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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A história de um punho de acelerador e do seu substituto

Há muito tempo que não escrevo.

Há outro tanto que não faço grande coisa nas Vespas.

Ou que não tenho empo para escrever.

Um dos dois ou os dois na mesma ou proporções diferentes.


A vista é bonita mas prefiro do lado de fora e a sentir o vento.
Há também a estabilidade de uma Vespa do dia-a-dia com alguns quilómetros e anos mas bem assistida. Faço questão. É nela que ando quase todos os dias, é ela que me leva em viagem e a encontros - que pouco mais têm sido do que o Iberovespa. Não, não sou eu o elogiado, nos últimos anos, salvo raras excepções em que meto a mão na massa, é tudo feito pela boa malta amiga da OldScooter!

Mas apesar de tudo isto há sempre dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada. Não foi bem um dia mas um espaço temporal impreciso em que a força extra necessária para accionar normalmente o punho do acelerador incomodava mas a necessidade aguça o engenho e também faz relativizar muita coisa. Este foi um caso; está perro mas...

Já há algum tempo que andava a sentir o punho do acelerador rijo.

Perro demais.

Pensei que as primeiras chuvas estivessem a fazer das suas e tivessem limpo o resto de lubrificação do Inverno anterior. O Verão é seco, até vai com o pouco óleo que sobra ou mesmo sem ele! Deve ser disso, uma pinguinha de óleo...

E vai daí, chega-lhe lubrificação!


Vêem as pequenas diferenças?
Melhorou mas mesmo assim... não ficou aquela coisa... Mas amanhã é dia de dia-a-dia e preciso da Vespa depois vejo isso melhor, pode ser lixo ou...

Não deu!

No dia a seguir cheguei ao fundo da rua, parei na rotunda, notei uma sensação estranha em desacelerar e quando fui enrolar novamente o punho, estava levinho, tão leve, tão leve que fiquei com a manete na mão! Ah estava perro... estava era a partir!


Da esquerda para a direita: punho velho e novo, já cortado, furado e pronto para ser montado.
Toca de empurrar rua acima, com fato de chuva e casaco, a transpirar que nem - não faço ideia de quem ou quê pode transpirar assim - e a pensar, que sempre podia ser pior, podia ter acontecido em plena Ponta 25 de Abril e em dia de greve do Metropolitano de Lisboa. Tudo sempre pode ser pior na cabeça de um Português e há sempre alguém pior do que nós no momento em que qualquer peripécia ou desgraça nos atinge. Ao menos que isso nos valha, há povos mais pessimistas! (perceberam? Podia continuar nisto o dia todo!)

Sem tempo de ir esgravatar na sucata da garagem e aproveitando o facto de já que tenho que ir de carro para Lisboa - e querer também eliminar passos na sensação de perigo, mais ou menos recente, quando atravesso a Ponte com chuva e vento, em que os S1 são os culpados por serem demasiados lisos para a chuva - fui visitar a maltinha da OldScooter. E vieram dois S83 novinhos e um punho usado que me desenrascaram dado que novo não havia. Os pneus darão outro(s) post(s), o punho, segue a história.

Fixe, pensei. É só desmontar, limpar, lubrificar, encaixar, remontar tudo. Ao final do dia, encaixado entre um biberão e outro afazer doméstico. Pois seria só. Mas já disse que há dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada? Já não já?!! Aí vão dois deles!

Eu sei lá de que modelo Vespa ou de que outro veículo saiu aquele punho mas era substancialmente mais comprido que o da PX. A furação por onde partem os punhos todos que conheço e que servem para passar o cabo e bicha do travão da frente, também não coincidiam e eram muito mais largos que os do meu punho partido. Tão poucos os furos onde entram a mola e o freio coincidiam, claro. Ai! Preciso da Vespa, não quero perder 1h no trânsito matinal! Se isto tem o mesmo diâmetro, o batente está no mesmo local, eu consigo transformar isto. Consigo e tenho que!

