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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vespa Raid Maroc, 2015

Já foram dar um olhinho às fotos e vídeos do Vespa Raid Maroc deste ano? Não!!? Como não?


Por sí só bastava uma visita para fazer qualquer um de nós se roer de inveja mas, ainda por cima, tem a participação de dois amigos portugueses: Vasco Rodrigues e Pedro Oliveira, da equipa Vasco's Garage.

É obrigatório seguir diáriamente!

http://www.vesparaidmaroc.com/
http://www.facebook.com/Vespa-Raid-Maroc-222372851178457

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

18º Iberovespa, 2014 - o teaser

18º Iberovespa, 2014 - Pamp'it up



sábado, 17 de março de 2012

«Queda» da Estrela (ou como abrir covas para jogar ao carolo, parte I)

... depois do almoço no Albertino, dia bom de sol, na estrada sinuosa mas não em demasia que segue para Gouveia, já depois de Nabais, eis que um grupo de bravos e saciados vespistas se diverte; inclina para um lado, curva para o outro, tudo devidamente documentado com um par de GoPro... De repente...



Como este é um blogue bué avançado, segue um descritivo do filme para pessoas com problemas de acessibilidade.

início
ouve-se uma Vespa
ecrã preto
letras brancas
2012
Passeio à Serra da Estrela
a imagem aparece
estrada boa, com o sol à esquerda
piso parece bom
rail e postes do lado direito
traço continuo
grupo de Vespas à frente
curva suave à esquerda
"sol de chapa"
curva fecha
vespistas da frente a curvar
...
a imagem desaparece
fundo preto
letras brancas
Brevemente...
som de Vespa a travar
fim

Vão vir mais vídeos, vão, vão. E vai vir o vídeo completo, vai sim senhor. Onde? Pode ser aqui, pode ser ali, num site, num fórum, numa vídeo galeria, será... com certeza por aí.

Caaaaalmaaaaaa pá! Eles vão surgir...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Arrifana Fisherménes Festival 2010

Dia 01

Bom já estava a precisar.

Após um ano de reclusão quase total, chegou a altura de dar um passeio de Vespa que durasse mais do que os 30 minutos habituais.

Foi um ano difícil, isto de voltar a estudar não é assim uma coisa que seja por aí alem de divertido. Estava prometido que este ano, com tudo despachadinho íamos aos pescadores.

Pois ficou tudo despachadinho sexta feira 30 de Julho às 20:30, ainda muito a tempo de ir.

Cheguei a casa, telefonei ao Mago e combinámos às 21:30 nas bombas da BP.

Fiz a mala a correr, já não estava nada habituado a isso, arrumar tudo na vespa e ala que se faz tarde. E lá estava às 21:30 na BP na rotunda de Moscavide e o Mago também.

"Então pá?" - pergunta ele - "Já tá?"
"Já tá!" - respondo.
"Já não era sem tempo!" - diz ele.

Pois é, a pós graduação já estava. Agora era tempo de um merecido descanso.
E que melhor descanso que a festa dos pescadores na Arrifana?

Em 2007 o mago disse-nos que havia uma cena muito fixe na Arrifana que era para irmos. E fomos. E foi fixe, muito fixe... Em 2008 fomos novamente, continuou a ser fixe, muito fixe. Em 2009 não deu para ir e em 2010 deu! Lá íamos nós!

O Paquito foi ter à BP.

"Então pá?" - pergunta o Paco - "Já tá?"
"Já tá!" - respondo
"Boa, já não era sem tempo!" - diz ele.

Estávamos prontos a arrancar, não sem antes dar um toquezinho ao Estevão. O toquezinho foi dado. Partimos.

Vasco da Gama e depois auto estrada para Setúbal, noite quente em LX. Note-se em Lx....Encontra-mo-nos com o Estevão na bomba da A2.

"Então pá?" - pergunta o Estevão - "Já tá?"
"Já tá!" - respondo
"Boa, já não era sem tempo!" - diz ele.
"Siga!"

E fomos. Eu, o Mago Manel, Paco e Estevão.

Rumo a Setúbal. Objectivo: Barco para Tróia, nacional até à Arrifana.
Mas é preciso jantar, e fomos jantar.Quando chegámos a Setúbal ainda perguntei, como é dos barcos?

