelin S83, à direita
Para já o que noto á mais "conforto". O S83 é aparentemente mais mole estruturalmente e isso sente-se na condução, com menor transmissão das irregularidades do piso para a Vespa. A sensação que tinha de anteriores utilizações, de ser mais "imprevisível" e saltitante em curva, não ajudando a manter a trajectória, não notei. Não noto, ao inclinar para curvar, a sensação de perca de aderência momentânea dos S1, nos S83 parece tudo mais linear e suave.
E tudo isto, na busca incessante por um pneu decente e all weather para a Vespa, desde o final do Continental Zippy 1...
Tenho muitíssimas saudades do Zippy 1!
Tenho que recordar as palavras do Pedro42Ferreira, ambos nos iniciámos nos Zippy 1 da mesma forma, na mesma altura.
E só os deixámos quando acabaram de vez!
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
A história de um punho de acelerador e do seu substituto
Há outro tanto que não faço grande coisa nas Vespas.
Ou que não tenho empo para escrever.
Um dos dois ou os dois na mesma ou proporções diferentes.

A vista é bonita mas prefiro do lado de fora e a sentir o vento.
Mas apesar de tudo isto há sempre dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada. Não foi bem um dia mas um espaço temporal impreciso em que a força extra necessária para accionar normalmente o punho do acelerador incomodava mas a necessidade aguça o engenho e também faz relativizar muita coisa. Este foi um caso; está perro mas...
Já há algum tempo que andava a sentir o punho do acelerador rijo.
Perro demais.
Pensei que as primeiras chuvas estivessem a fazer das suas e tivessem limpo o resto de lubrificação do Inverno anterior. O Verão é seco, até vai com o pouco óleo que sobra ou mesmo sem ele! Deve ser disso, uma pinguinha de óleo...
E vai daí, chega-lhe lubrificação!
Vêem as pequenas diferenças?
Não deu!
No dia a seguir cheguei ao fundo da rua, parei na rotunda, notei uma sensação estranha em desacelerar e quando fui enrolar novamente o punho, estava levinho, tão leve, tão leve que fiquei com a manete na mão! Ah estava perro... estava era a partir!
Da esquerda para a direita: punho velho e novo, já cortado, furado e pronto para ser montado.
Sem tempo de ir esgravatar na sucata da garagem e aproveitando o facto de já que tenho que ir de carro para Lisboa - e querer também eliminar passos na sensação de perigo, mais ou menos recente, quando atravesso a Ponte com chuva e vento, em que os S1 são os culpados por serem demasiados lisos para a chuva - fui visitar a maltinha da OldScooter. E vieram dois S83 novinhos e um punho usado que me desenrascaram dado que novo não havia. Os pneus darão outro(s) post(s), o punho, segue a história.
Fixe, pensei. É só desmontar, limpar, lubrificar, encaixar, remontar tudo. Ao final do dia, encaixado entre um biberão e outro afazer doméstico. Pois seria só. Mas já disse que há dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada? Já não já?!! Aí vão dois deles!
Eu sei lá de que modelo Vespa ou de que outro veículo saiu aquele punho mas era substancialmente mais comprido que o da PX. A furação por onde partem os punhos todos que conheço e que servem para passar o cabo e bicha do travão da frente, também não coincidiam e eram muito mais largos que os do meu punho partido. Tão poucos os furos onde entram a mola e o freio coincidiam, claro. Ai! Preciso da Vespa, não quero perder 1h no trânsito matinal! Se isto tem o mesmo diâmetro, o batente está no mesmo local, eu consigo transformar isto. Consigo e tenho que!
Uma serra de ferro, uma lima, um esmeril e um berbequim depois lá fiquei com um punho semelhante ao que tinha e com dimensões aproximadas. E a pensar tem que servir! Se não servir lá vou queimar 1h de vida amanhã de manhã. E a minha vida não é isso!
Mas serviu! Ufa!
E, aparentemente com o pouquíssimo uso que lhe dei, nada das diferenças indicadas antes, está a fazer qualquer estorvo.