Uma serra de ferro, uma lima, um esmeril e um berbequim depois lá fiquei com um punho semelhante ao que tinha e com dimensões aproximadas. E a pensar tem que servir! Se não servir lá vou queimar 1h de vida amanhã de manhã. E a minha vida não é isso!

Mas serviu! Ufa!

E, aparentemente com o pouquíssimo uso que lhe dei, nada das diferenças indicadas antes, está a fazer qualquer estorvo.

Até agora!


Tcharaaaammmmmm! Aqui está ele no sítio e pronto a dar gás.
Cheguei ao trabalho, agora logo à tarde vamos ver se regresso tranquilamente também a casa.

Mas acho que vou adquirir um punho novo e mantê-lo de quarentena e alerta.

Que fariam?

1 - siga à doida que isso nunca mais parte;
2 - nunca fiando, venha de lá um punho novo;
3 - qual quê, mete um punho rápido nisso.

P.S. - ó Srs das peças? Porque é que não fabricam este tubo especificamente para a PX Millennium, vulgo travão de disco? Não são precisos os cortes no tubo por onde o meu partiu e partiram todos os outros que já vi com o mesmo problema. Nesta versão da PX não são precisos porque a parte hidráulica dos travões não passa por ali. Nas outras PX por ali passa a bicha do travão da frente. Era porreiro terem isto em conta. Acredito que a resistência extra fizesse reduzir a perto de zero esta falha nas Millennium.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tucano Urbano Termoscud - as outras impressões

Em Dezembro de 2010, se calhar um pouco antes, adquiri o Tucano Urbano Termoscud R013 e nessa data fiz um post com as primeiras impressões da sua utilização. Agora vou tentar completar a coisa, com 4 anos de experiência - bolas que isto passa mesmo rápido! - e quebrado o encanto inicial, de modo mais racional e conhecedor de causa. Passados quatro anos, completar um post, não é muito, pois não?

O Tucano Urbano Termoscud R013 é esplendido em cidade e deslocações curtas! Mesmo com chuva (moderada, claro), desde que acompanhado de um bom casaco e se usarem a pala do Termoscud por dentro do casaco, conseguirão transpô-la (quase) sem se molharem. Mas não arrisquem muito. Façam isso apenas com os aguaceiros fracos se querem mesmo ter a certeza de chegar ao destino, secos.

Tucano Urbano Termoscud R013Aqui a pala está por cima do fato de chuva, mas se a aplicarem por baixo do casaco, funciona muito bem e acaba por afastar do condutor a água que escorre do casaco.

A pala por dentro do casaco conseguem utilizar mesmo sem estar presa ao pescoço pela alça, como na foto em cima. Não se precocupem que essa alça tem um mecânico de segurança aka velcro que se soltará em caso de queda para não irem de rojo agarrados à Vespa, isto segundo a Tucano Urbano. Eu nunca testei - e ainda bem! - e espero que também nunca testem esta funcionalidade.

Tucano Urbano Termoscud R013Pormenor do tal velcro de segurança que se abrirá, em caso de queda, soltando o condutor do
Tucano Urbano Termoscud R013.

Para deslocações maiores o Termoscud R013 protege-vos do frio e diminuiu significativamente o impacto da chuva sobre o fato que obrigatoriamente terão que utilizar, se querem preservar em baixo o nível de humidade da vossa roupa. Penso que neste caso o maior defeito do Tucano Urbano é ser curto de lado na parte das pernas, pois é normalmente por aí que se começa a sentir a água entrar. Acaba depois, devido ao spray projectado pela Vespa e pelos outros veículos, molhar as costas e escorrer para o banco mas a primeira gota - e a sair a esta muitas se seguirão! - acaba sempre por se sentir nas pernas. Depois molha o banco e... por aí fora.