Respondem-me em uníssono: "Tranquiiiilllllooooo, já vimos isso! Barcos todas as meias horas ate à 1.30. horário de verão, tásjaver?"

"Hmmmm... tranquilo...." - penso eu - "afinal estou de férias...".
Andámos às voltas à procura de restaurante (desde que tivesse choco frito...), e acabámos por encontrar um.

Bom, foi lindo que o empregado era eu ao cubo! Era "Eu peço desculpa" para tudo. Pedíamos a ementa "Eu peço desculpa", entregava a ementa"Eu peço desculpa", obrigado dizíamos nós "Eu peço desculpa", entregámos o dinheiro da conta "Eu peço desculpa" e foi um fartote com isso a noite inteira.

Ou melhor o fds inteiro. Um fartote às custas do empregado e às minhas custas!
Eram 11:50 já jantados e alguém diz:

"Vamos neste ou no da meia noite e meia?"

"No da meia noite e meia que quero beber um cafezinho!" responde outro alguém.

E pronto venha o café!

À meia noite fecha a bomba de gasolina ao pé dos barcos onde estávamos a pensar abastecer. Entre um "olha olha" e um "e agora?" começámos a rir a pensar que ia ser o cenário do costume.

Andar a contar gotas de gasosa de Tróia até Santo André (se não ficarmos sem gasosa) porque não há bombas abertas nesses cento e muitos quilómetros... e o depósito da Vespa é mais ou menos uns cento e poucos. Há aqui uma diferençazinha entre os "e muitos" e os "e poucos"que costuma dar chatice...

Pagámos, despedi-mo-nos com um "eu peço desculpa" e arrancámos perto das 12:30, já muito perto das 12:30.

Fomos a correr para os barcos e quando chegámos ao guichet lemos:"Barcos até às 12:00, próximo barco às 06:30!" Pronto, mais um fartote! Lá nos compenetrámos que teria de ser a estucha da nacional de Alcácer...

Pusemos gasolina noutra bomba e lá fomos nós...Começou uma neblina... e um frio.... e um nevoeiro que nunca visto. Uma cena impressionante. Para ajudar à cena surreal, no meio da serra fomos ultrapassados por uns 10 carros da GNR, que sem se perceber porquê iam em comboio para sul rodeados de neblina e com as luzes a piscar um efeito estranho.... Pois além do nevoeiro cerrado era um frio...acho que já vos tinha dito isto...

Chegámos a Sines onde estava a decorrer o FMM e fomos em direcção a Porto Covo. O nevoeiro passou, mas o frio aumentou. Em Porto Covo o Manel parou. O Estevão só disse "Ainda bem! Já vinha aqui à montes de tempo a fazer figas para pararem que quero vestir mais roupa e o impermeável!" Mas nós não tínhamos muito mais roupa e não tínhamos impermeável! Era Verão...

Três dias antes da partida a falar da viagem com o Mago, perguntei-lhe"E impermeável?" Ao que ele respondeu: "Népias, não levamos que senão atrai a chuva!" Ficou resolvido, népias de impermeável...Lembrei-me disto e ri-me.

Toca de enrolar as toalhas de praia à cintura, mas ainda não chega....Um de nós diz:

"O Nico é que sabe que anda com o cartão plastificado no porta luvas para pôr ao peito e ... espera lá, tá ali um ecoponto, deve ter cartões!"

Um minuto depois estavam dois a levantar o ecoponto e o terceiro a retirar caixas de cartão lá de dentro.O Paco não se quis aventurar nestas andanças e observava-nos a rir e a gozar que nem um perdido. Bom, e lá recortámos bocados de cartão que pusemos entre a roupa e o corpo para isolar do frio.

O Paco só dizia "Onde é que esse cartão terá andado..." e rimo-nos, mas ele tinha alguma razão. Tempos desesperados exigem medidas desesperadas!!!!

Depois de todos equipados com o fato tugateque de cartão (até o Paco levou um cartãozinho ao peito), parecíamos os homens de lata do feiticeiro de Oz. E arrancámos! Bendito cartão, é mesmo bom para isolar. Não é por acaso que os mendigos o usam!