Até agora!

Tcharaaaammmmmm! Aqui está ele no sítio e pronto a dar gás.
Mas acho que vou adquirir um punho novo e mantê-lo de quarentena e alerta.
Que fariam?
1 - siga à doida que isso nunca mais parte;
2 - nunca fiando, venha de lá um punho novo;
3 - qual quê, mete um punho rápido nisso.
P.S. - ó Srs das peças? Porque é que não fabricam este tubo especificamente para a PX Millennium, vulgo travão de disco? Não são precisos os cortes no tubo por onde o meu partiu e partiram todos os outros que já vi com o mesmo problema. Nesta versão da PX não são precisos porque a parte hidráulica dos travões não passa por ali. Nas outras PX por ali passa a bicha do travão da frente. Era porreiro terem isto em conta. Acredito que a resistência extra fizesse reduzir a perto de zero esta falha nas Millennium.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
domingo, 31 de dezembro de 2017
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Vespa Elettrica

Foi apresentada oficialmente a 7 de Novembro passado na EICMA de Milão, a nova Vespa Elettrica.
Com um motor eléctrico, conforme o nome indica, com uma potência contínua de 2 kW e um pico de potência de 4 kW, possibilitam um torque superior a 200 Nm. Esta relação permite alcançar um desempenho superior ao de uma tradicional scooter de 50cm3, especialmente na aceleração que beneficia da entrega de binário imediato, tão típico dos motores eléctricos.

Existem dois modos de condução accionados pelo condutor: Eco e Power, sendo o modo Power o modo "normal" e o Eco o modo em que se poupa o consumo da bateria mas, claro, a custo de qualquer coisa: apenas se atinge a velocidade máxima de 30Km/h
A autonomia é de 100Km percorridos com uma carga de bateria, valor auxiliado pelo sistema KERS (Kinetic Energy Recovery System) que recarrega a bateria nas fases de desaceleração. O tempo de carga total é cerca de 4 horas e faz-se como qualquer veículo eléctrico. A bateria suporta, sem perca de armazenamento, cerca de 1000 ciclos e após este valor, a Piaggio afirma que nunca descerá abaixo de 80% carga útil utilizável.

A versão X da Vespa Elettrica apresenta o dobro da autonomia, percorrendo 200Km no total, graças à existência de um gerador de energia movido a gasolina, que preserva a energia da bateria. Mas devido à existência de um depósito de gasolina de 3 litros para alimentar o gerador, a bateria tem menor capacidade, descendo a autonomia apenas em modo eléctrico para os 50Km, sendo os restantes 150Km dependentes do gerador e do combustível.
Hip hip hurra, lá para Março chega à Europa mais um modelo de Vespa.
sábado, 25 de novembro de 2017
1967, 25 para 26 de Novembro, chuva torrencial causa destruição - ainda tinham dúvidas que as Vespas estão em todo o lado?
terça-feira, 21 de novembro de 2017
É natal, é natal, la la la la
Só poque tive ontem um momento com conta-quilómetros (quase) cheio de luzinhas (não fossem os piscas estarem lixados) lembrei-me de que já temos enfeites de natal em tudo o que é superfície comercial, praticamente desde o início de Novembro.
Anseio pelo ano da nossa graça que em Setembro, já teremos anúncios ao natal.
Assim pouparei a viagem à Austrália para passar o natal na praia e encher de selfies na praia e com barrete de pai natal as redes sociais.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Circular na berma, não dá só multa e pontos a menos
Quase todos os dias a caminho do trabalho acabo por transgredir largamente código da estrada, por circular nas bermas do troço de A2 que diáriamente percorro. Se me sinto mais seguro do que ir a ziguezaguear pelo meio dos carros, não se faz, é proíbido, ilegal, dá direito a multa muito grave com apreensão de carta e pontos a menos e isso tudo! Não o façam! Ponto de ordem feito.