A parte dos pés que ao início me pareceu muito aberta, veio-se a confirmar que é mesmo bastante aberta e acaba por deixar molhar o calçado. Não sei se poderia ser de outra forma, sob o risco de prender demasiado os movimentos mas também nunca me aconteceu ensopar o calçado ao ponto de deixar os pés molhados. Por isso acaba por ser um mal menor a não ser que usem sapatos de camurça mas aí provavelmente não estão no veículo certo, nas condições atmosféricas correctas, nem ajustado ao vosso... status social.

Tucano Urbano Termoscud R013Estão a ver a calça? A chuva também!
Nestes anos de utilização acabei por ver furada uma das bóias laterais que oferecem estabilidade em andamento, para que não sejam açoitados pelo Tucano. Pode ser susceptibilidade mas acho que a partir daí comecei a sentir mais o vento lateral do que me lembro no início da utilização do R013. Mas como digo, pode ser sugestão, as condições climatéricas nunca são 100% iguais e por isso, esta sensação de científica, nada tem. O vento frontal não incomoda, acaba apenas por empurrar o Tucano para baixo e fazer mais pressão na zona das pernas.

Tucano Urbano Termoscud R013A bóia do lado direito furada. Aparentemente na zona do bocal onde se enche. Sei que há um kit de reparação quando o aplicar sairá novo post.


Outra coisa excelente que o Termoscud tem é a capa para tapar o banco quando deixam a Vespa estacionada à mercê dos elementos. Se a pala já cobre a parte do banco do condutor e isso normalmente já o mantem seco, com o tempo mais ventoso acaba por sair do lugar. Se colocarem a capa de protecção e a prenderem debaixo do banco, venha o vento que vier que nada a tirará dali e o vosso banco fica integralmente seco.

Vespa deflated pneumatic tire aka Vespa flat tireNão liguem ao pneu furado, aconteceu em 2010, já foi substituido e o substituto subtituido por outro e esse por outro e outro. Ainda existiam os saudosos Continental Zippy1!


Por defeito, quando a pala não é presa ao pescoço, a parte que toca no banco quando têm a Vespa estacionada, acaba por se virar para cima. Se estiver a chover, adivinharam, essa parte vai-se molhar. Quando forem estacionar a Vespa e esticarem o Termoscud, adivinharam novamente, vão molhar o banco todo. Posto isto, acabei por adoptar um recolher da pala quando conduzo à chuva. Ou seja, ponho-a por debaixo do restante Tucano, dobrando-a para baixo e assim mantenho-a seca.

Tucano Urbano Termoscud R013A pala do Termoscud dobrada de modo a ficar seca para não molhar o banco.
Este método tem dois contras. Primeiro, como os fatos de chuva são de nylon, um material semelhante ao exterior do Tucano que dobrado fica em contacto com o fato, acaba por se tornar escorregadio e difícil de o manter na posição normal, direito sobre as pernas, tendo que se ajeitar várias vezes durante o percurso, dependendo do vento que estiver ou que se fizer sentir da natural deslocação do ar. Segundo por muito seco que a pala esteja não acredito que despois de uns bons quilómetros à chuva o banco se tenha mantido seco. Ou têm um pano à mão para secar o banco ou a pala, mesmo que seca, vai-se molhar à mesma quando esticarem o Tucano em cima do banco.

Tucano Urbano Termoscud R013Depois de uma chuvada o banco acaba sempre por se molhar.
Para o frio não há melhor! Como se o facto de cortar o vento não bastasse e muito para reduzir o desconforto térmico, existe um pelinho delicioso a forrar o Termoscud na parte que fica em contacto com as nossas pernas. Sim, continua a entrar vento, embora muito, muito, muito menos e perfeitamente suportável mesmo em deslocações à Serra da Estrela!

Existe também uma bolsa com fecho muito conveniente mas que não dá para carregar coisas muito volumosas pois estorvará o movimento das pernas.