Lá partimos rumo à Arrifana. Chegámos à Arrifana às 05.00 e bebemos uma garrafa de vinho em frente ao "Pont'a Pé" (ainda bem que o Manel não se esqueceu da tradição e levou o vinho) e fomos para o nosso albergue nas dunas debaixo das moitas que já era tarde!

Ainda deu para me rir por isto, na véspera tinha sugerido pararmos no FMM para beber um copo, ao que o Estevão responde prontamente:

"Tás masjé maluco! Tu e as tuas ideias!!! Este gajo é sempre com estas coisas, para quê? Para chegarmos lá novamente às cinco da manha?!?!"

Com estas voltas e atrasos acabámos por chegar às cinco da manhã...e sem paragem no FMM! Lindo, não?

Fomos para a nossa duna. E para as nossas moitas e dormimos que nem uns anjos, Isto se não contarmos com as melgas e um cão que acordou o Paco de madrugada a cheirar-nos. Não devíamos estar muito bem cheirosos que o cão foi-se embora!


Dia 02 Sábado!

Pois acordámos, e fomos para a praia fluvial. Pouco tempo depois aparece a nossa Filipa com o Pedro e pequeno almoço para os meninos(nós)!!! G'anda Filipa!!!

Pois era sobretudo por ela que estávamos ali! Foi bom matar saudades e conversar e comer!!! E depois foi tudo para o banho fazer chifrim!

Passado pouco tempo o Bernardo aparece. E passados cinco minutos começa o zumzum "Ah e tal, até que comíamos qualquer coisa antes de ir para a festa e se calhar... mas o Bernardo ainda agora chegou à praia e é chato estarmos a ir todos embora novamente..."

"Não há problema" - diz o Bernardo -"Vamos embora petiscar!" - Granda Bernardo! E fomos para a acolhedora casa da Filipa e do Bernardo, comer umas febras e courgettes grelhadas que estavam um mimo!!!!

Tomámos banhinho para irmos lindinhos (claro que chegando lá íamos ficar todos malcheirosos novamente do churrasco) e lá fomos para os pescadores!!!!

E estava tudo na mesma! Ainda bem!!!!

Comprámos a caneca, fanámos a grelha, sacámos sardinhas e pão, ocupámos um grelhador e começou a festa."Comuer e Bubuer!", e reencontrar velhos amigos e simplesmente descontrair e divertir-mo-nos!!!!

Fomos para a zona do bailarico e rimo-nos mais.

Pois o senão é que a bebida acabou cedo, muito cedo e com ela a festa.

Ainda nos divertimos a ver um pescador com uns 50 anos a leiloar os seus calções para dar oportunidade às meninas de verem um "objecto precioso!". Ele queria 250€ para os pescadores. Quando saímos ia em 40€... não sei se o "objecto precioso" foi vislumbrado ou não!

Forretas as miúdas! Não se percebe não darem uns euritos para ver um "objecto precioso"! Eh, eh...

Dali fomos para o Pont'a Pé onde ficámos a conversar e a ver passar! Ainda passei um bom bocado a falar com a Sra. Dra. (que já não a via faz tempo) e chegou a hora de voltar para o nosso albergue.

O Bernardo tinha-nos dito que desde que não tivéssemos tenda podíamos dormir na praia e resolvemos mudar de hotel! Fomos para a praia fluvial, às 05:00 de chapéu de sol e saco cama. E puse-mo-nos a roncar!


Dia 03

Acordei cedíssimo assim como o Paco mas antes de voltar a dormitar ainda pude apreciar o passeio matinal pela praia de alguns banhistas. Felizmente estava o céu nublado o que nos permitiu dormitar até às 12.00. A essa hora chega telefona-nos a Filipa a perguntar como é que era?

Era almoço isso é que era! Fomos todos almoçar.

Foi um bom almoço, agradável e em boa companhia.

Acho que estou a ficar mal habituado de estar sempre em boa companhia.

Toca a comprar Dons Rodrigos, Doces de Amêndoa e pão.

Mais uma triste despedida e volta para Lisboa, fazer uma estrada que já começamos a conhecer bem, por bons motivos!