No outro dia estava fila devido a um acidente, na mesma via mas no sentido contrário, ou seja, no regresso a casa. A berma não está tão utilizada como a do sentido contrário porque quase não há congestionamentos nesse sentido e portanto muito menos limpa. E circulava e pensava comigo: "Epá isto está cheio de pedras e porcarias, daqui a nada ainda furo". E nem 2 minutos passados e aquela sensação de traseira a deslizar?!? Yeap furo!
Pneu suplente fora, olhares de tudo o que passava na fila, dos outros que passavam na berma e algumas perguntas de "Está tudo bem?" e respostas "Sim está, é só um furo" depois, tinha o pneu mudado, as feramentas arrumadas e as mãos limpas e a seguir viagem.
Ontem o mesmo. Novo acidente e nova fila praticamente no mesmo local.
Foste tu pela berma?
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
2017, 20 de Junho, trágido e fatal incêndio de Pedrogão Grande - ainda tinham dúvidas que as Vespas estão em todo o lado?
quarta-feira, 24 de maio de 2017
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Por estradas nunca antes percorridas: a Toscana - From Lisbon to Croatia - posta 9
Depois de uma limpeza à "nossa casa", fomos tomar o pequeno-almoço com os nossos anfitriões. O calor tinha voltado, em força e as esplanadas estavam cheias. A vontade de vestir casacos e luvas e partir sobre o sol forte era pouca.
Na noite anterior tínhamos tido pouca vontade de ver mapas. Diga-se que mesmo que a tivéssemos, a capacidade de memorizar locais, cruzamentos e itinerários era pouca. Até porque, como já disse em cima, tínhamos que atravessar Itália até Ancona o que perfazia apenas uns quatrocentos quilómetros. Em linha recta era menos mas não há estradas (principais) que atravessem próxima dessa recta o que nos obrigava a ir a Florença e Bolonha, sendo o caminho mais próximo. Tínhamos visto isso mas não o iriamos fazer. Há um sem número de estradas brancas interessantes e o Meo Drive iria auxiliar-nos nisso. Há que ir e sem destino ainda melhor!
Sem vontade, com calor e com as devidas despedidas e agradecimentos, partimos.
Também não consigo precisar quando é que percebemos que o Meo Drive era bom – para nós – quando colocámos os destinos em modo pedestre. Pois, isso mesmo, os melhores caminhos fizemo-los graças a isso, graças a colocarmos na aplicação "A pé" e não "De carro".
Como vos explicar que foi memorável?
Pelo reduzido número de fotos deste dia, sinal de que pouco parámos para as fazer? Pelo grande número de pequenos vídeos que fizemos – e que deu um trabalhão ao Rui escolher os melhores para fazer o vídeo deste dia? Pela sensação de estarmos dentro de um filme italiano dos anos 50 / 60? Que por estradas secundarias, por fora de estrada, por caminhos atravessámos metade de Itália? Pelas vinhas, pelas quintas, pelos castelos, pelas aldeias de pedra e tijolo, enfeitadas com sardinheiras rubras? Pelos Apes com que nos cruzámos, no seu local de eleição e na sua função utilitária?
Almoçámos num café / minimercado de beira de estrada numa pequena localidade. Não era um restaurante, tinha apenas comida pronta, maioritariamente massas, saladas e conservas mergulhadas em azeite. Experimentamos de tudo um pouco; com a simpatia do costume, por virmos de Vespa de Portugal e irmos para a Croácia, etc e tal fizeram-nos um preço e atenção especial. E aquele azeite... E aquelas cervejas...
Lá nos custou a arrancar novamente. Continuava o calor e a barriga cheia é inimiga da vontade de partir. A cerveja não que evaporava fácil e rapidamente. E continuámos. Na primeira metade do dia tínhamos feito estradas secundárias mas de alcatrão, nesta tarde embrenhámo-nos ainda mais no conceito de "caminho secundário", por estradões, caminhos agrícolas e tudo o que o modo pedestre do Meo Drive nos indicou.