Tucano Urbano Termoscud R013Eis os segredos ocultos do Tucano Urbano Termoscud R013.
Posso ainda acrescentar que mesmo que não achem necessário remover o Tucano Urbano durante o verão, o podem enrolar e prender com as faixas que se vêem na foto anterior de ambos os lados e assim ficará arrumado na zona entre o porta-luvas e as vossas pernas (a não ser que sejam muito altos e/ou pernas grandes e esse espaço não exista a não ser para as vossas pernas). Eu desmonto-o sempre, na altura do Verão e tento-o lavar e arrumar dobrado, sem o vincar, até ao próximo Inverno.

Uma questão que ao início me atormentou foi o facto de mo poderem roubar facilmente. Acredito que o mesmo se passe na cabeça de quem está a pensar adquirir um. Fiquem descansados; nestes quatros anos nunca notei que mexessem nele na tentativa de o furtar. Nos primeiros tempos o que fiz foi prender duas alças que existem - e que não se vêem em nenhumas fotos - na porta do porta-luvas e tranca-lo, coisa que continuo a fazer actualmente. Como alternativa existe um cabo de aço, na parte frontal direita inferior do Tucano que podem passar um cadeado até à roda da frente e a um poste ou outra alternativa, de modo a o prenderem juntamente com a Vespa.

Tucano Urbano Termoscud R013Por baixo do logo da Tucano Urbano, reparem no cabo de aço que vos falei em cima.
Existe uma abertura na zona da chave de ignição que se torna muito útil na altura de aceder à chave. Para os mais compridos de pernas pode acabar por estorvar um pouco quando, em andamento, travam com o travão de pé, no movimento ascendente da perna. Se forem como eu que tento andar sempre com o pé em repouso, com o calcanhar em cima do bacalhau - pedaço de plástico ou borracha, em forma de bacalhau seco que cobre a zona central do estrado da Vespa - de lado, com a biqueira em cima do pedal de travão, irão também notar o mesmo embater na zona mais rígida que dá forma a esta abertura. Acabam por se habituar mas ao princípio vão achar desagradável e incómodo.

Tucano Urbano Termoscud R013Plano geral do Termoscud.
À frente, do lado direito, podem ver a abertura para acesso à chave.
Existem também uns acrescentos para o pendura ficar mais protegido mas mesmo com o Tucano Urbano Termoscud R013 as is acabam por ficar os dois ocupantes da Vespa mais protegidos. Atenção que com um passageiro o conjunto acaba por assentar de outro modo e acabam por sentir mais vento do que quando se deslocam sozinhos, mas no global continua com um saldo positivo no frio. À chuva... bom com passageiro tudo acaba por ser pouco porque a água que se acumula entre os dois acaba sempre por ser o ponto mais difícil de proteger e que normalmente gera mais desconforto.

Quatro anos depois e em jeito de resumo, eis o que penso: comprem um Tucano Urbano Termoscud R013 se andam diariamente de Vespa! Se não o fazem mas acham que algum dia irão andar à chuva, comprem-no também! Se o frio vos incomoda, bem, reparem no nome da coisa: Termoscud! Se for esse o único critério de compra, o que é que ainda estão aí a fazer?!?

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

No Inverno, lubrifica a tua Vespa...



E tem atenção a tudo aquilo a que o Mestre Bob fez referência aqui e que continua tão actual como quando o escreveu em 2011. Apesar deste ano nem estar a chover muito, cuidadinho.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Michelin S1 (os novos Continental Zippy 1?)


Há cerca de um mês que ando a gastar um Michelin S1, à frente. Alterno sempre os pneus; passo o usado da frente para trás e coloco o novo à frente. Por isso neste momento tenho um Schwalbe Raceman, atrás que já andou à frente. Não gostei muito, tem um comportamento algo imprevisível.