Apanhámos o barco às 18.00, às 18:30 estávamos em Setúbal e toca a arrancar! Sim? Não....

Não foi bem assim que a mota do Estevão não queria. Mas ao menos parou no sítio certo. Rápido diagnóstico do mago (não pode passar um fds sem sujar as mãos....coitado!) e foi a bobine de dentro que pifou.

Um telefonema ao Serra e lá vem um prato de bobines de uma mota dele para desenrascar!G'anda Serra!!!!! Montou-se, desenrascou-se, despediu-se e arrancou-se. Mais meia horita e casa, e lá foi mais um Festival dos Pescadores.

E lá foi mais um fds bem passado na companhia de bons amigos e amigas!

Assim sim!

Vale a pena!

Pedro 42

sábado, 6 de março de 2010

Viagem molhada, viagem abençoada

(ou o Passeio à Serra da Estrela do Vespa Clube de Lisboa, edição de 2010)

Este ano estive quase vai não vai. Acabei por optar pelo vai e fui. Confesso que este tempo de chuva, muita chuva, demasiada, chuva, me esteve quase a embrulhar num fim de semana caseiro, rotineiro, em frente à televisão, de mantinha pelas pernas, a ver programas desinteressantes e a pensar nos malucos que tinham ido com este tempo para a Serra da Estrela, de Vespa. Apesar do alerta amarelo, apesar da chuva, apesar de tudo.

VCL @Penhas da Saúde
Alerta amarelo e ventos fortes = Vespas na "garagem" da pousada
Juntei-me a eles, quis ser como eles; doido ao olhos do mundo que não percebe que de Vespa, não chegam os dias do dia-a-dia, nem as estradas, nem nada e que, o fim do mundo afigura-se perto, quando sentimos o formigueiro de mais uma viagem, de rever amigos, de partilhar momentos imperdíveis. Não há chuva que nos impeça, nem frio que nos demova! E não me arrependi. Muito...

A chuva ininterrupta que apanhamos desde Lisboa até às Penhas da Saúde, de noite, depois de mais um dia de uma semana inteira de trabalho, acho que me fez pensar em avariar a Vespa e chamar a assistência em viagem, no Domingo, à volta para Lisboa. Mas resisti a tal pensamento macabro. A alegria e calor humano extremo sentido na recepção com palmas com que nos brindaram à entrada na pousada, ajudaram e derem alento e força: depois de cerca de 5 horas em cima da Vespa a levar com chuva, primeiro e depois chuva e frio, chegar gelado e ser saudado desta forma, soube pela vida!

O resto da sexta-feira foi passado na conversa. Conversa mais um bocadinho, pouco que o cansaço aperta e o sono obriga a recolhimento, descanso e clama pelo quentinho dos cobertores. Sexta-feira is over.

Como o tempo no Sábado não nos deu o gosto de melhorar e, adivinharam, esteve todo o dia a chover, teve que se alugar um autocarro, tipo excursão, à pressa (e com muita sorte de se ter conseguido tão em cima) onde todos fomos reapreciar e comprovar as delícias e pançadas gastronómicas proporcionadas pelo nosso querido “O Albertino”, em Folgosinho. Pelo meio e como o autocarro era demais só para nós, ainda demos um charme vespista para cima de uns (e umas) ocupantes da Pousada das Penhas da Saúde que nos acompanharam e racharam despesas de aluguer. Curtiram, acho eu, nós também e isso é que se quer. E depois ainda nevou!

Ainda no autocarro, já no regresso à pousada, um interessante diálogo com alguém que se apoderou do microfone do veículo e que a cada segundo nos informava que estava a nevar. Alguém replicava que era chuva e assim foi desde a Covilhã até às Penhas da Saúde. E não é que nevava mesmo! Primeiro pouco, depois mais e já de noite ainda deu para escorregar em sacos de plástico e guerrear pacificamente com bolas de neve feitas à pressa que a guerra não perdoa e há que replicar a todo o custo.

Que me lembro mais do Sábado? Dormiu-se à lareira, conversou-se à lareira, percebeu-se o funcionamento dos recuperadores de calor, fez-se muito calor com a lareira, enxugou-se sapatos, roupa, luvas, derreteu-se botas (eu avisei!), comeu-se uma sopa quentinha e boa, bebeu-se vinho, com gasosa ou só vinho, comeu-se, conversou-se e acabou a noite. Achei que cedo demais, mas acabou.