As nuvens começaram a ser presença. Primeiro brancas e esparsas, mais negras e constantes, depois. Chegámos a Montefioralle e resolvemos parar, refrescar. Percorremos as ruas, tiramos boas fotos e sentamo-nos nos bancos da praça. Porque ao longe se via a tempestade. E a chuva. E uns adormeceram e os outros foram-se por a admirar o cenário na esperança que a coisa se tornasse fraca e afastasse. Só que a tempestade não se estava a afastar, estava a vir de encontro a nós e estava feia! Partimos de fatos de chuva e à espera dela.
Chegados próximos de Arezzo, começou a chuviscar. Mais forte. Ainda mais forte. Fortíssimo. Dilúvio! Salvou-nos uma bomba de gasolina onde nos abrigámos e onde já inúmeros locais estavam a fazer o mesmo que nós. Outros chegaram depois, completamente encharcados. Estivemos ali umas boas duas horas. E nisto sempre, sempre, sempre uma bátega de água impressionante. Num instante as estradas se tornaram rios e o tráfego de hora de ponta ficou ainda mais caótico.
A chuva fraquejou, as ruas tornaram-se nisso novamente e resolvemos partir. Já tínhamos reservado alojamento em Città di Castello ainda faltava uma boa metade do caminho, já estávamos no final do dia, não podíamos esperar mais pelo passar da chuva. Não sabíamos bem onde era o alojamento que era fora da localidade principal, de noite tornar-se-ia ainda pior encontra-lo.
Ainda apanhámos umas réplicas da bátega a que nos tínhamos escapado, menos duradouras mas igualmente intensas. Resistimos como conseguimos mas chegámos ao destino molhados, impossível não meter água.
Fomos ao centro de Città di Castello para tentar apanhar o caminho. Nada, não era por ali. Entrou novamente o Meo Drive em acção e depois de umas idas e voltas lá encontrámos o caminho, por uma serra acima e ainda a uns dez / vinte quilómetros de onde estávamos. Por uma estrada asfaltada, com curvas apertadas, saímos da estrada entrámos num estadão e desembocámos, entre campos e muros de pedra no destino: uma quinta no meio do nada em que as pequenas casas de arrumos tinham sido convertidas em alojamento. A receber-nos um cão enorme – mas que se revelou amistoso e a querer festas – e a senhora com que o Rui tinha trocado emails. Pareceu-nos um local bonito mas com o tempo escuro e a pouca luz natural do final do dia e a vontade de mudar de roupa e vestir uma seca, apressou-nos para os aposentos. Estendemos tudo, colocámos os gadgets electrónicos a carregar e fomos jantar.
Tivemos que nos apressar para ir jantar "lá abaixo". Já era tarde e a nossa anfitriã deu-nos umas dicas onde irmos àquela hora, sem grandes alternativas por ser tarde.
Jantámos dentro das muralhas da vila, numa trattoria toda catita - para o caso de lá passarem, Trattoria Lea - e comemos carnes; estávamos esganados e com vontade de um bifinho. Bebemos um chianti e, para sobremesa, uma panna cotta maravilhosa daquelas que só se comem em Itália. Jantámos bem! E brindámos a mais um dia de viagem, da viagem.
Depois demos uma volta, vagueamos novamente pelas ruas sem grande destino. Acabámos por ir ter a uma gelataria e, em Itália sê Italiano, vai mais um gelado para desenjoar. Devia ser um dos últimos pontos abertos na redondeza pois estava cheio de "malta do bairro" a confraternizar.
E voltámos às Vespas e daí à quinta pelo mesmo caminho que tínhamos feito. A chuva entretanto tinha parado, estava húmido e fresco mas no meio da serra, estava frio, bastante frio. Uns foram logo deitar-se, outros ainda foram para perto da casa principal onde havia wifi para actualizar a página com algo do dia. Não por muito tempo. Estávamos cansados do fora de estrada, mortos por estender o corpo no colchão.
Foi este sensívelmente o nosso percurso no sétimo dia de viagem. É difícil encontrar as estradas e estradões por onde andámos...
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