Já apanhei alguma chuva (e muito vento!) com os S1 e não desgostei do seu comportamento. Certo que não são nenhums Zippy mas do que já experimentei desde o fim destes nas medidas para Vespa clássica, uns Metzeller ME1, os Schwalbe Raceman, passei novamente pelos S83, são, para já, os melhores. Não significa que os outros sejam maus, mas depois de experimentar os Zippy, o mundo nunca mais foi o mesmo, para melhor e depois do fim destes, o mundo continuou a não ser o mesmo, para pior. Acabou-se o raspar com o descanso no chão, as curvas confiantes de que nada ia acontecer de errado, o bom comportamento à chuva ou em piso seco...

Os ME1 têm que aquecer e muito para se aguentarem sem deslizar. E são algo quadrados, embora nunca tenha conseguido chegar ao seu limite.

Os S83 são moles e em curva tendem a oscilar. E o rasto termina abruptamente, não sendo suficientemente arredondados para evitar os sustos quando se atinge o final do rasto, em curva.

Para mim os S1 são uma novidade. Já tinha ouvido falar deles, mas sempre como uma alternativa... desaconselhada... desactualizada... Porquê? Não faço ideia mas talvez por isso nunca os tenha experimentado até hoje. Ou para quê procurar quando tinhamos o pneu perfeito? Sim, os Zippy (suspiro).

O curioso dos S1 é que nos anos 80 / 90 eram os reis do asfalto quiçá como os Zippy o foram nos anos 2000. Vejam esta galerias de fotos no site Vespa Clube de Lisboa e vão ver do que falo. Será atenção selectiva?

More to come (hope)!

(e bom fim de semana)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Porque reciclar é

Pensem em completar o título...

Já está?

Pronto reciclar é isso para vocês. Para nós há-de ser outra coisa. Pouco relevante para o caso.

Podíamos ter ido facilmente comprar daqueles vasilhames bonito que se vendem nas lojas da especialidade e que permitem que, colocado por baixo do motor, todo o óleo lá caia sem sujar nada. Podíamos até ter depois e já que estávamos na loja, ter adquirido outro recipiente para armazenar o óleo usado até o conseguirmos entregar no ponto de reciclagem mais próxima.

O que utilizamos por aqui quando se muda o óleo do motor da Vespa - dica, de 5000 em 5000 quilómetros, pelo menos a vossa embraiagem agradece - é uma garrafa de água cortada, um garrafão de lixívia e, para evitar que se suje (muito) o chão, a propaganda publicitária que nos entope a caixa do correio - aqui o autocolante "Publicidade não endereçada, não obrigado" não funciona -  depois de devidamente consultada e desactualizada.



E se forem daqueles tipos mesmo mesmo hardcore ainda utilizam uma seringa grande e não uma almotolia como aqui os meninos.

Não se esqueçam, de 5000 em 5000 quilometros...

O Vespa Clube de Lisboa pode ajudar-vos nessa tarefa se nunca o fizeram. Aqui.

P.S. - livrem-se de usar luvinhas de latex!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Venha o Inverno

Este fim-de-semana foi um fim de metamorfose. A Vespa deixou a pele de Verão e vestiu-se para o Inverno.

E mais umas mordomias - que na verdade são mais para mim do que para ela: pneu traseiro careca para a reciclagem, remontagem do Tucano Urbano Termoscud R013 - eu sei que já o tenho há dois anos e nunca fiz mais do que um texto com as primeiras impressões, mudança do óleo do motor, lubrificação de manetes, punhos, descanso e outros pontos que, com o tempo húmido, começam a teimar em não girar suavemente...

winter dressed

Com as primeiras chuvas, além destes cuidados, convém ter em atenção, muita atenção, enorme atenção, o estado geral do piso. Aquela espuma branca que se acumula nas bermas e poças? Aquelas zonas em que se conseguem vislumbrar as várias cores do arco-íris em formas mais ou menos concêntricas? Fujam delas! Aqueles lençóis de água que despertam o puto que há em nós (e vamos passar mesmo pelo meio e espirrar a água toda)? Calma puto, pode estar debaixo da água apetitosa um buraco que dará cabo de ti.