(perto de) Monsanto(perto de) Monsanto
O regresso, no Domingo, foi feito, via Monsanto. Mas antes ainda tivemos tempo para experimentar andar de Vespa sobre a neve e o gelo que tinham caído. Da pousada, até à estrada Covilhã – Torre. Foi pouco mas deu para sentir o que é escorregar... Deu também para tirar umas deliciosas fotos tendenciosas que nos colocam no meio de uma qualquer altura em que aquela estrada ficou cortada pelos nevões.

Das Penhas da Saúde a Monsanto, fomos poupados e o sol até espreitou a espaços. De Monsanto a Lisboa, fomos regados e nada mais a não ser chuva. E que grande cargas!

Fiquei contente com o meu "novo" fato de chuva e as galochas pelo bom trabalho na retenção da chuva e por me terem permitido chegar, a ambos os destinos, quase seco. Desejaria mais quentinho, mas nem com os collants, calças e fato de treino, três pares de meias, 2 t-shirts, camisa, camisola, casaco de lã e casaco de mota, mais fato de chuva por cima de tudo isto, me senti muito confortável, termicamente falando.

E, no final, foi mais uma que adorei!

Fotos aqui, aqui, aqui e por aí...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Litro 2009 parte dois... a parte húmida...

Pois claro que tinha de haver uns xonés que decidiram não bazar por causa da chuva. Os suspeitos do costume (SC) que estavam presentes...

Havia um festival da sardinha escorchada e havia a loja do Serra para visitar.
Acabou o almoço e um dos SC lembrou-se de ir ver a praia que não conhecia.
Ainda com bastante pessoal fomos ver a praia.
Depois o mesmo SC lembrou-se de ir do Carvalhal para a Comporta pelo mesmo caminho de onde tínhamos vindo. "Dá para levar o atrelado das castanhas na boa!!! E é giro que vemos cegonhas e tudo!!"

Duas questões importantes estavam no ar:

O SC que sugeriu não sabia bem o caminho.
Estava a escurecer depressa portanto se calhar não se via cegonhas nenhumas.
Não era na boa levar o atrelado das castanhas...

Três questões....não duas....estavam lançados os dados para uma mini aventura.

E fomos. E não dava para o atrelado que teve de sair assim que pôde daquele caminho que ia virando entretanto.
E o SC que sugeriu estas coisas ia malhando e já estava escuro e não se viu cegonhas nenhumas, a somar à chuva de mosquitos que entretanto começou a cair (não prevista inicialmente… faz-me lembrar um almoço no Algarve em 2006…acho que está no VespaGang) e à lama que encontrámos por não ir no caminho correcto... fixe....

Lá regressámos ao alcatrão. Barco com eles. Tivemos de esperar uns minutos para abrirem o guichet. Depois de comprar os bilhetes entre o arranca e não arranca vimos como as pessoas ficam stressadas para comprar bilhete e passar a perigosamente a abrir no meio das motas para chegarem o mais rapidamente possível ao... ao... não ao mas à
bicha de carros que estava parada à espera do barco.
Ainda bem que eles foram a abrir e me puseram em perigo para poderem estar 10 minutos parados. Se tivessem ido mais devagar só tinham ficado 9 minutos parados...como eu os percebo... têm o perfil adequado para comprar uma Vespa, tipo uma Vespa ZX ou CBR ou outra Rexp(R) qq.

Chegados a "Tetúbal" fomos ver a sucursal da OV, mais conhecida por "A loja do Serra", e não, não fomos ver a sucursal de brasileiras frequentada por alguns...

Parabéns!!!! Está mesmo catita a sacana da loja!!!

Saímos da loja e já chovia... esquece as sardinhas.
Um dos SC tinha de ir comprar uns ténis para ganhar uma viagem a Roma, lá fomos... continuava a chover... cada vez mais.
E pronto, lá fomos para Lisboa pela autoestrada em obras, com os ténis que irão levar um SC a Roma e a chover cada vez mais.
Autoestrada em obras é chato, porque não há bermas, e estava a chover bastante e íamos a 90, 100 porque estava a chover bastante, a chover tanto que víamos pingas horizontais na nossa direcção e na direcção do farolim.
De repente a mota começa a "falhar". Eu pensei "Bonito, na AE a chover bastante (não sei se já tinha falado nisto), sem bermas, onde não se vê nada, ficar apeado é capaz que não seja assim a melhor maneira de acabar o dia".
"Atelarei" a fundo e passou. Ufa!!!
Um pouco mais à frente outra vez... "Ai tu queres ver...", "atelar"...Ufa!!!
Mas o susto estava para vir. A dada altura começo a ver a estrada muito espelhadinha e muito lisinha. Passado um fósforo uma barulheira de água a bater no chassis (obrigado mesmo assim, que penso que a mota apanhou mais aguinha e foi mais lavadinha por este método indirecto do que qq água com que ela tenha sido banhada nos últimos três anos com esta intenção), e começo a sentir a mota a deslizar e a entortar.... e eu pensei "Oh Diabo! Tu queres ver que é aqui na AE sem bermas onde não se vê uma daquelas unidades de medida que não se podem dizer à frente do nariz que vou fazer uma bela sessão de slide ainda por cima com carga preciosa!!!!"
Bom, felizmente nada disso se passou, mas não obstante o meu batimento cardíaco subiu umas poucas bpm! E sim Bob as unidades não têm plural!

Lá continuámos com chuva, e lá chegámos a casa sem chuva que entretanto passou. Antes fomos ao VCL, entregar quem de direito e depois para casa!

Da minha parte venham mais litros!!!
É verdade, o SC das ideias patetas sou eu e ganhei o meu litro!!! Quer dizer se estivesse num campeonato de emborcar minis ou sumois de laranja era o maior, uma vez que fui o que despachei os 33 mais depressa (4,5 km acho) mas claro, desajustado como sou sempre, fui o pior!!! Faltou o Tostas e a sua Gulosa para o tira teimas!!!!

Agradecimentos aos restantes SC por terem dado boleia às meninas (Sofia, Suzy e Mara), e um valente agradecimento às meninas pela companhia e por se terem aguentado que nem gente grande em situações tão adversas sempre com um sorriso (coisa que muitos homens de barba rija não o fariam)!

Bjs e abraços

Pedro 42

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um litro ou zero vírgula trinta e três?

Prova do Litro - Cartaz

Foi no dia 14 de Novembro de 2009, quase à uma semana, que não quis falhar a prova do litro, mais uma organizada pelo nosso Vespa Clube de Lisboa. Mais um ano também, como quase já manda a tradição, na zona de Tróia e compreende-se: a estrada com pouco movimento e mais ou menos recta tem poucas alternativas, na área da grande Lisboa.

A maioria da malta juntou-se no ferry. Este ano conseguiu-se que mais ou menos todos os participantes fizessem a travessia juntos. A previsão de chuva para esse Sábado, fez que com muitos desistissem da ideia de alinhar e contaram-se "apenas" uns cinquenta destemidos e pouco hidrofobos vespistas.

Este ano fomos levados mesmo para Tróia, onde antigamente desembarcavam os ferry que nessa altura custavam metade do preço, pela mesma travessia para a margem contrária a Setúbal, do mesmo Rio Sado. Depois de algumas voltas lá foi encontrado um local que pareceu indicado para pararmos e assim se fez: Vespas estacionadas, condutores e passageiros apeados, começou-se a preparar o assador das castanhas e a água-pé e o costumeiro e salutar convívio que já se tinha iniciado no ferry, perpetuou-se. E a nova Tróia estava bonita!

Prova do Litro - Tróia

Enquanto uns já tiravam a gasolina dos depósitos, outros conversavam, outros apanhavam os raios do pouco sol que ainda trespassava as nuvens e outros ainda, nada disto, um carro patrulha aproxima-se do local, abeira-se do grupo e... tínhamos que sair dali!

Civilizadamente o Sr. Agente lá nos explicou que Tróia, esta nova Tróia, é privada na sua totalidade e, aquela rua que julgámos do domínio público, tinha dono e esse dono não nos queria ali. Depois do pedido de desculpas pelo nosso desconhecimento aceite, o Sr. Agente, sempre amável, indicou-nos algumas alternativas de paragem e rogou que saíssemos assim que possível.