Por isso, com chuva, ando sempre com o pé sempre no travão, a antecipar manobras idiotas e muita calma. Sugiro-vos o mesmo. Vão ver que conseguem passar mais esta época adversa sem memórias difíceis de apagar. Todos queremos continuar a circular de scooter, certo?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Muitas humidades?

Farto de fatos de chuva caros que duram um ano e começam a meter água como um barco naufragado? Eu estava! Vai daí e resolvi voltar aos fatos de trolha.



Tudo se proporcionou numa visita despreocupada a uma grande superfície de artigos de bricolage em que os fatos VITO, expostos logo à entrada, tinham um apelativo cartaz a anunciar o ainda mais apelativo preço promocional de... digo? 8€

Comecei a fazer contas mentalmente e partilho-as com vocês.

Sabendo que o meu fato de chuva "bom" - comprei-o como tal numa loja da especialidade - durou um ano a fazer o que era suposto e me custou 60€ e que, fui no outro dia perguntar, uma impermeabilização do dito fato - mas com lavagem incluída, frisou a Sra. da lavandaria - custa 20€, temos que:

fato de chuva "bom"             60€
impermeabilização          +    20€
                                         --------
                              total       80€

Bolas, venham os 10 fatos de chuva de trolha a que tenho direito!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tucano Urbano Termoscud - primeiras impressões

Para quem usa a Vespa no dia-a-dia, os dias de chuva, mais do que os dias frios, são massacrantes. Veste fato, tira fato, o fato já não veda a 100%, entrou uma gotinha, botas molhadas, luvas encharcadas, põe a enxugar, muda de botas, troca de roupa, humidade, desconforto etc.

Vai daí é quase inevitável a compra de acessórios que nos vão protegendo cada vez mais eficazmente contra os elementos. Vai daí (e podia aqui encaixar o facto de ser Natal), chega um Tucano Urbano Termoscud R013, para equipar a PX200 (e o dono).

Tucano Urbano Termoscud R013

1.
Montar o Termoscud R013 é fácil mas, chiça que até se afinar...

2.
Entrar para a Vespa ficou mais difícil.

3.
O Termoscud R013, além de ser de nylon grosso, tem pelinho por dentro. Ah que quentinho!!! Mesmo sem collants e com calças finas e apesar da aragem que ainda se sente a circular entre o conjunto Termoscud + Vespa + Condutor, tá-se bem dred.

4.
O acesso ao porta luvas tornou-se um pesadelo! O acesso à ignição é facilitado pela existência de uma abertura (estanque?).

5.
Atenção à perna / pé do lado do travão que o espaço ficou mais exíguo e o tempo de reacção a travagens rápidas tende a ser mais demorado.

6.
Aquela pala que em descanso cobre o banco, em andamento, apenas colocado à frente do casaco, desce com a face interior virada para cima. Com chuva vai-se molhar e irá molhar o banco, ao invés de o proteger e manter seco. Entala-la por dentro do casaco pode ser solução mas fica-se enchouriçado demais.

7.
Pode ser que com o tempo acame, mas parece que o Termoscud R013 não encaixa a 100% na Vespa. Servir, serve, mas... Apesar de no site do fabricante ser o recomendado para a PX, tem uma ressalva e cito * Suggested compatibility. Confirm actual fitting with your mechanic... FAIL!

8.
Montado na Vespa, na zona dos pés, parece-me que fica demasiado aberto. Vamos ver como se comporta com chuva.

9.
Apesar de ainda não ter apanhado as famosas ventanias em rajadas da Ponte 25 de Abril, o vento tolera-se com facilidade, não ampliando o "efeito vela" em demasia.

10.
Em andamento, não somos chicoteados pelo Termoscud porque existem uma espécie de bóias laterais que cheias, impedem o conjunto de vibrar loucamente com o vento da deslocação.

Até agora...