Confesso que notei uma ponta de vergonha, talvez apenas embaraço, por toda esta situação. Da nossa parte pelo desconhecimento da nova realidade e das novas regras. Da parte do Sr. Agente pelo bizarro de tal pedido, pela imposições de regras com as quais ele também não concorda. Pessoalmente não compreendo como é que interesses privados se podem sobrepor... a tudo. Tróia privada, apesar de bonita e muito segura – elementos de empresas de segurança presentes a cada esquina – nunca mais, decidi ali!

Belmiro / Sonae - zero, Agente / Autoridade - um.

Todos tentamos aceder ao pedido de celeridade no abandono do local e já com os 0,33 litro nos depósitos, lá fomos ver quem percorria mais quilómetros. Relembro que 0,33 é o tamanho de uma cerveja média e que poucos acreditam as distâncias que se conseguem percorrer com tão pouca quantidade de combustível.

As técnicas variam, desde os que vão em mudanças baixas e rotação constante, aos que engrenam uma mudança superior mas tentam manter a Vespa em velocidade baixa, ajudados pelo "empranchamento" para não oferecer tanta resistência, etc. Há os que pegam na Vespa e vão, há os que limpam e afinam carburadores. Não sei se existirá uma técnica mais adequada ou muitas possíveis, a diversão, essa, é garantida.

Os primeiros começaram a parar aos 6 km. A partir daí, foi um festival de dar ao kick, montar, mais uns metros, desmontar, dar ao kick outra vez, montar de novo, pega só mais uns metros, abrir depósito, espreitar, ainda tem qualquer coisinha no fundo, abanar a Vespa, kick ainda pega, montar, kick, já não pega, agora é que já fico mesmo aqui, quantos quilómetros afinal, etc. Os últimos percorreram quase 27 quilómetros!

A minha PX200, fez 9,9 km contagem oficial, mas percorreu 10,1 na contagem dela própria. Com condutor e pendura, 4 engrenada e a rolar à volta dos 30 km/h, tentando nunca deixar bater o motor, dá uma média de consumo de 3,3 l aos 100 km percorridos, o que me deixou satisfeito.

Prova do Litro - 10,1 km...

Ainda tivemos tempo para fazer uns estradões, a caminho do almoço, pelo meio dos arrozais e enfrentar à cabeçada e não só, alguns mosquitos mutantes de tamanho mais do que considerável. Depois foi o costume. Almoço, ó princesa, mais comida, óchefazavore, mais sobremesas, ó Serra olha as castanhas, conversa, conversas, mais um café, cheio, e um cheirinho, despedidas, que não quero apanhar chuva, eu ainda vou para Leiria, tu para ali, eu fico quase aqui e assim se passou mais um belo dia de convívio, máquinas – homens, homens – máquinas e homens – homens*.

Alguns ainda tiveram tempo para apanhar uma monumental chuvada no caminho de regresso, mas isso, dá outro post...

Fotos no site do Vespa Clube de Lisboa: normal | slideshow, no meu flickr: normal | slideshow, outros flickrs, scooterPT, facebooks, picasas, etc.

* mulheres incluídas!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

44444

À coisa de três meses no meio de um passeio de fim de tarde pela marginal com o PE, Mago Manel e Filipa deparei que o meu conta km estava no belíssimo número 44444.

Como não tenho máquina fotográfica digital cravei ao PE a dele para tirar uma foto ao conta quilómetros. Algum tempo depois recebi a foto e um pedido para escrever qq coisa sobre os quilómetros percorridos em cima da Vespa e o seu significado para mim... se eu soubesse tinha deixado o conta quilómetros passar lentamente dos 44444 para os 44445 e depois 44446 "and soi on and soi on" e não tinha de ter de estar a puxar pela mona a pensar no que teria de escrever... três meses depois... sobre os km's passados em cima da Vespa e o seu significado para mim. Ainda por cima a foto saiu uma... menos boa, saiu menos boa... Nunca mais peço uma máquina fotográfica emprestada para tirar fotografias ao meu conta quilómetros!

Quando era um adolescente prestes a tirar a licença para poder ter uma mota, o meu pai deu-me a escolher entre uma Vespa ou uma Casal Boss... escolhi a Vespa. Uma 50s toda fanada. 80 contos na altura a um gajo que eu conhecia. Ganda roubalheira, eh, eh... mas tinha uma Vespa.

Fiz-me sócio do VCL, ainda fui lá umas quintas, fiz um curso de mecânica dado pelo Zé João, copiei no teste final pelo Sérgio, e lentamente fui-me afastando do VCL. Uma das principais razões foi o facto de a minha 50s não fazer mais de 30 km seguidos com sol e mais de 10km com chuva (isto se não me esquecesse de estar sempre a acelerar a fundo nos semáforos para ela não ir abaixo). Uma vez que parte da integração no ambiente do VCL residia em ir às concentrações e a vespa não fazia mais de 30 km's seguidos sem chuva e 10kms com chuva, obviamente não podia ir a nenhuma sem causar incómodo a alguém, coisa que eu não queria.

Andei com a 50 de orige nestas condições quase dez anos, altura em que comprei uma T5 e veio o EuroVespa 2004. Acabadinho de acabar o curso dei o primeiro e mais significativo passo na minha vida de vespista. Dei-me como voluntário para ajudar o pessoal no EuroVespa2004. Em que é que esse passo foi significativo? Bom no facto de ter começado a conhecer muito boa gente e penso que foi isso que me fez continuar. Depois do EuroVespa em LX, veio a vontade de ir a outro, para ver como é que era. Rodagem para preparar a mota... almoço em Lagos. Começa bem.

Eurovespa Itália-Turim 2006, com pessoal que mal conhecia e que se tornaram grandes amigos. Com isso conhecemos uns espanhóis Ruben e a Sónia. Eles vieram ao nosso IBEROVESPA em Portalegre, e nós fomos ao Vespania 2007 Toledo mais amizades que se travaram. Mais passeios em Portugal, Trás os Montes, Douro, Beiras, Costa Alentejana, Algarve. Passeios em Espanha, Serra de Gadalupe, Toledo, Serra da Gata, Lago de Sanabria. As melhores estradas e paisagens que já vi, de Vespa na companhia de grandes amigos! Não se pode dizer que tenha sido tempo mal passado!

O grupo de viagem foi-se afinando e surgiram vários conceitos interessantes.

MRP - Mudança Repentina de Planos - Estado de espírito existente em certos grupos de malta que viaja de Vespa e que consiste em não ter planos delineados para a viagem. Bastando para isso ter tempo, dinheiro para a gasosa e vontade de fazer Km. Não é necessário mapa. Convém tenda e saco cama que nunca se sabe onde temos de passar a noite.

PEB - Passeio da Estrada Branca - Consiste em escolher aquilo que são normalmente consideradas as piores estradas do país. Estradas brancas cheias de curvas normalmente associadas a paisagens deslumbrantes. Ter em atenção o abastecimento de combustível, ou então estar preparado para uma MRP e dormir onde calhar.

BDDPCCN - Brincas durante o dia e pagas com o corpo à noite - Conceito que nos levou a fazer infindáveis km até às quatro e cinco da manhã porque durante o dia ficávamos a bezerrar num sítio qualquer e os km têm de se fazer. Sobre isto ainda me lembro nas vésperas da partida para o EuroVespa o Conde a dizer: "O Zé João é maluco vê lá tu que só pára para encontrar um parque de campismo às nove da noite!" o que é facto é que na primeira noite de viagem arranjámos quarto em Madrid às duas da manhã.... e deve ter sido dos dias em que fomos dormir mais cedo! Eh, eh....

Depois desta palha toda queria dizer que melhor que andar de Vespa, fazer quilómetros atrás de quilómetros, passar frio, calor e mais frio e estar encharcado e com frio e essas cenas, melhor que isso tudo é fazer esses quilómetros todos na companhia de bons amigos e conhecer pessoas no decorrer desses passeios que se tornam bons amigos!

E é isso que me motiva e dá força para continuar a fazer rodar o conta km.

Até aos 55555km!

Abraço

Pedro 42 Ferreira