Post scriptum

Não é numa PX, mas dá para ter uma ideia.



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lojas e oficinas

OldScooter - nos dias calmos...
Para os mais atentos, já não é novidade a inauguração em Agosto passado da OldScooter. O "Manel das Vespas" evoluiu, saiu de Caneças e veio para a Rua Vale Formoso de Cima, em Lisboa.

Epá, Caneças é longe... Queria uma oficina na zona de Lisboa – leia-se, mesmo à minha porta... Acabaram-se as desculpas!

Originalvespa - LMLs
Originalvespa - querem uma LML? A côr não é problema!
Juntem ao novo, amplo e moderno espaço, a mesma paciência e dedicação de sempre e têm uma excelente oficina para a vossa scooter, diria, a oficina. Agora também com acessórios, peças e outros artigos à vossa disposição.

E como já é sabido, porque alguns que ainda lêem estas linhas, com a realização da Prova do Litro em Tróia, alguns SC, nomeadamente eu, deixaram de ter desculpa para ainda não terem ido oservar a nova Originalvespa de Setúbal.

Congratulem-se aqueles que habitam por terras mais a sul porque têm uma loja toda gira à vossa disposição, com a variedade e qualidade que a original Originalvespa em Caneças sempre nos habituou, mais a simpatia e know-how do nosso amigo João Serra.

Com sorte, vieram aqui parar através de uma pesquisa no Google e encontraram algo que até está relacionado com a vossa pesquisa. Se assim foi, deixaram de ter desculpa: não continuem a dizer que não sabiam onde levar a vossa scooter para fazer a revisão ou onde comprar aquela peça que tanto precisavam...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rotundas

Como as rotundas parecem um elemento em vias de expansão nas nossas estradas e como parece que há aí muita gente que AINDA não sabe circular nas mesmas, não é demais (re)lembrar algumas regras de circulação recomendadas.

Tendo em conta uma das muitas revisões do Código da Estrada, esta a de 23 de Fevereiro de 2005, relativamente à circulação em rotundas, os condutores devem adoptar o comportamento descrito em baixo.

O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve: ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve: ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via); aproximar-se progressivamente da via da direita;
Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende uitilizar; mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.

Arranjamos três voluntários para circular numa rotunda, muito parecidos com um conhecido vespista da nossa praça (uma dica: testa LMLs em revistas da especialidade, de calções e chinelos, orgulhoso do seu físico pujante) que nos permitiram fazer esta ilustração, exclusivo aqui no Vespa & Companhia, para demonstrar como se deve circular correctamente nas rotundas.


Fig. 1 - como circular nas rotundas

Nunca é demais aprender e ou relembrar, quem já sabia, das boas regras que devemos ter sempre presentes. Mas, perguntam vocês mentes irrequietas, qual a multa para quem não cumprir?

Pois... nenhuma! É que aparentemente isto não é uma regra é um... conselho (!?!), uma boa prática... A ser cumprida, facilita a vida de todos, a não ser cumprida, dificulta-nos a todos menos a quem não cumpre, além de colocar em perigo quem cumpre, mas temos que nos contentar com isso.

E se por obra do acaso, não do desrespeito desta regras, ocorrer um sinistro, imaginem, a culpa será de quem circula como aconselhado pelo código da estrada e autoridades!

Curioso, não é?

Livrem-se de não aparecerem no 13º Iberovespa 2009 - Arganil!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

As razias, essa arte em expansão

Se há coisa que me irrita e me entristece ao mesmo tempo quando circulo na estrada enquanto condutor, seja de veículo de duas ou mais rodas, são as razias. Aqueles artistas que se julgam donos da estrada e só porque circulamos um pouco mais devagar do que aquilo que eles acham aceitável... Toma lá uma (razia)!

Acontece que por vezes, mesmo circulando mais devagar que eles, já vamos acima do permitido. Sim, não sou obcecado pelos limites e também acabo por não os respeitar, muitas das vezes. Como todos nós.

Acontece ainda que por vezes têm toda a faixa contrária para executar aquilo que se chama ultrapassagem, em segurança, “calma” e sem razias desnecessárias. Mas não. Devem pensar que é mais giro razar os outros. Que mostra bem quem manda ali, quem é o dread dono daquele segmento de alcatrão. Só pode.

Nunca lhes ocorreu (desconfio que já...) que põem em risco a segurança de quem vai calmamente e descansado da vida? Se for um veículo de duas rodas, por ventura o veículo mais apetecido por estes artistas, ainda mais; mais exposição ao impacto, mais exposição ao acidente, mais exposição ao alcatrão. E os gestos depois da razia que alguns fazem indicando a berma? Uns para porem à prova as suas capacidades de pugilistas de fim-de-semana, desafiando-nos para um combate. Outros a indicarem-nos que o local indicado para nós é a berma (por circularmos mais lento que eles?). Ou por outra qualquer razão, sentem necessidade de gesticular, esbracejar, mostrar em gestos a sua... indignação?

Também não tenho qualquer pretensões de aqui afirmar cegamente a ingenuidade e santidade dos motociclistas nas razias que se fazem, por vezes, no meio das filas de transito. Mas reparem; quem sofrerá mais em caso de embate, nesta situação? A chapa do carro ou o condutor da moto?

É por estas e por outras, por todos os movimentos “artísticos” que se praticam nas estradas, por condutores de carros e motos, que temos limites de velocidade ridiculamente baixos. Que temos multas pesadas por transgressões não assim tão graves. Que temos a polícia, em certos momentos, em autenticas caças à multa. Que somos dos condutores com mais sinistros. Que temos os seguros mais caros (e ineficazes). Que sofremos com a incúria e falta de civismo dos nossos congéneres.

Por isso, deixo um conselho: se tens problemas na vida, se o dia te correu mal ou se achas que és dono deste mundo e do outro só porque conduzes um veículo numa via pública, não conduzas. Utiliza os transportes públicos!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Em férias, cuidados redobrados

Nem sempre as Vespas estão envolvidas em histórias e nos pormenores mais deliciosos da nossa vida. Sim, considero que o saldo é positivo. Pelos amigos, pelas viagens, pelos momentos inesquecíveis que muitos de nós já obtivemos por sermos donos de uma Vespa, das imagens que se agarram na memória, por teimarmos em fazer viagens nelas, em andar com elas no dia-a-dia e sermos sobretudo diferentes na atitude e fazermos a diferença por onde passamos, no país ou estrangeiro. Estes ficam cá, ninguém nos poderá tirar!

Mas desta feita, escrevo por um mau momento...

Andrea Pininfarina (sim esse mesmo, o presidente da famosa empresa italiana de design automóvel e neto fundador, Battista Pininfarin) morreu aos 51 anos num acidente de viação, enquanto guiava a sua Vespa.

Andrea Pininfarina seguia tranquilamente na sua Vespa, em Trofarello, na região deTurim, quando foi atingido por um carro, um Ford Fiesta, que fazia uma ultrapassagem ilegal. Como acontece na maioria das vezes em acidentes que evolvem motos e em que os condutores das mesmas são totalmente isentos de responsabilidades, o motorista do carro, um homem de 78 anos, saiu ileso.

Esta notícia trágica, serve apenas para vos recomendar, aconselhar, martirizar com isto: cuidado na estrada quando andarem com a vossa Vespa! Ainda mais nesta altura de maior calor, férias, praia e banhos em que muitos de nós circulam de calções e chinelo na Vespa. Com o aumento do tráfego nas estradas, com as levas de emigrantes que voltam às suas terras natais e a maior “descontracção” na condução, grande parte devidos ao período de férias...

Tenham cuidado, boas curvas e boas férias: que voltem cheios de boas histórias e momentos positivamente marcantes e inesquecíveis para partilhar com todos nós!